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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sugestão. Bom fim de semana

"Em tempos de absoluta ditadura do efémero, surge quase como um bálsamo a possibilidade de leitura de um livro capaz de nos prender à memória de algo tão perene, tão aconchegante, tão sensível como a relação entre um neto e o seu avô. Falo da leitura da muito breve, mas muito bela novela da catalã Tina Vallès, intitulada “A Memória da Árvore”. É um dos textos mais envolventes e comoventes que me foi dado ler nos últimos tempos."
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Valdemar Cruz , Expresso Curto

A história mágica e terna de uma criança que ajuda o avô a lutar contra a perda da memória.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Hoje, Dia Mundial do Livro, este foi o meu presente... A VIOLÊNCIA E O ESCÁRNIO


Em todo o homem que não for um crápula subsiste a nostalgia duma revolução triunfante.
ALBERT COSSERY

A violência e o escárnio são aqui duas faces discrepantes da oposição ao pode político vigente. A primeira consubstancia-se na atitude heróica, em que o militante, levando a sério os políticos de Estado, se sacrifica pela causa; a segunda assenta num absoluto desprezo pelas instituições estatais e seus dirigentes, encarando estes últimos como os títeres dum mundo grotesco e aviltante.
A acção desta narrativa decorre paralelamente a esse conflito  Numa grande cidade dirigida por um governador despótico e burlesco, um grupo de amigos, amantes do riso e outros prazeres da vida, inventa uma nova forma de combate político: a farsa-que-não-parece-farsa.E,desenvolvendo uma actividade que profundamente os diverte (e neles aguça o sentido de humor), põem fora do poleiro o detestado líder.
Irónica reflexão sobre o poder, A VIOLÊNCIA E O ESCÁRNIO exprime a par
adoxal e salutar perspectiva de Cossery, que às nevróticas gesticulações dos homens opõe o desprendimento e a contemplação - sempre assente na rejeição do sacrifício.
- Sei apenas duas coisas muito simples, disse Heikal.
- São talvez as que eu próprio sei.
- Sem dúvida. è por isso que aqui estou, e é por isso que podemos falar com toda a franqueza.
- Diz-me então a primeira dessas coisas. Sou todo ouvidos.
- A primeira é que o mundo onde vivemos é regido pela mais ignóbil quadrilha de tratantes que alguma vez pisou o chão deste planeta.
- Subscrevo por inteiro essa afirmação. E a segunda? A segunda é esta: acima de tudo, convém não os levarmos a sério; é isso que eles querem, que os levemos a sério.

Do capítulo V

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E, pelo mundo dos livros vamos continuando... Hoje, veio-me este à memória...

Memória, História e HistoriografiaCoimbra, Quarteto, 2001.

"O historiador só não se enrederá na sedução consensualizadora da memória e da legitimação da 'história dos vencedores' se tiver a ousadia de também perguntar: que versão do passado domina e quem é que a pretende preservar? E por quê? E o que é que, consciente ou inconscientemente, ficou esquecido?" (Da contra-capa)

Coimbra, Quarteto Editora, 2001

E, para saber mais da bibliografia  do Professor Fernando Catroga e  de outras  conversas, se estiver no FB, pesquise o mural com o nome AMIGOS E ADMIRADORES DO PROFESSOR DOUTOR FERNANDO CATROGA e associe-se.
É uma mais valia...

Pintura de Pedro Pascoinho, 2012


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Fragmentos...

O jornal i, aqui, dá-nos conta do lançamento do livro "Diário de Luto"de Roland Barthes, o qual espero ansiosamente. Em português , só em Março...
E veio-me à memória como o seu livro, "FRAGMENTOS DE UM DISCURSO AMOROSO", adquirido em 1984, funcionou durante algum tempo como resposta às minhas crises existenciais... Não só a mim, mas a muitos da minha geração...
"Dois poderosos mitos fizeram-nos acreditar que o amor podia, devia sublimar-se em criação estética: o mito socrático (amar serve para criar uma multidão de belos e magníficos discursos) e o mito romântico( produzirei uma obra imortal escrevendo a minha paixão)."

R. B. ( Imagem do Google)