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olhares e sons

                                                       Eu amo tudo quanto vejo 


momentos de ouro...

bom fim de semana

a amo oras amoras
je

"dou-te um verso"

(adeus palavras, sonhos de beleza, montanhas desoladas da infância donde tudo se via : a alegria e a cegueira do que se não via;)

Manuel António Pina - Farewell Happy Fields

"Eu"o poema , eu e o meu olhar

 Dizemos «eu»a todo o momento, mesmo quando julgamos estar a enunciar verdades universais. A primeira pessoa do singular é o ponto de partida literário por excelência. Dele emerge, nos melhores casos, um olhar capaz de nos restituir o mundo a partir de um ponto de vista inaugural, permitindo-nos questionar e reavaliar não apenas o que nos rodeia e o que vemos, mas acima de tudo aquilo que somos. *
*Sonetos Inéditos de Fernando Pessoa
As minha fotos. Plantas autóctones da região do Barroso que nascem espontaneamente na maior adversidade, terra queimada.

Alertas...

No principio , era o Verbo.
Não, não era . Era verde.
O alerta , tomou-lhe a cor e tornou-se amarelo.
A catástrofe era iminente. Alerta vermelho.

Entre mortos e feridos alguém sempre escapou. Sei que entre os escombros há um adulto/criança e que alguém o  fará sair são e salvo. São assim os" tornados" da vida.

Olhares

Bonés há muitos...
Cabeças no ar, também.
Mas , o sol está aí em força.

um buraco, é sempre um buraco....

e, muitas vezes sem saída...

Houve tempo em que nos amores e nas paixões, se falava de forma espectacular. Com baba e ranho. Dava-se tudo. Saíamos rasgados de pele e coração. Valia sempre a pena, mesmo quando perdíamos o chão.
 Os erros, as faltas, as vertigens, o pé à beira do abismo existiam para nos lembrarmos de que somos humanos. a regra era cair e levantar, prontos para outra depois de lutos intensos, sofridos, partilhados. Agora tudo isso existe sob a forma de prevenção. Para nos lembrarmos do que não devemos fazer, dos riscos que não devemos correr, contra o vírus da solidão.
Fomos ficando higienizados. Da alma à cama. Uma espécie de "se conduzir não beba" para evitar os males do coração. Como se pudéssemos dizer "se amar não se magoe".
Com o passar dos anos , aprendemos a contornar os sintomas a bem da decência, da pose, da anestesia geral ou local, conforme as necessidades. O importante é não dar parte de fracos.
O ciúme é uma coisa moderna, para ser compreend…

mal-me-quer... bem-me-quer...

A minha filha perguntou-me
o que era para a vida inteira
e eu disse-lhe que era para sempre.

Ana Luísa Amaral, Silogismos 

bom fim de semana....

O meu olhar...

Perspectiva do meu  olhar sobre uma turbina de uma barragem, a 80 metros de profundidade.
Barragem do Picote.

olhares

Gosto de fotografar a vida e os sonhos também...

Máquina fotográfica que faz parte do Ecomuseu da aldeia do Picote.
Aldeia do Picote e rio Douro.

gaivotando o meu olhar...

mesmo aqui à porta de casa numa espécie de vida de marinheiro....

Amiga amor amante eu morro
da vida que me dás todos os dias

Um olhar e um verso

Livrai-me, Senhor,
De tudo o que for
Vazio de amor.

Carlos Queiroz, Libera Me

Miau....

O homem gostaria de ser peixe ou pássaro, a serpente gostaria de ter asas, o cão é um leão confuso...
Mas o gato quer ser somente gato,
e todo gato é um puro gato
desde o bigode ao rabo


Pablo Neruda

Olhares com som.... As cantigas acabaram , mas...

Há dias assim...

Em que o limite parece ser o céu.
Bom dia para amanhã.

Bom fim de semana

Hoje, quem sabe,se  este sol enganador primaveril nos dá un soleil couchant  de tons outonais como este que aqui vos deixo, com os desejos de bom fim de semana e uma sugestão
.DIA MUNDIAL DA POESIA
CCB | 22 de Março | das 11h às 18h30
Entrada Livre

« Já não Escreverei Romances


Já não escreverei romances
Nem contos da fada e o rei.
Vão-se-me todas as chances
De grande escritor. Parei. 

Mas na chispa do verso,
Com Marga a aquecer-me,
Já não serei disperso
Nem poderei perder-me.
Tudo nela é verbo e vida;
Xale, cílio, tosse, joelho,
Tudo respinga e acalma.
Passo, óculos, nada é velho:
Quase corpo, menos que alma.
Já não lavrarei novelas,
Ultrapassado de ficto:
A vida dá-me janelas
A toda a extensão do dicto.
Mas sem elas, mas sem elas
(As suas mãos) fico aflito. »

Vitorino Nemésio, in "Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga
"


Será que ainda não saí das Caldas?

Mas não estou em termas... Ai "balha-me Deus"... 

Eu creio tanto na influência dos maus jantares como no das más companhias na índole dos indivíduos, e adopto para mim esta sentença: «Diz-me o que comes, dir-te-ei as manhas que tens».
Ramalho Ortigão

Parque das Caldas da Rainha, escultura de Ramalho Ortigão