quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Boa noite a quem passa ...



 Paul Klee (1879-1940 . "Sonho Forte"

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

O tempo esse escultor ...



Sonia Braga aos 69 anos. 
A beleza é eterna. Só muda de tonalidade.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Divulgação com história , Caldas da Amieira










TERMAS DA AMIEIRA
As Termas da Amieira, apesar de situadas na freguesia de Samuel, concelho de Soure, tiveram sempre uma ligação mais próxima com a cidade de Figueira da Foz, como se verifica no seguinte texto publicitário antigo:
“As Caldas D’Amieira são uma formosa estação que fica a meia hora de comboio da praia da Figueira da Foz e são servidas pela linha do Oeste. Ali param todos os comboios daquela linha desde 15 de junho a 31 de outubro. Durante a época dos banhos há comboios que partem e regressam à estação desta cidade, pela manhã, e que permitem ao banhista a demora nas termas de uma ou duas horas”.
As Caldas da Amieira possuíam um pequeno apeadeiro, na linha do Oeste, a 1 Km da estação da Amieira.
O troço entre Leiria e Figueira da Foz, no qual este apeadeiro se insere, foi aberto a 17 de Julho de 1888 pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.
Em 15 de Maio de 1902, vários comboios paravam no apeadeiro de Banhos d'Amieira, apenas para serviços de passageiros. Nos horários de Junho de 1913, surge com a categoria de estação.
Em 1934, esta interface inseria-se numa tarifa especial da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses para estações e apeadeiros que serviam estâncias balneares e termais.
As Termas da Amieira tinham 3 nascentes com um caudal diário de 3.891.888 litros. As águas eram utilizadas no estabelecimento balnear e, após o seu engarrafamento, eram vendidas em todo o país e em África.
Estas águas foram as primeiras no nosso país a ser classificadas como cloretadas. Mereceram prémios em todas as exposições a que concorreram.
A sua radioatividade foi estudada por Constanzo em 1909 e, em 1911, foram analisadas por Lepierre, que lhe atribuiu uma mineralização total de 1002,2 mg/l, com forte presença de cloro e sódio.
Apresentavam na origem 27º de temperatura. Eram posteriormente aquecidas por uma máquina a vapor, a fim de poderem ser usadas nos banhos medicinais.
Na 1ª e 2ª década do séc. XX as Termas da Amieira eram das mais frequentadas do país, com uma média de 1200 a 1300 aquistas por ano (Sarzedas,1907).
Na 3ª e 4ª década do séc. XX a sua frequência reduz-se sistematicamente. O hotel anexo deixa de funcionar e os aquistas hospedam-se na Figueira da Foz. Em 1946 teve 338 inscrições das quais 76 foram gratuitas.
Na década de 60 a decadência das termas era notória e no anuário de 1963 o balneário é classificado “como modesto, do tipo rural”, referindo-se que “a região está presentemente isenta de mosquitos devido à ação das brigadas antissezonáticas de Montemor-o-Velho”.
A empresa exploradora das águas adquiriu uma grande parte dos terrenos palúdicos da região, arborizou-os e cultivou-os de modo a reduzir os insetos, mas considerava que esta arborização deveria ser acompanhada com legislação, “proibindo em absoluto a cultura do arroz numa determinada área daquela região…”.
A razão principal da decadência das Termas é atribuída à cultura do arroz e à abundância de mosquitos, mas a decadência balnear da Figueira da Foz e o surgimento de outras Termas com melhores condições foram decisivas.
As Caldas da Amieira eram propriedade da Companhia das Águas Termais da Amieira, cujo 1º Alvará de Concessão é de 20 de abril de 1893 (publicado no DG, nº 115, de 23-5-1893). Em 1910 ocorre a 1ª transmissão do Alvará (DG, nº 39, de 19-11-1910) e são realizadas obras de renovação. Em 1931 ocorre a 2ª transmissão de alvará (DG, nº 194, 2ª série, de 22-08-1931).
As Termas tinham dois Balneários, um Hotel, uma casa de máquinas, uma cuvete (zona onde se ingere a água), uma capela e bonitos jardins.
Um dos balneários, o de 1ª classe, mais recente, construído em 1910, possuía salas de inalações e pulverizações, duches de agulheta, circulares, vaginais e perineais, banhos de imersão em 27 gabinetes espaçosos com banheiras de ferro esmaltado e uma cabine para irrigações vaginais.
O segundo balneário, de 2ª e 3ª Classe, o mais antigo, construído em 1885, tinha 18 banheiras em calcário e cimento, sala de duche escocês e circular.
Tudo está atualmente em ruínas, pertença da Câmara Municipal de Soure.
A capela, o hotel e o parque formam um romântico conjunto de ruínas, classificado de Interesse Municipal desde 1994.
Valha-nos a construção recente, em 2015, do Palace Hotel & Spa - Termas do Bicanho, bem perto das ruínas das Caldas da Amieira. Tem SPA, piscina dinâmica, 96 quartos twins, 37 duplos e 2 suites presidenciais, restaurante e salões para eventos até 1000 pessoas.
Divulgação do amigo Fernando Curado, figueirense de gema, e sempre atento à Figueira da Foz e arrrdores. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Mar à Vista, maré baixa ....


Ora viva.
Hoje vim molhar os pés ao meu Mar, lavar os olhos da minha vista de eleição,
dos meu conta passos de manutenção, rareados, mas com desejo de regressar, não em força nem forçada , mas com a calma que a vida passou a exigir de mim.
A fotografia não é minha, mas do Expresso, a propósito do Imoboliário, preços sem "ponta de vergonha"...
 Abençoada vida para quem já cá estava para viver e formar família, no qual e eu já conto 46 anos . Pérola da linha, onde a língua "oficial" há muito poucos anos, passou a ser português do Brasil e francês .

(fotografia tirada da praia da Azarujinha  para Cascais )

sábado, 3 de agosto de 2019

Boas férias... e passem "as vistas" pelo nosso Mar à Vista :)

           Norman Rockwell , pintura a óleo

Novos olhares , novas interpretações . "O Grito"


No verão, tanto rio como choro...


Olhar de frente o Sol
Assim se aprendem as letras iniciais da Solidão 

David Mourão-Ferreira, Os SinosI

Fotografia, o meu olhar

terça-feira, 30 de julho de 2019

800 202 148

Por ser um crime público, a violência doméstica pode ser denunciada por qualquer pessoa. Existem várias linhas de apoio à vítima, entre as quais o 800 202 148, disponível durante todo o ano, 24 horas por dia. A chamada é gratuita.

Mais uma mulher barbaramente assassinada pelo marido/monstro.
Desta, na Madeira e dentro de um ritual "satânico "

Desenho de Picasso

domingo, 21 de julho de 2019



Lisboa
Digo:
«Lisboa»
Quando atravesso — vinda do sul — o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do seu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas —
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
— Digo para ver

Sophia M. Breyner 
1977
In Navegações, 1983

Fotografia tirada da Quinta de Almaraz, em Cacilhas

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Vida e morte do professor



Não matava mas amolentava, a vida de professor.
Com os anos, há 15 anos para cá, mata e amolenta . 
Recordo, que no fim de um terceiro período, as nossas caras ficavam de ar enlouquecido de cansaço, as batidas de coração por ansiedade e esgotamento levavam muitos ao hospital com crises de ansiedade. Mas pelo que sei e vejo, os colegas vivem atormentados entre aulas, exames e afogados em burocracia. Também têm doenças e têm que trabalhar numa profissão que não dá tréguas . AFOGADOS. E o afogamento mata.
Penso nos professores que perderam a vida e nos alunos que assistiram a essa perda.

Desenhos de Almada Negreiros

domingo, 14 de julho de 2019

Olhar, pensando que Deus ainda não acabou o mundo ...


"pela primeira vez em nossas letras contemporâneas os Açores acham um artista poderoso para os evocar, sensível para os amar, saudoso para os sentir ",

Escreveu Afonso Lopes Vieira , no prefácio de um livro de Vitorino Nemésio , Paço do Milhafre

domingo, 23 de junho de 2019

Fernando Pessoa e os santos populares , S. João






Excerto de poema a S. João , do livro Os Santos Populares , de Fernando Pessoa, uma apresentação de Yvette Kace Centeno .

desenho de Almada, sem título.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Coisas do sono e da insónia ...

José Saramago fala do sono e da insónia pela voz de uma das personagens do romance "Objecto Quase": "Acordou com a sensação aguda de um sonho degolado e viu diante de si a chapa cinzenta e gelada da vidraça, o olho esquadrado da madrugada que entrava, lívido, cortado em cruz e escorrente de transpiração condensada. Pensou que a mulher se esquecera de correr o cortinado ao deitar-se, e aborreceu-se: se não conseguisse voltar a adormecer já, acabaria por ter o dia estragado. Faltou-lhe porém o ânimo para levantar-se, para tapar a janela: preferiu cobrir a cara com o lençol e virar-se para a mulher que dormia, refugiar-se no calor dela e no cheiro dos seus cabelos libertos. Esteve ainda uns minutos à espera, inquieto, a temer a espertina matinal. Mas depois acudiu- -lhe a ideia do casulo morno que era a cama e a presença labiríntica do corpo a que se encostava, e, quase a deslizar num círculo lento de imagens sensuais, tornou a cair no sono. O olho cinzento da vidraça foi-se azulando aos poucos, fitando fixo as duas cabeças pousadas na cama, como restos esquecidos de uma mudança para outra casa ou para outro mundo. Quando o despertador tocou, passadas duas horas, o quarto estava claro.
Disse à mulher que não se levantasse, que aproveitasse um pouco mais da manhã, e escorregou para o ar frio, para a humidade indefinível das paredes, dos puxadores das portas, das toalhas da casa de banho. Fumou o primeiro cigarro enquanto se barbeava e o segundo com o café, que entretanto aquecera. Tossiu como todas as manhãs. Depois vestiu-se às apalpadelas, sem acender a luz do quarto. Não queria acordar a mulher. Um cheiro fresco de água-de-colónia avivou a penumbra, e isso fez que a mulher suspirasse de prazer quando o marido se debruçou na cama para lhe beijar os olhos fechados. E ele sussurrou que não viria almoçar a casa.
 in Objecto Quase, José Saramago, Porto Editora,  2015 


Lido na revista on line, Isleep , também no FB

terça-feira, 18 de junho de 2019

Kagge, o explorador que subiu pela primeira vez os dois Pólos e o Pico do Everest . Uma leitura esmerada

  





 Livro maravilhoso que abandonei há dois dias mas do qual ainda não saí.
   Em contradição, Kagge procura o silêncio e questiona o ruído nos nossos dias, de uma forma filosófica mas transparente .
   Um doce prazer que me provocou o autor e suas experiências . 
   Do ruído e do silêncio , vivo-os de forma empírica, mas felizmente já posso escolher o que mais prazer me dá. O silêncio. Ao ruído, vou lá de vez em quando. O ruído suportável , claro.
Há belas metáforas para a beleza do silêncio mas também para o silêncio no horror. O silêncio profundo em que se cai em frente da obra de arte de Munch, "O Grito".
Kagge, quis sentir o silencio total, e por isso mesmo tornou-se no primeiro explorador a subir o PóloSul, Pólo Norte e Pico do Everest.
Mais tarde , não o vivenciou, mas esteve atento  a uma performancista que explorava o silêncio em instalações no MOMA . Um dia, esta encerrou-se por horas ou dias, não lembro, num quarto à prova de qualquer som . O silêncio não existia . O  pulsar do sangue nas suas veias fazia barulho.
Leiam, que vão gostar.
 "O Grito", de Munch, 1893

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Ruben de Carvalho , também passou por aqui...


Ruben e Carvalho, ficará sempre neste Mar ... pelo homem  "dos sete ofícios" e  melómano , meu companheiro de noites da Antena 1. 
Vivam o momento, "o momento faz a hora, não espera acontecer" AQUI (crónica saida ontem no Expresso Diário )

terça-feira, 4 de junho de 2019

Ainda Agustina Bessa~Luís e um outro olhar...

Expresso Curto de hoje e excerto da crónica de Elisabete Miranda
"Cruzei-me pela primeira vez com a Agustina na escola secundária. Eu andava em economia e uma amiga, que tinha enveredado pelas humanísticas, intimou-me a ler a Sibila. Eu que fazia as primeiras incursões pelos existencialistas, que tinha colocado o Virgílio Ferreira no pedestal de maior escritor vivo, não estava muito disposta a ceder tempo a clássicos que outros andavam a ler por obrigação curricular. Agustina, entusiasticamente emprestada, foi ficando de lado.
Quando me resolvi a dar uma oportunidade ao livro, as páginas estavam todas sublinhadas, ora a traço fino, ora a traço duplo, conferindo uma autoridade especial às frases, marcando-me o ritmo da leitura.
Algumas eram aforismos de assimilação fácil, como:
“São os espíritos superficiais que mais creem nos êxitos retumbantes, nas formulas fáceis para vencer” ,
“Ela não chorava, o silêncio era a sua única represália”,
“A morte de um velho não inspira dor a outro velho – inspira pânico”,
“Gosto das pessoas que são incapazes de deixar de ser o que são”
Outras críticas impiedosas:
“Vinham tomadas dessa adoração romântica pelo campo, a curiosidade do rustico, a pretensão do simples, cheias desse entusiasmo de burguesas que iludem o aborrecimento querendo a aceitar a novidade, o diferente sem se lhes adaptar”
“A sua doçura para com as crianças dependia da sua imensa ansiedade de simpatia e da satisfação que sentia ao ser reclamada e preferida por elas.
Outras ainda tocantes reflexões filosóficas:
“Não a desejava, apenas todo o seu ser se adaptava a cumprir a morte. Naquela casa, ela, enferma, nada receava. Era invulnerável porque não se instruíra a ponto de compreender o medo”
“O mais veemente dos vencedores e o mendigo que se apoia num raio de sol para viver um dia mais, equivalem-se, não como valores de aptidões ou de razão, não talvez como sentido metafísico ou direito abstracto, mas pelo que em si é a atormentada continuidade do homem, o que, sem impulso, fica sob o coração, quase esperança sem nome”
Foi assim a minha iniciação à Agustina, mais tarde que cedo, admirando-lhe o estilo e sondando-lhe a profundidade, através de uma leitura guiada de quem já por lá andara.
Ontem à tarde liguei à minha amiga para lhe dizer que ainda tenho o livro comigo. “Tchiiii… tens esse livro desde 93?”. “Não sabes fazer contas”. “Mas, afinal, leste-o?” “Li, e se calhar está na hora de to devolver”. “Não faz mal, tenho outro (…) E porquê agora? Assim como assim ela não morreu”.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Agustina Bessa- Luís, 1922-2019


Com o país de luto pela morte de Agustina Bessa Luís, conhecida esta manhã, o desaparecimento deste vulto maior da literatura portuguesa ocupa grande parte deste Expresso Diário.
No texto de abertura, a jornalista Joana Beleza diz que já não foi obrigada a ler “A Sibila” na escola e que “cresceu a ouvir os mais velhos dizerem que era aborrecida, densa, complicada de entender’”. Mas logo acrescenta: “Felizmente nasci na sua terra de origem, no norte da antiga Lusitânia, e por sorte cedo me cruzei com os seus romances”. E daí parte para uma viagem que cruza vários livros da autora e conclui: “Agustina não morreu hoje nem morreu há anos, quando deixou de escrever e de aparecer publicamente. Mandem alterar os títulos das notícias que foram publicadas na manhã de 3 de junho de 2019. Agustina não morreu. Agustina vive, Agustina é, Agustina somos nós.”
Pedimos ainda testemunhos a outros escritores, que escreveram assim sobre a autora de “Vale Abraão”: “Sabes, filho, estive a pensar: devia ter casado com o Camilo ou contigo”, por António Lobo Antunes; “Uma extraterrestre, a maior da Língua Portuguesa”, por Gonçalo M. Tavares; “Não se gosta dela mais ou menos: ou se recusa ou é adesão total”, por Pedro Mexia; e “Como é possível alguém escrever daquela maneira e escrever tanto daquela maneira”, por Hélia Correia.
Finalmente, um dos críticos literários do Expresso responde à pergunta “Porquê ler Agustina? A resposta é direta e simples”. José Mário Grilo diz que nos romances, novelas e ensaios da escritora “está muito do país que fomos, mas também do país que somos ainda”. E acrescenta: “Se fosse confrontada com a pergunta que dá título a este texto, Agustina teria decerto uma resposta à altura: irónica, sarcástica, cortante.”
Lido no Expresso Diário de hoje, 2019-06-3

segunda-feira, 27 de maio de 2019

A RTP 2, recomendou ...

SINOPSE
Um ladrão estava muito compenetrado, com toda a sua energia canalizada numa fechadura, alheio a qualquer outra coisa. Um homem puro ficou a contemplar o ladrão, observando que este se encontrava num estado invejável de concentração.
- Amigo ladrão - disse o homem puro -, gostaria que fosses meu mestre.
- Teu mestre? - respondeu verdadeiramente perplexo o ladrão. - De que posso eu, um miserável ladrão insignificante, ser mestre?
- Da concentração. Nomeio-te meu mestre. Em troca serei teu mestre.
- De quê?
- Da pureza. Se ambos conseguirmos adquirir estas duas jóias, a pureza e a concentração, o que poderemos temer?
 

sábado, 25 de maio de 2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Coisas dos sono...

O poeta e escritor José Gomes Ferreira descreve várias insónias no seu diário, de forma crua ou irónica:
“Uma noite terrível sem dormir-enervadíssimo.
Porquê?
A pensar”
30 de setembro de 1969
“Noite de insónia?
(Dormi como um porco)”
7 de Novembro de 1969

Da revista online, iSleep, também no FB

sábado, 18 de maio de 2019

Uma guerra ...


à qual não podemos dar tréguas.

As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.
Chico Buarque

quinta-feira, 16 de maio de 2019

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Oboé de Gabriel


Dia V , 8 de Maio de 1945


 
 


Assinalam-se hoje 74 anos sobre o Dia da Vitória na Europa, a data formal da rendição da Alemanha nazi, que marcou o fim da II Guerra Mundial no continente europeu. Nesse dia 8 de maio de 1945 milhões de pessoas acreditaram que o espectro do fascismo estava definitivamente afastado da Europa. Mas o fantasma nunca deixou de pairar. E hoje, o “velho demónio” ganha força. Assistimos à ascensão do populismo, ao regresso do ódio, ao reforço dos nacionalismos e ao crescimento das pulsões autoritárias em vários países europeus.

Entre os 28 estados-membros da União Europeia, só seis – Portugal, Luxemburgo, Malta, Irlanda, Reino Unido e Roménia – não têm a extrema-direita representada nos parlamentos nacionais. Sozinhos ou em coligação, os partidos ultra-nacionalistas conseguiram mesmo subir ao poder em nove países europeus (Polónia, Hungria, República Checa, Itália, Áustria, Finlândia, Letónia, Eslováquia e Bulgária).

O crescimento da extrema-direita vai refletir-se inevitavelmente nas próximas eleições europeias de 26 de maio. Serão "as mais importantes da história da UE", vaticinou Steve Bannon, antigo estratega de Trump, mentor de Bolsonaro e ideólogo da nova extrema-direita um pouco por todo o mundo, que montou um "quartel general" na Europa para impulsionar uma aliança dos vários partidos ultranacionalistas europeus. O objetivo está traçado: conseguir que a extrema-direita alcance pelo menos 30% dos lugares no Parlamento Europeu (PE). A meta é assustadora, mas não é irrealista. Segundo uma projeção divulgada no mês passado em Bruxelas, a aliança destes partidos pode mesmo tornar-se a terceira força política em Estrasburgo.

“Entrámos noutra conceção do tempo. É a primeira vez que temos um tempo sem esperança, e isso é mortal”, resumiu segunda-feira à noite o filósofo francês Bernard-Henri Lévy (BHL), que apresentou, em Lisboa, o monólogo teatral Looking for Europe. No texto, adaptado a cada um dos 20 países onde levará a peça nas próximas semanas, BHL elogiou o exemplo de Portugal, um "oásis de tranquilidade política" por enquanto “poupado ao populismo” que ameaça o continente. Mas não deixou de fazer referência a André Ventura, do recém-formado Basta!. "Por enquanto não representa nada, mas há dois anos o (partido de extrema-direita espanhol) Vox também não era nada”, avisou.


Lido no Expresso Curto de hoje .

quarta-feira, 1 de maio de 2019

1º de Maio

Tempo de mudança... 
A alegria interior do 1º de Maio .
A lembrança sombria de não ter vivido o 1º de Maio de 1974 como todos os portugueses. 
As sombras da vida.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

"Vinte e Zinco "passou e eu também passeei com ele , com liberdade ....





... 
na Avenida da Liberdade.
Ninguém me pode comprometer neste dia abençoado .  Levanto asas do meu poiso , junto-me ao bando e imigramos para Lisboa.
 Sem esquecer as poucas cidades em  que com amor  as pessoas de idade se manifestam,  sem azedume nos rostos, gratos, mas como mais gratidão desfilariam se necessidades básicas fossem mais cèleres de modo a daí tirarem proveito , Lisboa é o epicentro das festas . A meu ver, claro.
Cada ano que passa mais jovens desfilam com imensa alegria e humor. Há crianças pequenas que rebolam, correm, cantam com todo o consentimento do mundo. Esta juventude partidária é o  prenuncio que a festa do dia da Liberdade não morrerá.
Hoje, a vida deu-me um tempinho para convosco conversar . O pequenito dorme , ou seja, já acordou ... 
Deixo aqui a fotografia dos meus companheiros e amigos de ano, o Nuno Porto e a São.
Dois memoriais de presos politicos e portugueses/as assassinados pela PIDE foram inaugurados. Um em Lisboa e outro em Peniche . O amigo Nuno faz parte do Memorial de Peniche. Teve a sua dose dolorosa.
Que as ditaduras acabem, onde existiram, que não se repitam. 


*Vinte e Zinco, livro editado por Mia Couto para assinalar os 25 anos da Revolução de Abril.


«Vinte e cinco é para vocês que vivem em bairros de cimento 
para nós, negros pobres que vivemos 
na madeira e zinco, o nosso dia 
ainda está para vir.»