sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sugestão. Bom fim de semana

"Em tempos de absoluta ditadura do efémero, surge quase como um bálsamo a possibilidade de leitura de um livro capaz de nos prender à memória de algo tão perene, tão aconchegante, tão sensível como a relação entre um neto e o seu avô. Falo da leitura da muito breve, mas muito bela novela da catalã Tina Vallès, intitulada “A Memória da Árvore”. É um dos textos mais envolventes e comoventes que me foi dado ler nos últimos tempos."
.
Valdemar Cruz , Expresso Curto

A história mágica e terna de uma criança que ajuda o avô a lutar contra a perda da memória.

domingo, 14 de outubro de 2018


   No principio do séc. XXI, período em que vivi e trabalhei em Bruxelas, cidade que me marcou pelo bem que me trouxe a todos os níveis, um que não tem preço, o bem cultural e sua acessibilidade. 
   Dois momentos únicos. A comemoração dos 25 da morte de Brel e os 50 anos da carreira de Béjart . Do 1º , uma mega exposição em que até a casa onde viveu os últimos anos da sua vida foi recriada . A Grande Place fervilhou de espectáculos com cantores franceses e belgas. De Béjart , vi 3 espectáculos, sendo o último comemorativo dos seus 50 anos de carreira em que ele participava no bailado.
   
Verdadeiros momentos de ouro entre tantos outros que a falta de sol não ofuscou . O Sol, sou eu quem o  desenha.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

"Quel Amour !", no CCB


Museu Berardo recebe exposição sobre o amor — a entrada é livre .
   O museu recomenda que os menores sejam acompanhados pelos seus tutores legais  quando visitarem “Quel Amour!?”. A exposição fica patente até 17 de fevereiro.
O amor é explorado de diferentes formas e perspetivas nesta reflexão pública sobre ele. Há trabalhos de Marina Abramović & Ulay, Chantal Akerman, Pilar Albarracín, Albuquerque Mendes, Helena Almeida, Cristina Ataíde, Omar Ba, Francis Bacon, Richard Baquié, Annette Barcelo, Mohamed Ben Slama, Louise Bourgeois, Miriam Cahn, Sophie Calle, Lourdes Castro, Helena Almeida ou Marc Chagall, entre tantos, tantos outros.

1º  peça de Eric Rondepierre
2º trabalho de Anette Barcelo

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Para memória presente e futura ... "A Noite mais Longa"




Aconteceu hoje.

   Helena Pato e Irene Pimentel estiveram na histórica livraria Galileu, em Cascais, a apresentar o seu livro A NOITE MAIS LONGA DE TODAS AS NOITES , já em 2ª edição.
   Testemunho ao vivo de um outro tempo que a memória não pode apagar. 
   Estamos gratos pela luta e sofrimento que não foi em vão.
"A bord du grand lac paisible. / je viens entendre souvent..."
   O "Le Bonheur" foi realmente um marco na minha adolescência. Esqueci quase tudo o que havia de mau naquele liceu, mas lembro-me, até hoje, da professora que me provocou um desejo veemente de romper com um regime, que não me dava liberdade de usar um vestido inocente e me impedia de cantar uma doce canção.
Que tempo! Que mentalidades"Que mundo obscuro!"

Helena escreveu. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Bom fim de semana, longo, longo ...

Uma menina que entrou na minha casa para ficar ,  Marisa Nadler.


(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração . mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar )

Al Berto, Salsugem -9

"#ELENÃO ", Brasil entre a espada e a parede ...

Mas,  fascismo, nunca mais .

terça-feira, 2 de outubro de 2018

On homem partiu mas a sua obra será eterna


Cortaram os trigos. Agora
a minha solidão vê-se melhor.

Sophia Andersen

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Fim de verão



Quando o verão
morre, as amoras
vestem-se de luto.
Albano Martins

Passando pelo meu mar...


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Se a verdade viesse de patins...

Almada Negreiros


"Se a verdade viesse de patins, dormia todas as noites com um marinheiro."

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Passando...

Pintura de Matisse 


Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível...
Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível...

domingo, 9 de setembro de 2018

Coisas que me passam ao lado ...


E, a propósito de eleições sportinguistas, ontem fiquei surpreendida no meu pequeno restaurante com muito jardim à volta, o do Lago, para onde costumo ir só ou em companhia. Com o meu pequenito fico sempre no mesmo lugar, perto do escorrega. 
Próximo da hora do almoço reparei que o restaurante que acolhe algumas famílias para o café matinal e almoços ligeiros, estava vazio e até o meu amorzinho de 3 anos perguntar:
Ó vovó , porque se vão as pessoas emborra? 
Boa questão e pertinente. Fiz a mesma pergunta ao senhor Vieira ,o empregado. 
- Então, foram todos votar . Aqui a ala é sportinguista até Carcavelos, de Oeiras para Lisboa são benfiquistas.
- E quem pensa que ganha?
-Para já parece ser Varandas, que costuma estar sempre naquela mesa aqui perto da sua. 
Pensei, "que desatenta". Mas, cegueta considerei-me , quando hoje vi o médico na RTP. 
Não descuro olhares para gente bonita , bonitinha, ou vistosa, e o senhor Varandas escapou-me como me escapa o mundo do futebol. Só as letras gordas da imprensa. 

sábado, 1 de setembro de 2018

Setembro proverbial , "Setembro é o Maio do Outono"

Trabalho de David Hockney, Fotografia cubista

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

"Agosto a arder, setembro a beber "

Não chamo querido ao mês de agosto, pelo menos "meu querido".
Calor destrutivo de almas e corpos. 

As festas ...

terça-feira, 14 de agosto de 2018

"A Sésta", agora e sempre que posso...


A Sésta

Pierrot escondido por entre o amarello dos gyrassois espreita em cautela o somno d'ella dormindo na sombra da tangerineira. E ella não dorme, espreita tambem de olhos descidos, mentindo o sôno, as vestes brancas do Pierrot gatinhando silencios por entre o amarelo dos gyrassois. E porque Elle se vem chegando perto, Ella mente ainda mais o sôno a mal-resonar. 

Junto d'Ella, não teve mão em si e foi descer-lhe um beijo mudo na negra meia aberta arejando o pé pequenino. Depois os joelhos redondos e lizos, e já se debruçava por sobre os joelhos, a beijar-lhe o ventre descomposto, quando Ella acordou cançada de tanto sôno fingir. 

E Elle ameaça fugida, e Ella furta-lhe a fuga nos braços nús estendidos. 

E Ella, magoada dos remorsos de Pierrot, acaricia-lhe a fronte num grande perdão. E, feitas as pazes, ficou combinado que Ella dormisse outra vez. 

Almada Negreiros, in 'Frisos - Revista Orpheu nº1'

Desenho "A Sésta", de Almada Negreiros, 1941, Museu de Arte Contemporânea do Chiado

domingo, 12 de agosto de 2018

Excerto de ...

Sem surpresa num autor que cultivou a aventura e a pulsão de viajar, Stevenson não trocaria o conhecimento que nasce da vadiagem ao ar livre pelo saber livresco. “Basta afirmar o seguinte: se um rapaz nada aprender na rua, é porque não possui a capacidade de aprender. Nem o gazeteiro se encontra sempre nas ruas, pois, se assim o entender, pode percorrer os subúrbios ajardinados até ao campo. Pode sentar-se na margem de um regato, junto a uma moita de lilases, e fumar inúmeros cachimbos ao som da água a rolar sobre os seixos. Um pássaro cantará entre as copas. E talvez aí consiga afundar-se numa corrente de pensamentos gentis e ver as coisas de uma outra perspetiva. Se isto não é educação, o que será?” Excelente pergunta.
O elogio do “gazeteiro” ocioso é, no fundo, o elogio do espírito livre — aquele que recusa fazer parte do “coro dos dogmáticos” e se contenta em apreciar a “vista agradável”, embora “pouco imponente”, a que acede no “Miradouro do Senso Comum”. No fundo, tudo se resume a ter consciência da nossa escassa importância no grande esquema das coisas. “Podemos não gostar de o admitir, mas não existe uma única pessoa cujos serviços sejam indispensáveis.” Nem sequer Shakespeare: se o Bardo tivesse morrido jovem, “o cântaro continuaria a ir à fonte, a foice à seara, o estudante à escola; e ninguém teria dado conta de qualquer perda”. É preciso haver desprendimento para apreciar a instável precariedade da existência. E por isso a verdadeira ociosidade só está ao alcance de alguns. Aos outros, que “não conseguem ser ociosos, [porque] a sua natureza não é suficientemente generosa”, resta passar “numa espécie de coma todas as horas que não dedicam ao frenético lufa-lufa diário”.
Expresso de ontem, José Mário Grilo
Fotografia de Valdemar Ramalho (Vató) !951-2018

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

bom fim de semana


"temos olhos de ver e olhos de não ver. Depende do estado do coração de cada um"

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

As minhas escolhas de Verão -1




Jack Vettriano pintor, escocês, nascido em 1951

terça-feira, 31 de julho de 2018

Vida, vida, acontece quando um homem e uma mulher desejam

Julho acaba . 
Saudades, não me deixa . Questões de saúde. 
Mas... uma vida nasceu quase há um mês, A minha arvore de vida deu-me mais um neto , o Benjamim, que tem um irmão de três anos, o meu amado Gabriel.
Netos, são uma benção da vida .

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Para um amigo , hoje seu dia de anos


Pintura de João Hogan

Evolução

Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo 
tronco ou ramo na incógnita floresta... 
Onda, espumei, quebrando-me na aresta 
Do granito, antiquíssimo inimigo... 

Rugi, fera talvez, buscando abrigo 
Na caverna que ensombra urze e giesta; 
O, monstro primitivo, ergui a testa 
No limoso paúl, glauco pascigo... 

Hoje sou homem, e na sombra enorme 
Vejo, a meus pés, a escada multiforme, 
Que desce, em espirais, da imensidade... 

Interrogo o infinito e às vezes choro... 
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro 
E aspiro unicamente à liberdade. 

Antero de Quental

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Museu do Caminho de Ferro


Lá vem ou lá ía ou não chegou a passar o comboio ?

 Não conduzo, Tenho perdileção por comboios. Os de hoje, com algum conforto, fazem as minhas delicias.
Ia da Figueira da Foz para Coimbra, ramal da Figueira. Em miúda ía para Vila Franca das Naves, terra da minha avó, e também de Fausto Bordalo , numa máquina como a que aqui vos deixo, carruagens de 1ª classe forradas com uma coberta de brancura alva, mas que chegava ao destino, Vilar Formoso , escura dos nacos de carvão que entravam pelas janelas . Eu , também. Trabalhei em Lisboa, Cascais /Cais do Sodré, na margem sul, linha do Barreiro/ Setúbal.
A Lisboa , via Oeste, Lisboa/Rossio /Figueira, demorava 4h. Só rápido das Caldas da Rainha até não sei onde...
A CP sempre teve má gestão, penso que havia vontade no tempo de Manuel Queiró como administrador, mas saltou com no governo do PS. Mas toda a falta de financiamento de todos os governos levou ao caos de hoje.

domingo, 22 de julho de 2018

Uma proposta musical

Aguarela de Paulo Ossião

terça-feira, 17 de julho de 2018

João Semedo 1951- 2018


Toda a adjectivação sobre João Semedo faz sentir saudades do Homem.

Generosidade, uma palavra tão grandiosa e tantas vezes ouvida no dia de hoje.
Não será esquecido,João .Pela nossa geração e dos filhos que gerámos e o acompanharam no pensamento e na acção .

segunda-feira, 16 de julho de 2018

domingo, 15 de julho de 2018

Bon Iver - Heavenly Father (Acapella) at the Sydney Opera House, Vivid L...

Porque brincais com o mar em tempo de alegrias ?








O mar enrola na areia
        ninguém sabe o que ele diz 
  bate na areia e desmaia 
porque se sente feliz ....

Nem sempre o mar se sente feliz , nem sempre as pessoas são tementes à sua aparente calma .

Mais uma tragédia em Espinho. E, mais haverá .