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O pintor e poeta que foi cantado por José Afonso . António Quadros.

Conheci António Quadros quando muito adolescente . Ainda não tinha ouvido falar nem conhecia José Afonso. Localizemo-nos na Figueira da Foz.
Guardei a sua postura e forma de vestir pela diferença que fazia. Boina, cabelo grande, óculos de massa e camisa de fazenda aos quadrados como a dos pescadores.  
Quando conheci Zeca e soube das afinidades com o pintor e poeta, imaginei-os "clones"um do outro. 
Os feitios de ambos também não eram fáceis...
"Vida", dirá o meu amigo Oliva, a viver em Viseu e a quem António Quadros dedica o primeiro quadro que aqui vos deixo.

Leituras breves, olhares profundos

Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui? Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.
Lewis Carroll

o tributo a José Rodrigues, escultor, gravador e tudo o mais que ele quisesse ....

Li algures, a propósito da sua partida e da sua compulsão pelo desenho e pintura, que gostaria que dos seus dedos jorrassem pingos de tinta , uma cor para cada dedo , para permanentemente poder pintar. 
Há muito anos José Rodrigues fazia parte do meu modo de também de viver a vida através da arte e pela arte..
Por devoção conjugal  para com um artista plástico, Vila Nova de Cerveira e a sua Bienal, passaram a ser uma "romaria" minhota à qual não se podia faltar. Até porque o meu ex  cônjuge aí estava normalmente representado.
A vida deu outras voltas.
Há uns largos anos, talvez no inicio da Festa do Avante na Atalaia, anos 80, numa das suas bienais de pintura enamorei-me de uma gravura de José Rodrigues. Tiro e queda. Três contos e quinhentos escudos. Era caro para mim, mas faria um esforço.Só que não havia Multibanco na época, nem se andava com tanto dinheiro. Contudo, com toda a simpatia, o setor responsável,  DORN do Porto, prontificou-se a enviar-ma por correio e à cobrança …

bom fim de semana e a ter em conta uma curiosidade...

Caillebotte, pintor e jardineiro, exposição em Madrid, Museu Thissen Bornemisza

Gustave Caillebotte foi um pintor francês, membro e patrono de um grupo de artistas conhecido como impressionistas, colecionador de selos e engenheiro de iates. Wikipédia Nascimento: 19 de agosto de 1848, Paris, França Falecimento: 21 de fevereiro de 1894, Gennevilliers, França

hoje, de céu azul, espero ver a vida em "rose"... bom domingo

porque a noite demora mais tempo a chegar, mas chega...




olhares...

Pintura de Victor Brauner (1903-1966)

António Costa Pinheiro (1933-2015)

“Foi um dos maiores artistas da segunda metade do século XX. Não percebo até hoje ausência de uma grande exposição das suas obras numa grande instituição em Portugal”. Público de dia 11/10/2015)

Assim são destratados os nossos melhores. Mas, os investidores já olharão para os quadros de ACP de uma outra forma a partir de hoje. As entidades a quem de direito para elevar a obra de ACP entre nós, ao seu elevado expoente,  que se "lixem"...

Um destes dias aparece aí uma retrospectiva. Penso que a Gulbenkian lhe dedicou há poucos anos uma exposição ,mas no âmbito da temática Fernando Pessoa. 

Mr. Tunner, um filme a não perder, e que aqui vos deixo

metáforas pictóricas para a queda da última folha do calendário de 2014. amanhã um outro dia e um outro ano...

... e se encontrarem outras metaforas, digam-me...
Eu sei que há mais.

Uma transição na qual me sinto mais à vontade de a todos desejar um 2015 com saúde e o tal amor , o sonhado, o vivido e o da recordação..., sempre do vosso lado .

Do resto, as esperanças são poucas.

Aos amigos que por aqui vão passando e eu não tenho visitado, vos digo, não têm sido os meus melhores dias. Tenho-vos na alma, naquele cantinho que guarda os afectos da blogosfera.
Para mim , 2015 vai ser muito bom. Eu, sofredora de família curta, em breve , vou passar a ser a avó Ana, do casal mais feliz que conheço. Na idade deles era assim... 

Beijos grandes a todos.

Coisas do Zé...

e do Zé Penicheiro... 
1922-2014

"subitamente" lembrei-me de Cipriano Dourado

A minha infância perdida...(1)

Perdi a infância e as grandes horas
e procuro numa árvore não sei que intimidade
como se um sol para as mãos nascesse deste olhar mas a inocência é rápida como o brilho
silenciosa
e existe em si mesma.

Uma forma, sim, sempre silenciosa
um dia nascida da surpresa e constância
dia a dia nascida da inocência, mas
como fugir a esta inútil presença?



Monólogo, de Ramos Rosa, in Não posso adiar o coração