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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Carnaval dos Animais


"Carnaval dos Animais", de João Vaz de Carvalho

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Para quem ainda vai passando, bom fim de semana .


ALMIRA

estavas sentada frente ao chá
bebias devagarinho
e eu sorvia 
a tua voz de passarinho
o teu olhar brilhante
muito calma
dizias-me sempre repetidamente
sabes eu ainda quero viver muito
não quero morrer já
sabes eu tenho muito ainda para criar 
e sim, eu sabia 
que dos teus dedos nasciam
poemas, desenhos, pinturas
tantas e diversas obras de arte
onde o sonho cabia todo lá dentro
tu eterna menina girassol.

Celeste Craveiro 
imagem: obra de Maria Almira Medina - autoretrato


Hoje, mão amiga do FB, Celeste Craveiro, trouxe á minha memoria, a minha conterrânea Maria Almira Medina, filha do fundador do Jornal de Sintra.
Conheci Almira em inaugurações de exposições suas e a outras coisas ligadas ao mundo das artes. A de poemar, por exemplo.

Obrigada, Celeste. Um destes dias tomaremos um chá em Sintra, com conversas coloridas.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Flores de Georgia para vós . Bom fim de semana...






Georgia O`Keffe viveu a pintar, durante quase um século, e a pintar morreu.

Os seus quadros ergueram um jardim na solidão do deserto.

As flores de Georgia, clitóris, vulvas, vaginas, mamilos, umbigos, eram os cálices de uma missa de acção pela alegria de ter nascido mulher.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Para colorir o vosso fim de semana .... Que seja a vosso jeito


Pinturas de Eduardo Luis, nascido em Braga em 198- Paris, 1988)

O ùnico sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.

Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Amores e desamores ...




A grande e única paixão de Erik Satie , que o levou a compor entre 1893-94 "Vexations" , horas infinitas de piano, que em forma de performance, Joana Gama interpretou ininterruptamente, no domingo na Gulbenkian.
Arte sem limite .

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Triste, eu? nem por isso....

"Mas que cansaço, não tem um minuto. Mentiras. O que não tem é forças para pensar a vida, calma para sentir como ela corre.
Quando ela não tem tempo, quando ele trabalha muito e mede os segundos como outros medem as horas e os dias, incapaz de se sentar a conversar por um instante, sem ansiedade, não acredites nele. O trabalho é o esconderijo que os homens encontraram para não viverem segundo um ritmo mais humano e mais decente. É a maneira que têm de estar sós sem terem de dizer que querem estar sós. "

Do livro, Receitas de Amor para MulheresTtristes
Pintura de Felix Vallottton, 1898

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017



AO ROSTO VULGAR DOS DIAS
Monstros e homens lado a lado,
Não à margem, mas na própria vida.

Absurdos monstros que circulam
Quase honestamente.

Homens atormentados, divididos, fracos.
Homens fortes, unidos, temperados.

Ao rosto vulgar dos dias,
À vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.

Imaginar, primeiro é ver.
Imaginar, é conhecer, portanto agir.
Alexandre O`Neill, No reino da Dinamarca

Pintura de artista japonês

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Vanhinê no te Tiarê (A Mulher da Flor)



" Eu trabalhava febrilmente, duvidando de que não fosse duradoira aquela vontade. Retrato de mulher: Vahinê no te Tiarê (A mulher com flor). Trabalhava depressa e com paixão. Foi um retrato parecido com aquilo que aperceberam os meus olhos velados pelo meu coração. Acima de tudo julgo que ficou parecido com o interior, esse fogo forte de uma pujança contida. Trazia uma flor na orelha, e esta ouvia-lhe o perfume. Na sua majestade, nas suas linhas sobre-elevadas, o rosto lembrava uma frase de Poe: «Não existe beleza perfeita sem alguma singularidade nas proporções»
Noa Noa, de Gauguin, uma edição & etc, 1977

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Olhares....

"Ce qui a vraiment un sens dans l'art, c'est la joie. Vous n'avez pas besoin de comprendre. Ce que vous voyez vous rend heureux ? Tout est la."
Costantin Brancusi


Pintura de Luciana La Marca

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

As coisas do frio ... Boa semana

Durante o dia até está calor. Mas aqueles graus de sol que nos aquecem as pernas pagam-se caros. Estão a condicionar-nos para o f***. Tiramos a camisola para mais avidamente ir à procura dela, mal o sol começa a cair de tão gasto, lá para as cinco da tarde, quando o f*** acorda para nos enregelar o corpo e a vida e a própria esperança.


Pintura de Félix Vallotton



Excerto da crónoca de Miguel Esteves Cardoso, AQUI



Excerto da crónica de Miguel Esteves Cardoso , AQUI

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Poupa água que eu dou-te um verso....


habito neste país de água por engano 


Al Berto,  Trabalhos do Olhar



òleo de - Felix Vallotton , 1922

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O rito do sossego.... numa bela receita

   Poucos conhecem, e menos ainda reconhecem, a eficácia da cura que passarei a explicar. Mas é talvez a única receita que nunca desilude. Quis chamar-lhe cura do rosto, porque não há quem não tenha na memória um grupo não muito grande de caras cuja visão produz alegria.
   O rito do sossego é o seguinte. Duas cadeiras e uma mesa, um patê de fígado de aves, torradas de pão fresco e de trigo integral, uma garrafa gelada de vinho de Sauternes, e diante de ti a cara do amigo, da  amiga, o rosto que conheces, um dessses que só de vê-los nos devolvem a calma.
   O patê lembra aos amigos que são carne. O pão não os deixa esquecer que tudo nasce da terra e tudo a ela regressa. O espírito do vinho de Sauternes aviva o que mais nos põe vivos: a possibilidade de unir os pensamentos.

RECEITAS DE AMOR PARA MULHERES TRISTES, de Héctor Abad Faciolince

Pintura de Felix Vallotton

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Perante tudo o que acontece , só vos posso" deixar um verso"

Heri Matisse, 1942




leonor de teles não podia pensar o prazer
porque não existia em linguagem
maneira de exprimi-lo. devia ser óptima na cama e era tudo.

Vasco Graça Moura , elegia para uma gaivota


Boa noite a quem passa e a vida chama por mim. Sim, há mais para lá do aqui e agora.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O culto dos mortos como poética da ausência

Henri Matisse, 1916, "A janela"

"O culto dos mortos como poética da ausência ", de Fernando Catroga, historiador das Ideias AQUI

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Falam de relações ou ralações?

Pintor e humorista americano Norman Rockell


Se não se calam, ainda estragam tudo....

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Divulgação cultural - Gulbenkian

Em breve, ou já dia 26, na Gulbenkian . (AQUI)

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Hoje....

Pintura naif d Ronaldo Mendes

Que tudo passe depressa para as trevas do esquecimento...  Mas um esquecimento planeado no sentido da renovação.

Hoje
Sei apenas gostar
Duma nesga de terra
Debruada de mar.

Miguel Torga, Pátria

domingo, 1 de outubro de 2017

Uma citação para o dia de hoje, 1º de outubro

"Se não encontrares o que esperas não encontrarás o inesperado ."
Heráclito
Andrew Wieth, pintura.(1917-2009)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Bom fim de semana, quase em período de descanso e" reflexão"...

Há quem não tenha dúvidas. Só certezas. Nem que seja por estima e antiguidade na militância partidária. 
Há quem vote num lado a contragosto, só para que o outro , o ganhador, não fique em maioria....
Há os indecisos.... Os que votam em branco. E os que só vão à missa ou nem isso. 

Eu vou votar.


Norman Rockwell (1894-1978), pintura

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Portugal, tornou-se a "terra" dos encantos...

Norman Rockwell , Land of Enchantment


Eu abria um pouco os olhos e via a janela cheia de luar
E depois fechava os olhos outra vez, e em tudo isto era feliz



Álvaro de Campos, Ode Marítima