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Fim de semana a vosso jeito ...

A DIFERENÇA QUE HÁ
A diferença que há entre os estudiosos e os poetas
É que aqueles passam a vida inteira com o nariz num assunto
A ver se conseguem decifrá-lo, e estes
Abrem o livro, lêem três páginas, farejam as restantes
(nem sequer todas) e sabem logo do assunto
o que os outros não conseguiram saber. Por isso é que
os estudiosos têm raiva dos poetas,
capazes de ler tudo sem Ter lido nada
( e eles não leram nada tendo lido tudo).
O mal está em haver poetas que abusam do analfabetismo,

E desacreditam a gaya Scienza
Jorge de Sena
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O meu pensamento para Itália

13º dia de confinamento

Nestes dias de confinamento vou fazendo ajustes aos meus paneis de observação aos quais lhes chamaria paredes. Sempre fui dada a mudanças na casa a maioria já impossíveis... Nas paredes, de todo. Uma pequena coleçcão de quadros de estimação que os vejo quase sempre na mesma perspectiva ou no mesmo sofá. Bom, um acrescente de cadeira de conforto no lado oposto fez-me passar a ver de frente quadros para os quais estava de costas. Com o olhar mais fixo em formas e pensando não sei em quê , veio-me à memória, através destas duas imagens que vos deixo, o desenho à vista que tínhamos que fazer na 4ª classe para admissão ao liceu ou escolas profissionais . Um horror. Inábil . Nunca consegui perceber aquela técnica do lápis na vertical penso que para avaliar o tamanho. Seria ? Vou retomar o treino, da mesma forma que a semana passada dei comigo a rever os números fraccionários, tão complexos como o lápis... Há tempo para tudo, meus amigos, desde que haja curiosidade, mesmo a ador…

Momento de reflexão, num texto longo mas absorvente

   Lido no Expresso Diário de hoje e a sair na edição de amanhã .   Li-o sentidamente, como tudo o que leio do Cardeal Tolentino de Mendonça, e achei por bem reparti-lo por quem passa. Não consegui furtar-me ao anúncio ... Coisas do "copy/paste".
   Oitavo dia de auto isolamento agora obrigatório.

B ruscamente, sem pré-avisos, a nossa vida foi sorvida para o interior de uma daquelas imagens inquietantes de Giovanni Battista Piranesi, cujo terceiro centenário de nascimento, por coincidência, este 2020 assinala. Poucas vezes se descreveu a angústia, o efeito do caos, as intransigentes paredes de vidro do isolamento com a precisão que o artista alcançou nas suas alegorias sombrias, onde os seres humanos parecem pontos ainda mais minúsculos e torturados, ilhas ainda mais desprotegidas, num mundo contaminado e distorcido até ao absurdo. Confinados a um isolamento compreendemos talvez melhor o que significa ser — e ser de forma radical — uma comunidade. A nossa vida não depende apenas …