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quarta-feira, 16 de março de 2016

entre águas ," aguaceiros" e notícias tempestuosas vou caminhando...

Só a aprovação do OE2016 pelas esquerdas por enquanto unidas, e às quais não desejo o contrário, pois são as águas por onde me movo , fizeram brilhar os meus olhos. 
Faltou ver o meu neto Gabriel, senão seria brilho com lágrimas...

domingo, 27 de dezembro de 2015

porque hoje é domingo...

Pintura de Carl Larsson, 1904

"Haverá um acordar", diz Mário Cesariny

Eu acrescento, ás vezes pode ser tarde de mais. Por isso , não esqueças o despertador da da vida, a idade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

viagens na minha terra... "partida pra Alfarelos" (pregão antigo)




Aqui é uma terra do quase ninguém. Granja do Ulmeiro, mais conhecida por ALFARELOS. 
Estação que já foi histórica nas ligações e transbordos da ferrovia ,situada na linha que liga Figueira da Foz a Coimbra. Quem vem do Norte o do Sul e queira ir para uma das localidades entre estas duas cidades tem que mudar em Alfarelos. Terra de frio e humidade no inverno e de calores infernais no verão. Pombal, ganhou-lhe em paragens obrigatórias de Alfas e Intercidades. Mas, hoje, recuperou um pouco dessa "dignidade" perdida para os passageiros ICs. 
Uso-a com frequência. Aconteceu ontem. Mas , não me furtei, por engano a meia hora de espera. 
Atravessei a linha e fui tomar um café. 
Há quem me ache senhora de dar "confiança"... , mas isso não passa de crítica ao meu prazer de falar e sorrir para quem o sorriso me abre com a vontade de falar. 
A solidão da terra, a crise, o que foi e já não é, mas o  desejo de continuar a ser. A família, a doença, o cidadão e a cidadania, teria sido um "remanso" que iria até ao jantar, sim porque o dono do café estava contente. Na noite anterior tinha recebido 30 pessoas para comer. Coisa do natal. A época põe-se a jeito de fazer algumas pessoas felizes e a quebrar a solidão local.
Gostei do "patrão". Ele também deve ter gostado do meu jeito de o ouvir . E, simpaticamente , quando já apressada saí para o meu IC, ofereceu-me uma tacinha de arroz doce, feita por ele. E não é que fiquei emocionada? E que me  senti mimada?
O arroz doce era divinal. 
A promessa de um café ou mais numa próxima viagem ficou agendada. 
E, quando prometo, cumpro.

(Alfarelos, fica mesmo ao lado da linda vila de Montemor-o -Velho)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

domingo, 11 de outubro de 2015

porque a vida tem que continuar... (leituras breves mas profundas)

Pintura de Vélazquez, "Menina olhando o espelho"
ESCRITO NA PEDRA “Quando se apanha um mentiroso, ele pode perguntar-nos — e o que é verdade? E o mais provável é termos de o deixar seguir”

 Vergílio Ferreira

Jornal Público de hoje.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

a 7 de outubro... (efeméride)


Vem-me sempre à memória que no séc. passado , até 1970 ou 71, as aulas começavam a 7 de outubro depois de umas longas férias que tinha início a 9 de junho.

E, uma boa maneira de revisitar os desenhos de Almada Negreiros dos anos vinte.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

vida para além da "morte"....


ESCRITO
NA PEDRA
“Se vivermos durante muito tempo, descobrimos que todas as vitórias, um dia, se transformamem derrotas”
Simone de Beauvoir (1908-1986), escritora e filósofa

No jornal Público de hoje

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

momentos

Gabriele Munter, 1913, expressionismo alemão

Uma vez votei em ti e tu votaste em mim.
No fim da "legislatura" dei comigo a pensar , "são mesmo todos iguais".
Contudo, também pensei, "uns, são mais iguais do que os outros".
Ainda não caí na tentação da abstenção.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

ei-los que partem, outros que chegam...

Anos 60. Momentos de partida, de fuga à miséria, à guerra, ao fascismo.
Um texto de 1969, de um jornal parisiense, AQUI.

domingo, 12 de julho de 2015

Bom fim de semana... No campo ou no mar.

Coucher De Soleil, Felix Vallotton, 1890

Entre o mar e o mar, escolho sempre o mar.
Entre o teu olhar e o mar, escolho sempre o mar.
Entre a verdade e a mentira, escolho sempre o mar.
Entre o teu beijo e o mar, escolho sempre o mar.
Entre o teu corpo e o mar, escolho sempre o mar.
O mar existe, mas tu não.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

mais uma onda, mas de calor.. bom fim de semana

                                                        Ondas de alegrias e tristezas, ondas de expectativas , esperança, mas também ondas de desalento, de falsos encontros e desencontros, ondas de reais momentos mas sempre descontínuos.
O que se vai passando por aí cada vez é mais desinteressante, angustiante, com o grosso dos defeitos humanos a" surfarem" na crista da onda.
E, como escreveu  Sophia, "o que eu queria dizer-te nesta tarde, nada tem em comum com as gaivotas".

A grande onda de Kanagawa

terça-feira, 21 de abril de 2015

um buraco, é sempre um buraco....

e, muitas vezes sem saída...

Houve tempo em que nos amores e nas paixões, se falava de forma espectacular. Com baba e ranho. Dava-se tudo. Saíamos rasgados de pele e coração. Valia sempre a pena, mesmo quando perdíamos o chão.
 Os erros, as faltas, as vertigens, o pé à beira do abismo existiam para nos lembrarmos de que somos humanos. a regra era cair e levantar, prontos para outra depois de lutos intensos, sofridos, partilhados. Agora tudo isso existe sob a forma de prevenção. Para nos lembrarmos do que não devemos fazer, dos riscos que não devemos correr, contra o vírus da solidão.
Fomos ficando higienizados. Da alma à cama. Uma espécie de "se conduzir não beba" para evitar os males do coração. Como se pudéssemos dizer "se amar não se magoe".
Com o passar dos anos , aprendemos a contornar os sintomas a bem da decência, da pose, da anestesia geral ou local, conforme as necessidades. O importante é não dar parte de fracos.
O ciúme é uma coisa moderna, para ser compreendida.
A discussão acalorada está fora de moda.
A vingança é um prato que se não serve frio nem quente nas relações mais conceituadas. É coisa do povo, ementa de vidas de tasco, entre um tiro de caçadeira e um facalhão de meter respeito.
O civismo entrou definitivamente na nossa intimidade (?) para amansar os corpos, os gestos , as palavras.  A postura é um fato pronto-a-vestir que usamos para entrar e sair das relações. Talvez até já nem se rasguem roupas quando chega a hora. O sentimento não ferve, a aprendizagem das loucuras que fizemos é renegada e a história do que fomos não tem disco duro porque a caixa de mensagens é mais prática e descartável. De resto. já não há cartas para guardar porque ninguém as escreve. Quem as leria, de resto, se tivessem mais de 140 caracteres?
Como num poema de Eugénio, já não há nada que nos peça água. E estamos como ela: insípidos, inodoros e incolores. Leves. Capazes de ir do tudo ao nada sem efusão de sangue. Deve andar a  escapar-nos o momento em que deixamos de olhar a vida nos olhos e a desregrada infinidade de coisas que vinha junto com ela.

sábado, 11 de abril de 2015

terça-feira, 17 de março de 2015

o meu médico de família , diz-me o mesmo...


... e,  os entupimentos hospitalares, não foram só questões virais próprias do frio...
    Morre-se e adoece-se de desamor.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

a 1ª não notícia de 2015...

AQUI... enquanto penso no assunto, vou passando por AQUI

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Portugal de 1936 e de 2014...

Jornal regional da Figueira da Foz, de curta duração, apreendido pela PIDE, dono da tipografia e tipógrafos presos, 1936. Campanhas de auxílio à pobreza.


2014, no mesmo país, crianças quase morrem de fome, crianças passam muita fome  e ainda há gente que não acredita.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

"a narrartiva...", in fashion...


Relõgio do Convento da Arrábida
A minha solidão não depende da presença ou ausência de pessoas, pelo contrário. Detesto quando roubam a minha solidão sem, em troca, me oferecerem companhia verdadeira.
Nietzsche


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

"E agora José?"

Felix Vollotton, "Money", 1898
JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Joaquim?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais!
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade ANDRADE, C. D. Poesia até agora. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1948.

Leituras breves

Cagne Valley, F. Vollotton, (1865-1925)
«Não distribuímos nada da nossa riqueza: Atiramo-la à rua para que os mais fortes e gananciosos lutem por ela»

Georges B. Shaw, em entrevista dada em 1931