domingo, 15 de fevereiro de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
com beijo e sem beijo, o amor acontece...
O Beijo
Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
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Rodin (?). filme
Partidas de S. Valentim...
Entre a ficção e a realidade , mas onde o real é a parte negra vivida entre as décadas de 60-70, com factos verdadeiros de um Portugal que já não existe , mas que foi bom relembrar na magistral narrativa de Miguel Real, do considerado "o último grande amor português", O ÚLTIMO MINUTO NA VIDA DE S. Lê-se num golpe de tempo.
Forma tocante de exprimir o desamor e o Amor que aconteceu com carácter de urgência. Foi curto. Os amantes morreram no auge da paixão.
Outras paixões vão morrendo ao longo da curtas ou longas vidas que se vão vivendo.
Excertos do livro de Miguel Real, O ÚLTIMO MINUTO NA VIDA DE S.
FOTOGRAFIA DE LEeN MILLER
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
como eu gosto dos homens...
![]() |
| Jean Flandrin Hippolyte ( 1809-1864) , Jovem nu sentado à beira-mar, 1836 Museu do Louvre Gravatas amadas, gravatas odiadas, mas como eu gosto mesmo dos homens.... Nuinhos e à beira-mar sentados... E, tudo parece ter vindo da China. AQUI, ou, outrora, não fossem os chineses os vendedores de rua por excelência ,de "glavatas balatas". Quem por Coimbra passou ou viveu, sabe bem disso. Em Todas as Ruas te Encontro.....Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco Mário Cesariny, in "Pena Capital" (excerto) |
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
87 belos anos, hoje, os de minha Mãe
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apagas
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
luz que não apagas
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
(Carlos Drummond de Andrade)
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
e, quem brinca com o fogo, queima-se
" O Governo grego quer defender a dignidade e a vida dos gregos e Passos Coelho não suporta esse atrevimento. Passos Coelho nem percebe como é que Tsipras não considera uma honra servir os poderosos deste mundo e lamber a sola cardada das suas botas, deleitando-se na volúpia da submissão. Passos Coelho não é mais papista que o Papa: é apenas mais alemão do que Angela Merkel e mais obsceno do que Miguel de Vasconcelos."
AQUI
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
na "mouche"...
O mês de Fevereiro,segundo Rafael Bordalo Pinheiro:
"Mês febril.
Pertence ao doutor.Pertence aos seus dignos colegas, aos boticários e à empresa funerária".
"Mês febril.
Pertence ao doutor.Pertence aos seus dignos colegas, aos boticários e à empresa funerária".
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Dia Ramalho Ortigão, no CCB, com "Farpas" e sem elas, mas com muita ternura
Para dar início ao centenário da morte de Ramalho Ortigão, hoje no Centro Cultural de Belém, e que terá o seu auge em setembro, várias pessoas foram convidadas para falar do sonhador da alma portuguesa. Todas as vertentes da sua vida foram tocadas e os oradores de excelência. Tanta coisa que eu não sabia...
- "Histórias Cor de Rosa"- Vida e Obra
- "Arte Portuguesa I, II, III
- "As Farpas- Sociedade e a Geração de 70
Excerto do filme de Jorge Paixão da Costa, "O Mistério da Estrada de Sintra"
Todos os momentos foram elevados, mas ouvir José-Augusto França falar sobre "O Martens, modelo do Eça e e Ramalho", foi a cereja em cima do bolo.
Muito interessante , a vinda de muitos familiares, Ramalho Ortigão ou só Ortigão, nome oriundo de uma planta , urtiga ou urtigão (tanto pode ser com "o" como com "u") , que se aplicou a uma mulher da família que tinha muito mau feitio. Picava.
Um encontro muito a jeito das famílias numerosas , com história, que se sente cada dia mais atual.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
porque ainda é sábado e daqui a nada domingo, bom fim de semana
Ainda que Mal
Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes; ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.
Carlos Drummond de Andrade, in 'As Impurezas do Branco'
Desenho de António Quadros
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Olhares que me libertam do dia a dia...
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
os contorcionismos da vida...
... ou um certo cansaço do circo. Ou porque a festa acabou...
Vida através da arte, com Picasso nos seus Acrobates, 1930.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
"uma busca da imortalidade"
A epopeia de Gilgamesh é um antigo poema épico da Mesopotâmia, sendo uma das primeiras obras conhecidas da literatura mundial. Acredita-se que na sua origem estejam diversas lendas e poemas sumérios sobre o mitológico deus-herói Gilgamesh, que foram reunidos e compilados no século VII a. C. pelo rei Assurbanipal. Recebeu originalmente o título de Aquele que Viu a Profundeza (Sha naqba imuru) ou Aquele que se Eleva Sobre Todos os Outros Reis (Shutur eli sharri).
A sua história gira em torno da relação entre Gilgamesh e seu companheiro íntimo, Enkidu, um homem selvagem criado pelos deuses, para distrair o primeiro e evitar que ele oprimisse os cidadãos de Uruk. Juntos passam por diversas missões, que acabam por descontentar as divindades. A parte final do épico é centrada na reacção de Gilgamesh à morte de Enkidu, que acaba por tomar a forma de uma busca da imortalidade.
Versão de Pedro Tamen do texto inglês de N. K. Sandars.
A sua história gira em torno da relação entre Gilgamesh e seu companheiro íntimo, Enkidu, um homem selvagem criado pelos deuses, para distrair o primeiro e evitar que ele oprimisse os cidadãos de Uruk. Juntos passam por diversas missões, que acabam por descontentar as divindades. A parte final do épico é centrada na reacção de Gilgamesh à morte de Enkidu, que acaba por tomar a forma de uma busca da imortalidade.
Versão de Pedro Tamen do texto inglês de N. K. Sandars.
Gilgamesh de Pedro Tamen
Encontro, hoje, com o meu amigo Zé Manel, um leitor compulsivo, e por quem gosto deixar-me contagiar nos seus gostos e deleite pelas palavras.
Aqui deixo a marca e sugestão de leitura, qua segundo ele, tão importante como Homero e outros mais.
Sala dos Capelos, Coimbra. Aconteceu
Para mim , foi a 1ª vez que assisti a um doutoramento deste gabarito.
Toda a cerimónia está no vídeo, mas os elogios e o resumo da sua obra, feita pelos Professores Doutores, Fernando Catroga e João Bernardes, é feita a partir do minuto 32.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
a 2 de fevereiro de 1951, aconteceu... , mas a História não pára
¾ O industrial alemão Alfried Krupp é libertado da prisão; o valor da sua fortuna, avaliada em US 45,000000 e previamente confiscada, é-lhe devolvido. Após a Segunda Guerra Mundial, Alfried é condenado por crimes contra a humanidade devido à utilização de trabalhadores dos campos de concentração nas suas fábricas, fazendo de Alfried e da sua empresa cúmplices do Holocausto. Apesar de ter sido condenado a doze anos, cumpre apenas três por libertação prévia. A empresa familiar, conhecida formalmente como Friedrich Krupp AG Hoesch-Krupp, foi um dos principais fornecedores de armas e material ao regime nazi e à Wehrmacht durante a guerra. Em 1943, Krupp torna-se o único proprietário da empresa, na sequência da Lex Krupp (Lei de Krupp) decretada por Adolf Hitler. Durante a guerra, os lucros da empresa aumentaram significativamente e Alfried passa a controlar as fábricas na Europa ocupada pelos alemães. Quando o seu pai sofre um acidente vascular cerebral, torna-se
Aumentar, aumentar a riqueza á custa de não olhar a quem.
63 anos depois a escravatura infantil continua.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
São sonhos, senhores, são sonhos...
Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou
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| Marc Chagall, Sonho de Uma Noite de Verão, 1939 |
acordado. (W. Shakespeare
ela está aí, "a indiferença"
Indiferença em Política
Um dos piores sintomas de desorganização social, que num povo livre se pode manifestar, é a indiferença da parte dos governados para o que diz respeito aos homens e às cousas do governo, porque, num povo livre, esses homens e essas cousas são os símbolos da actividade, das energias, da vida social, são os depositários da vontade e da soberania nacional.
Que um povo de escravos folgue indiferente ou durma o sono solto enquanto em cima se forjam as algemas servis, enquanto sobre o seu mesmo peito, como em bigorna insensível se bate a espada que lho há-de trespassar, é triste, mas compreende-se porque esse sono é o da abjecção e da ignomínia.
Mas quando é livre esse povo, quando a paz lhe é ainda convalescença para as feridas ganhadas em defesa dessa liberdade, quando começa a ter consciência de si e da sua soberania... que então, como tomado de vertigem, desvie os olhos do norte que tanto lhe custara a avistar e deixe correr indiferente a sabor do vento e da onda o navio que tanto risco lhe dera a lançar do porto; para esse povo é como de morte este sintoma, porque é o olvido da ideia que há pouco ainda lhe custara tanto suor tinto com tanto sangue, porque é renegar da bandeira da sua fé, porque é uma nação apóstata da religião das nações - a liberdade!
Que um povo de escravos folgue indiferente ou durma o sono solto enquanto em cima se forjam as algemas servis, enquanto sobre o seu mesmo peito, como em bigorna insensível se bate a espada que lho há-de trespassar, é triste, mas compreende-se porque esse sono é o da abjecção e da ignomínia.
Mas quando é livre esse povo, quando a paz lhe é ainda convalescença para as feridas ganhadas em defesa dessa liberdade, quando começa a ter consciência de si e da sua soberania... que então, como tomado de vertigem, desvie os olhos do norte que tanto lhe custara a avistar e deixe correr indiferente a sabor do vento e da onda o navio que tanto risco lhe dera a lançar do porto; para esse povo é como de morte este sintoma, porque é o olvido da ideia que há pouco ainda lhe custara tanto suor tinto com tanto sangue, porque é renegar da bandeira da sua fé, porque é uma nação apóstata da religião das nações - a liberdade!
in, Prosas da Época Coimbrã , Antero de Quental
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Luís Freitas Branco,
Sinfonia
domingo, 1 de fevereiro de 2015
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