A Carlinha é uma menina muito elegante~
que deixa uma cauda de perfume atrás dela.
MORA NO 1º ANDAR
e sempre que pode gaba-se da firmeza das coxas
e da pele cheia de creme francês.
PASSA A VIDA
NO GINÁSIO,
MAS É INCAPAZ DE SUBIR UNS LANCES DE ESCADAS.
VAI SEMPRE
de ELEVADOR.
Apesar da firmeza das coxas
(excerto do livro A CONTRADIÇÃO HUMANA, de Afonso Cruz. Fotografia reproduzida do livro)
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
contradições humanas.... (1)
O vizinho do sétimo esquerdo toca piano, canta e nunca desafina.
Tem uns cabelos despenteados e uns dedos mais compridos do que aulas de MATEMÁTICA.
Mas o que realmente me impressiona é que ele
TOCA
MÚSICAS
TRISTES
E ISSO
DEIXA-O
FELIZ.
Chega a chorar de felicidade (eu já vi)
(exceerto do livro A CONTRADIÇÃO HUMANA)
![]() |
| Vidrões que a artista plástica Isa da Silva pintou baseado no livro de Afonso Cruz. A ver na Rua Castilho. |
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Leituras breves... "escrito na pedra"
sábado, 22 de agosto de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
amizade, solidariedade.... (cinema)
A capacidade que o homem pode ter de fazer pontes, entre inimigos, mesmo em tempos de guerra. Porque ainda há pessoas com magia e nem tudo só acontece no cinema.
Belo filme que vi ontem, em soirée caseira, no meu/nosso video clube.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
dia mundial da fotografia, as minhas...
Fotografia, memória, momentos, espaços, na hora, ao minuto, num segundo.
Fotografia, eu, tu, nós, os anónimos.
Fotografias que eu guardo, tu guardas, nós guardamos, ou não...
Umas são vistas à luz do dia, outras à luz da noite.
Fotografias de câmaras claras e camas escuras.
Fotografias, alegorias.
Escolhas, as minhas. A manada, a vaca o boi , a bosta.
Quando penso no animal em si e na paisagem , penso sempre em algo que me pacifica.
Quando penso na bosta, penso na porcaria humana que se atravessa nos nossos caminhos e nos faz escorregar , cair, partir o nariz, muito mais mal cheirosa que o excremento do dito gado bovino, esta última, altamente benéfica para estrumar o sangue da terra.
Percorro o meu caminho procurando algum "vizir em Odemira " ou a ilha do Pessegueiro...
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terça-feira, 18 de agosto de 2015
Quem beija assim...
Ler história, aqui
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Francisco José
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
coisas soltas...
A poesia adora
andar descalça nas areias do verão.
Eugénio de Andrade
Pintura de Félix Vallotton, 1907, "As três mulheres"
andar descalça nas areias do verão.
Eugénio de Andrade
Pintura de Félix Vallotton, 1907, "As três mulheres"
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terça-feira, 11 de agosto de 2015
Pelas notícias, o sol não anda a brilhar para muita gente...
... o sol anda escondido nas almas e nos estômagos de muita gente. Tenho cá para mim, que outros também andam cegos, e não é de amores...
Não põem o protetor solar no sítio certo... Ou, então, também põem nos olhos.
Dias melhores.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
olhares...
Uma semana de férias.
Milfontes de fontes "mil". Nem só de sal por aqui se vive. A natureza é soberba.
Milfontes de fontes "mil". Nem só de sal por aqui se vive. A natureza é soberba.
sábado, 8 de agosto de 2015
0lhares . Os meus.
Pelo mar caminho
sem nunca te perder de vista.
Paro, escuto e olho.
No teu lugar, só o silêncio e o vazio.
Haverá uma outra maré, uma nova maresia
Mas o vazio ficou.
sem nunca te perder de vista.
Paro, escuto e olho.
No teu lugar, só o silêncio e o vazio.
Haverá uma outra maré, uma nova maresia
Mas o vazio ficou.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
"Príncipe" , o de Ana, a Hartherly. (1929-2015)
Príncipe
Príncipe:
Era de noite quando eu bati à tua porta
e na escuridão da tua casa tu vieste abrir
e não me conheceste.
Era de noite
são mil e umas
as noites em que bato à tua porta
e tu vens abrir
e não me reconheces
porque eu jamais bato à tua porta.
Contudo
quando eu batia à tua porta
e tu vieste abrir
os teus olhos de repente
viram-me
pela primeira vez
como sempre de cada vez é a primeira
a derradeira
instância do momento de eu surgir
e tu veres-me.
Era de noite quando eu bati à tua porta
e tu vieste abrir
e viste-me
como um náufrago sussurrando qualquer coisa
que ninguém compreendeu.
Mas era de noite
e por isso
tu soubeste que era eu
e vieste abrir-te
na escuridão da tua casa.
Ah era de noite
e de súbito tudo era apenas
lábios pálpebras intumescências
cobrindo o corpo de flutuantes volteios
de palpitações trémulas adejando pelo rosto.
Beijava os teus olhos por dentro
beijava os teus olhos pensados
beijava-te pensando
e estendia a mão sobre o meu pensamento
corria para ti
minha praia jamais alcançada
impossibilidade desejada
de apenas poder pensar-te.
São mil e umas
as noites em que não bato à tua porta
e vens abrir-me
Era de noite quando eu bati à tua porta
e na escuridão da tua casa tu vieste abrir
e não me conheceste.
Era de noite
são mil e umas
as noites em que bato à tua porta
e tu vens abrir
e não me reconheces
porque eu jamais bato à tua porta.
Contudo
quando eu batia à tua porta
e tu vieste abrir
os teus olhos de repente
viram-me
pela primeira vez
como sempre de cada vez é a primeira
a derradeira
instância do momento de eu surgir
e tu veres-me.
Era de noite quando eu bati à tua porta
e tu vieste abrir
e viste-me
como um náufrago sussurrando qualquer coisa
que ninguém compreendeu.
Mas era de noite
e por isso
tu soubeste que era eu
e vieste abrir-te
na escuridão da tua casa.
Ah era de noite
e de súbito tudo era apenas
lábios pálpebras intumescências
cobrindo o corpo de flutuantes volteios
de palpitações trémulas adejando pelo rosto.
Beijava os teus olhos por dentro
beijava os teus olhos pensados
beijava-te pensando
e estendia a mão sobre o meu pensamento
corria para ti
minha praia jamais alcançada
impossibilidade desejada
de apenas poder pensar-te.
São mil e umas
as noites em que não bato à tua porta
e vens abrir-me
Ana Hatherly, in "Um Calculador de Improbabilidades"
, in "Um Calculador de Improbabilidades"
Ana Hatherly, in "Um Calculador de Improbabilidades"
, in "Um Calculador de Improbabilidades" "Exausta de amar"...
Exausta de amar me reclino
no amparo desse abraço feito tempo
olhando as horas que galgam líquidas
por sobre as pedras da vida
escondo-me no regaço do tempo passado
choro a forma como ele me enlaça me abraça
exausta de amar recuo e me redimo
dessa pressa com que treslouca corri
sem parar por um momento persegui
estrelas cadentes astros brilhantes
luas vermelhas sonhos ardentes
sem vacilar me entreguei
sem temer mergulhei
sem vergonha tomei
sem contar perdi
a conta ao que vivi
ib (Isabel Bento), boa amiga, in FB
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domingo, 2 de agosto de 2015
sábado, 25 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Quer ser pintor? Tente...
Quando as pessoas querem compreender chinês , pensam: tenho de aprender chinês, não é verdade? Porque é que nunca pensam que têm que aprender pintura?
In, Picasso por Picasso
Desenho de uma criança exposto no Centro de Artes da Figueira da Foz
In, Picasso por Picasso
Desenho de uma criança exposto no Centro de Artes da Figueira da Foz
terça-feira, 21 de julho de 2015
Alertas...
No principio , era o Verbo.
Não, não era . Era verde.
O alerta , tomou-lhe a cor e tornou-se amarelo.
A catástrofe era iminente. Alerta vermelho.
Entre mortos e feridos alguém sempre escapou. Sei que entre os escombros há um adulto/criança e que alguém o fará sair são e salvo. São assim os" tornados" da vida.
sábado, 18 de julho de 2015
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