Desmascarar. A entrevista de Sampaio da Nóvoa à Ana Lourenço, esta noite, na SIC, constitui um momento raro na televisão. Um momento em que um farsante é desmascarado. Sampaio da Nóvoa pôs a nu a desonestidade de Marcelo Rebelo de Sousa, que se escondeu atrás da máscara de comentador para se promover como candidato presidencial. Que se escondeu atrás da máscara de conselheiro de Estado para se promover como comentador político. Que se escondeu atrás da máscara de professor e de intelectual independente para esconder a sua dependência partidária. Sampaio da Nóvoa desmascarou a desinteressada disponibilidade de Marcelo Rebelo de Sousa, provando que ele é apenas um jogador calculista, que ele é como uma aranha que foi tecendo pacientemente a sua teia de perversidades. Sampaio da Nóvoa, ao afirmar que Marcelo Rebelo de Sousa explorou até ao limite os palcos mediáticos, disfarçando de comentário as ideias que queria fazer passar de forma sub-reptícia, desmascarou a falta de escrúpulos do agora candidato presidencial. Sampaio da Nóvoa, com a serenidade da boa consciência, alertou-nos para as jogadas sujas que estão em preparação.
De Carlos Matos Gomes no FB. Somos apoiantes de Sampaio da Nóvoa. CMG, não podia ter feito melhor... Uma verdade" inconveniente".
Fotografia de Luiz Carvalho
sábado, 10 de outubro de 2015
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
da necessidade...
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
a 7 de outubro... (efeméride)
Vem-me sempre à memória que no séc. passado , até 1970 ou 71, as aulas começavam a 7 de outubro depois de umas longas férias que tinha início a 9 de junho.
E, uma boa maneira de revisitar os desenhos de Almada Negreiros dos anos vinte.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
5 de outubro, 105 anos. Ainda há "pouco" foi o centenário...
“… grande parte da atracção que a aspiração republicana exerceu sobre certas camadas da população urbana resultou do facto de ela veicular esperanças históricas características das “sociedades prometeicas” modernas. Com efeito, com o seu culto do trabalho, com o apelo a uma “moral de energia” e com a crença gnóstica nos efeitos perfectíveis da ciência, a ideologia republicana idealizava o verdadeiro cidadão como um herói épico e solar, e que, tal como Sísifo redivivo no fim da sua expiação, podia cantar: «Ergo nas mãos o sol.» Pode assim dizer-se que Prometeu – esse herói mítico também cantado por João de Barros – era o arquétipo exemplar do humanismo republicano ao convidar á revolta contra a escravidão em nome de uma liberdade de espírito que iluminava a futura e definitiva libertação humana. Logo, a educação só seria verdadeiramente emancipadora desde que ensinasse ao homem «o poder do homem, o seu esforço extraordinário e tenaz através dos séculos, e todas aquelas qualidades do idealismo, de bondade, de altruísmo, de solidariedade que têm melhorado – lentamente, sem dúvida, mas seguramente – as condições de vida sobre a terra»
Do livro Republicanismo , de Fernando Catroga
Achei tão bonito este cartaz de anúncio a uma futura intervenção de FC , em Fortaleza, Brasil, que não resisti a deixá-lo aqui , nesta data que não pode deixar de ser lembrada, A Implantação da República , a 5 de outubro de 1910.
Cartaz surripiado da página de FB , a TEXTOS E PRETEXTOS DE FERNANDO CATROGA
Do livro Republicanismo , de Fernando Catroga
Achei tão bonito este cartaz de anúncio a uma futura intervenção de FC , em Fortaleza, Brasil, que não resisti a deixá-lo aqui , nesta data que não pode deixar de ser lembrada, A Implantação da República , a 5 de outubro de 1910.
Cartaz surripiado da página de FB , a TEXTOS E PRETEXTOS DE FERNANDO CATROGA
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vida para além da "morte"....
domingo, 4 de outubro de 2015
sim / não .leituras breves mas profundas
ESCRITO
NA PEDRA
“Sim e não são as palavras mais fáceis de serem pronunciadas e também as que exigem maior
reflexão” Charles Maurice de Talleyrand-Périgord (1754-1838), político e diplomata francês .
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
vou entrar em relaxação... com os suspeitos do costume (?)
![]() |
| Este é o meu testamento de Poeta, Mário Cesariny, 1994 |
"Afinal o que importa não é haver gente com fome porque assim como assim há muita gente com fome"
Texto de Ana Sousa Dias, Revista EGOISTA, junho, 2015
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
votar, votar, votar, "contra os canhões, marchar, marchar"
Esta foto tem 40 anos, mostra uma fila para as primeiras eleições livres em Portugal, em 1975. A minha avó chamava-lhe «o primeiro dia em que fomos todos iguais.»
De Bernardo J. Rodrigues, do Grupo , Fascismo nunca mais, no FB
momentos
terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
saudades de namorar? muito, pouco, ou nada?
Somos muitos... Ainda há espaço nos ramos par compormos o ramalhete. Ler AQUI, Diário de Notícias de ontem. Muito interessante.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
"dou-te um verso"
(adeus palavras, sonhos de beleza, montanhas desoladas da infância donde tudo se via : a alegria e a cegueira do que se não via;)
Manuel António Pina - Farewell Happy Fields
Manuel António Pina - Farewell Happy Fields
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015
terça-feira, 22 de setembro de 2015
olhares. .terras do Barroso, Tourém
Poema da Lavadeira
Lava, lava, lavadeira,
Com a alma, com a mão.
Água canta na torneira
Sua líquida canção.
Lava, lava, lavadeira,
Sem descanso, sem razão.
Sua história verdadeira
Escreve-se com sabão.
Água canta na torneira
Sua líquida canção,
Lava, lava, lavadeira,
Com a alma, com a mão.
A manhã é transparente,
Brilha o sol com seu calor.
Tanto sonho de repente
Misturado com suor.
Lava, lava, lavadeira,
Sua roupa-ganha-pão,
Você tem a vida inteira,
Pra cumprir sua missão.
Cícero Alvernaz
Poema tirado do blogue ATRIUM MEMÓRIA, ASSOCIAÇÃO CULTURAL.
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"Eu"o poema , eu e o meu olhar
Dizemos «eu»a todo o momento, mesmo quando julgamos estar a enunciar verdades universais. A primeira pessoa do singular é o ponto de partida literário por excelência. Dele emerge, nos melhores casos, um olhar capaz de nos restituir o mundo a partir de um ponto de vista inaugural, permitindo-nos questionar e reavaliar não apenas o que nos rodeia e o que vemos, mas acima de tudo aquilo que somos. *
*Sonetos Inéditos de Fernando Pessoa
As minha fotos. Plantas autóctones da região do Barroso que nascem espontaneamente na maior adversidade, terra queimada.
*Sonetos Inéditos de Fernando Pessoa
As minha fotos. Plantas autóctones da região do Barroso que nascem espontaneamente na maior adversidade, terra queimada.
sábado, 19 de setembro de 2015
bom fim de semana
Com mais ou menos energia, eis-me de novo no já envelhecido Mar à Vista.
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domingo, 13 de setembro de 2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
ei-los que partem, outros que chegam...
Um texto de 1969, de um jornal parisiense, AQUI.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Leituras breves...
"São precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência".
Milan Kundera em a Insustentável Leveza do Ser
Pintura de E. Hopper, "As Janelas"
Milan Kundera em a Insustentável Leveza do Ser
Pintura de E. Hopper, "As Janelas"
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segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Aquele mar...
AQUELE MAR
Aquele mar da minha infância,
bom camarada e meu irmão
a sua voz, o seu olor, sua fragrância
tanto os ouvi e respirei
que trago em mim o seu largo ritmo,
seu ritmo forte,
como se as praias onde espuma
quase me fossem
praias sem fim dentro de mim
ocultas praias, largas praias
do tumultuoso coração…
Aquele mar da minha infância,
bom camarada e meu irmão
a sua voz, o seu olor, sua fragrância
tanto os ouvi e respirei
que trago em mim o seu largo ritmo,
seu ritmo forte,
como se as praias onde espuma
quase me fossem
praias sem fim dentro de mim
ocultas praias, largas praias
do tumultuoso coração…
Aquele mar
meu confidente de horas idas
tudo escutava e adivinhava
do meu pueril e ingénuo anseio.
Nada sonhei que o não dissesse
– frémito de alma, grito ou prece –,
às madrugadas e aos poentes,
ao sol, às nuvens, ao luar,
ora nascendo, ora morrendo
nos longos, longos horizontes
em que se perdia o meu olhar…
meu confidente de horas idas
tudo escutava e adivinhava
do meu pueril e ingénuo anseio.
Nada sonhei que o não dissesse
– frémito de alma, grito ou prece –,
às madrugadas e aos poentes,
ao sol, às nuvens, ao luar,
ora nascendo, ora morrendo
nos longos, longos horizontes
em que se perdia o meu olhar…
Aquele mar
na calma azul, no temporal,
nunca mentia: era um só beijo,
hálito puro, largo harpejo
que me entendia e respondia
no seu inquieto marulhar…
Moço e menino, solitário,
rochas, falésias, areais
eu coroava-os de alegria
nos meus passeios matinais.
Ou nalgum barco pescador,
velas abrindo a todo o pano,
do oceano então era senhor,
largava a escota, navegava,
no vão desejo de aventuras,
que não chegava a realizar…
Mas era meu, e eu pertencia-lhe,
àquele mar,
era seu filho, escravo e dono,
sorria à sua Primavera,
amava a luz do seu Outono,
o vivo lume dos estios
a violência dos Invernos
longos clamores de temporais.
Aflito voo das gaivotas
junto das negras penedias,
também como ele me perdias,
nas tardes tristes e sombrias,
na bruma gélida das noites…
E a eternidade então ouvia
humano sonho sempre esquecido
na eterna voz que fala o mar.
na calma azul, no temporal,
nunca mentia: era um só beijo,
hálito puro, largo harpejo
que me entendia e respondia
no seu inquieto marulhar…
Moço e menino, solitário,
rochas, falésias, areais
eu coroava-os de alegria
nos meus passeios matinais.
Ou nalgum barco pescador,
velas abrindo a todo o pano,
do oceano então era senhor,
largava a escota, navegava,
no vão desejo de aventuras,
que não chegava a realizar…
Mas era meu, e eu pertencia-lhe,
àquele mar,
era seu filho, escravo e dono,
sorria à sua Primavera,
amava a luz do seu Outono,
o vivo lume dos estios
a violência dos Invernos
longos clamores de temporais.
Aflito voo das gaivotas
junto das negras penedias,
também como ele me perdias,
nas tardes tristes e sombrias,
na bruma gélida das noites…
E a eternidade então ouvia
humano sonho sempre esquecido
na eterna voz que fala o mar.
NOTA: Edição de “Mar Alto” – Figueira da Foz,
1 de Junho de 1969, no dia da Festa da Cidade ao poeta. (que era figueirense)
sábado, 5 de setembro de 2015
"Danubio"... enviado por mão amiga
Danúbio, de Claudio Magris, é um dos grandes romances europeus do nosso tempo - um romance classificado na categoria de literatura de viagens, cujo tema principal serve de pretexto para explorar e dissertar sobre a cultura centro-europeia, ou seja, da Mitteleuropa.
Danúbio obteve o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes em 2004. No entanto, o romance foi escrito durante o período do alargamento da União Europeia, no início dos anos oitenta do século XX.
Magris serve-se do Grande Rio que atravessa a Europa Central como se fosse o fio de Ariadne, isto é uma linha de orientação para atravessar o conjunto de culturas e etnias que se entrecruzam, sobrepõem mas raras vezes se misturam ou diluem umas nas outras insistindo, pelo contrário, no esforço de preservar uma identidade cultural face à força do federalismo e da standartização cultural e económica.
Essa viagem através do Danúbio (atravessando a Alemanha, a Áustria, a Hungria, a antiga Jugoslávia, a Roménia e a Turquia), o grande rio europeu, é a viagem pela história e pelo imaginário do nosso continente.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
domingo, 30 de agosto de 2015
"vai-te embora ó mês de agosto"...
![]() |
| "Encenação complicada demais para um ovo estrelado", 2010 |
"vai-te embora ó mês de agosto" era uma expressão muito cá de casa, dita pelo meu pai, quando havia alguma contrariedade. Mas a expressão ultrapassava as nossas paredes, era por aqui recorrente.
Vim a saber através das leituras de Raul Brandão , que considerava as pessoas da Figueira pouco hospitaleiras e arrogantes para com os veraneantes , por lhes ocuparem os espaços.... Então, estavam desejosos pelo fim do mês de agosto para os ver pelas costas. E não deixou de ter razão...
Não deixa de ser estranho, pois figueirenses há que continuam a pensar da mesma maneira, esquecendo que o turismo já foi a grande fonte de receita da cidade através do turismo e turistas.
Os tempos são outros, a praia já não é o que era, apesar de alternativas de linha de costa, já poucos gozam um mês de férias para poder alugar casas, que noutros tempos as receitas faziam a tal "almofadada conforto" para o inverno, as vias de comunicação levam também a que as pessoas façam praia e retornem as suas casas.
Digo "vai-te embora ó mês de agosto", porque gosto do setembro. E, nele vou entrar, na praia da Claridade, se o tempo me deixar.
-
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sábado, 29 de agosto de 2015
efeméride - 1915-2015, Ingrid Bergman faria hoje 100 anos
| Um beijo é um procedimento inteligentemente criado pela natureza para a mútua interrupção da fala quando as palavras se tornam desnecessárias. |
Citação de uma das mais belas mulheres do cinema. Uma beleza proporcional à grande actriz que foi.
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
a contradição humana (2)... em tempo de grandes contradições e omissões...
A Carlinha é uma menina muito elegante~
que deixa uma cauda de perfume atrás dela.
MORA NO 1º ANDAR
e sempre que pode gaba-se da firmeza das coxas
e da pele cheia de creme francês.
PASSA A VIDA
NO GINÁSIO,
MAS É INCAPAZ DE SUBIR UNS LANCES DE ESCADAS.
VAI SEMPRE
de ELEVADOR.
Apesar da firmeza das coxas
(excerto do livro A CONTRADIÇÃO HUMANA, de Afonso Cruz. Fotografia reproduzida do livro)
que deixa uma cauda de perfume atrás dela.
MORA NO 1º ANDAR
e sempre que pode gaba-se da firmeza das coxas
e da pele cheia de creme francês.
PASSA A VIDA
NO GINÁSIO,
MAS É INCAPAZ DE SUBIR UNS LANCES DE ESCADAS.
VAI SEMPRE
de ELEVADOR.
Apesar da firmeza das coxas
(excerto do livro A CONTRADIÇÃO HUMANA, de Afonso Cruz. Fotografia reproduzida do livro)
terça-feira, 25 de agosto de 2015
contradições humanas.... (1)
O vizinho do sétimo esquerdo toca piano, canta e nunca desafina.
Tem uns cabelos despenteados e uns dedos mais compridos do que aulas de MATEMÁTICA.
Mas o que realmente me impressiona é que ele
TOCA
MÚSICAS
TRISTES
E ISSO
DEIXA-O
FELIZ.
Chega a chorar de felicidade (eu já vi)
(exceerto do livro A CONTRADIÇÃO HUMANA)
![]() |
| Vidrões que a artista plástica Isa da Silva pintou baseado no livro de Afonso Cruz. A ver na Rua Castilho. |
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Leituras breves... "escrito na pedra"
sábado, 22 de agosto de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
amizade, solidariedade.... (cinema)
A capacidade que o homem pode ter de fazer pontes, entre inimigos, mesmo em tempos de guerra. Porque ainda há pessoas com magia e nem tudo só acontece no cinema.
Belo filme que vi ontem, em soirée caseira, no meu/nosso video clube.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
dia mundial da fotografia, as minhas...
Fotografia, memória, momentos, espaços, na hora, ao minuto, num segundo.
Fotografia, eu, tu, nós, os anónimos.
Fotografias que eu guardo, tu guardas, nós guardamos, ou não...
Umas são vistas à luz do dia, outras à luz da noite.
Fotografias de câmaras claras e camas escuras.
Fotografias, alegorias.
Escolhas, as minhas. A manada, a vaca o boi , a bosta.
Quando penso no animal em si e na paisagem , penso sempre em algo que me pacifica.
Quando penso na bosta, penso na porcaria humana que se atravessa nos nossos caminhos e nos faz escorregar , cair, partir o nariz, muito mais mal cheirosa que o excremento do dito gado bovino, esta última, altamente benéfica para estrumar o sangue da terra.
Percorro o meu caminho procurando algum "vizir em Odemira " ou a ilha do Pessegueiro...
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terça-feira, 18 de agosto de 2015
Quem beija assim...
Ler história, aqui
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015
coisas soltas...
A poesia adora
andar descalça nas areias do verão.
Eugénio de Andrade
Pintura de Félix Vallotton, 1907, "As três mulheres"
andar descalça nas areias do verão.
Eugénio de Andrade
Pintura de Félix Vallotton, 1907, "As três mulheres"
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terça-feira, 11 de agosto de 2015
Pelas notícias, o sol não anda a brilhar para muita gente...
... o sol anda escondido nas almas e nos estômagos de muita gente. Tenho cá para mim, que outros também andam cegos, e não é de amores...
Não põem o protetor solar no sítio certo... Ou, então, também põem nos olhos.
Dias melhores.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
olhares...
Uma semana de férias.
Milfontes de fontes "mil". Nem só de sal por aqui se vive. A natureza é soberba.
Milfontes de fontes "mil". Nem só de sal por aqui se vive. A natureza é soberba.
sábado, 8 de agosto de 2015
0lhares . Os meus.
Pelo mar caminho
sem nunca te perder de vista.
Paro, escuto e olho.
No teu lugar, só o silêncio e o vazio.
Haverá uma outra maré, uma nova maresia
Mas o vazio ficou.
sem nunca te perder de vista.
Paro, escuto e olho.
No teu lugar, só o silêncio e o vazio.
Haverá uma outra maré, uma nova maresia
Mas o vazio ficou.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
"Príncipe" , o de Ana, a Hartherly. (1929-2015)
Príncipe
Príncipe:
Era de noite quando eu bati à tua porta
e na escuridão da tua casa tu vieste abrir
e não me conheceste.
Era de noite
são mil e umas
as noites em que bato à tua porta
e tu vens abrir
e não me reconheces
porque eu jamais bato à tua porta.
Contudo
quando eu batia à tua porta
e tu vieste abrir
os teus olhos de repente
viram-me
pela primeira vez
como sempre de cada vez é a primeira
a derradeira
instância do momento de eu surgir
e tu veres-me.
Era de noite quando eu bati à tua porta
e tu vieste abrir
e viste-me
como um náufrago sussurrando qualquer coisa
que ninguém compreendeu.
Mas era de noite
e por isso
tu soubeste que era eu
e vieste abrir-te
na escuridão da tua casa.
Ah era de noite
e de súbito tudo era apenas
lábios pálpebras intumescências
cobrindo o corpo de flutuantes volteios
de palpitações trémulas adejando pelo rosto.
Beijava os teus olhos por dentro
beijava os teus olhos pensados
beijava-te pensando
e estendia a mão sobre o meu pensamento
corria para ti
minha praia jamais alcançada
impossibilidade desejada
de apenas poder pensar-te.
São mil e umas
as noites em que não bato à tua porta
e vens abrir-me
Era de noite quando eu bati à tua porta
e na escuridão da tua casa tu vieste abrir
e não me conheceste.
Era de noite
são mil e umas
as noites em que bato à tua porta
e tu vens abrir
e não me reconheces
porque eu jamais bato à tua porta.
Contudo
quando eu batia à tua porta
e tu vieste abrir
os teus olhos de repente
viram-me
pela primeira vez
como sempre de cada vez é a primeira
a derradeira
instância do momento de eu surgir
e tu veres-me.
Era de noite quando eu bati à tua porta
e tu vieste abrir
e viste-me
como um náufrago sussurrando qualquer coisa
que ninguém compreendeu.
Mas era de noite
e por isso
tu soubeste que era eu
e vieste abrir-te
na escuridão da tua casa.
Ah era de noite
e de súbito tudo era apenas
lábios pálpebras intumescências
cobrindo o corpo de flutuantes volteios
de palpitações trémulas adejando pelo rosto.
Beijava os teus olhos por dentro
beijava os teus olhos pensados
beijava-te pensando
e estendia a mão sobre o meu pensamento
corria para ti
minha praia jamais alcançada
impossibilidade desejada
de apenas poder pensar-te.
São mil e umas
as noites em que não bato à tua porta
e vens abrir-me
Ana Hatherly, in "Um Calculador de Improbabilidades"
, in "Um Calculador de Improbabilidades"
Ana Hatherly, in "Um Calculador de Improbabilidades"
, in "Um Calculador de Improbabilidades" "Exausta de amar"...
Exausta de amar me reclino
no amparo desse abraço feito tempo
olhando as horas que galgam líquidas
por sobre as pedras da vida
escondo-me no regaço do tempo passado
choro a forma como ele me enlaça me abraça
exausta de amar recuo e me redimo
dessa pressa com que treslouca corri
sem parar por um momento persegui
estrelas cadentes astros brilhantes
luas vermelhas sonhos ardentes
sem vacilar me entreguei
sem temer mergulhei
sem vergonha tomei
sem contar perdi
a conta ao que vivi
ib (Isabel Bento), boa amiga, in FB
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domingo, 2 de agosto de 2015
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