sexta-feira, 24 de novembro de 2017
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Nascer, viver, até que....
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
Alberto Caeiro
Daniel Blaufuks , fotografia
terça-feira, 14 de novembro de 2017
domingo, 12 de novembro de 2017
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
O rito do sossego.... numa bela receita
Poucos conhecem, e menos ainda reconhecem, a eficácia da cura que passarei a explicar. Mas é talvez a única receita que nunca desilude. Quis chamar-lhe cura do rosto, porque não há quem não tenha na memória um grupo não muito grande de caras cuja visão produz alegria.
O rito do sossego é o seguinte. Duas cadeiras e uma mesa, um patê de fígado de aves, torradas de pão fresco e de trigo integral, uma garrafa gelada de vinho de Sauternes, e diante de ti a cara do amigo, da amiga, o rosto que conheces, um dessses que só de vê-los nos devolvem a calma.
O patê lembra aos amigos que são carne. O pão não os deixa esquecer que tudo nasce da terra e tudo a ela regressa. O espírito do vinho de Sauternes aviva o que mais nos põe vivos: a possibilidade de unir os pensamentos.
RECEITAS DE AMOR PARA MULHERES TRISTES, de Héctor Abad Faciolince
Pintura de Felix Vallotton
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Leituras breves mas profundas... ou prazenteiras
A única noite, disse alguém, é a da insónia, a noite passada em branco. Não se guarda memória das noites dormidas. Assim é o amor: o mais inolvidável é o que nunca foi.
Como para a insónia, também o esquecimento existem xaropes e mezinhas. Mas são ambos remédios sem discernimento. Uns far-te-ão dormir tanto (sem sonhos e sem sono) que será como morrer. Com os outros não esquecerás , se os tomares, aquilo que queres esquecer: esquecerás tudo, quer tenha sido excelente ou desagradável.
Não te revelo, pois, as minhas beberagens para o sono e para
o esquecimento. Possuem o mesmo efeito da cicuta.
Do livro, RECEITAS DE AMOR PARA MULHERES TRISTES, de Héctor Abad Faciolince,
colombiano
Escultura de Sérgio Pombo, que faz parte de uma exposição patente no CCC.
Não te revelo, pois, as minhas beberagens para o sono e para
o esquecimento. Possuem o mesmo efeito da cicuta.
Do livro, RECEITAS DE AMOR PARA MULHERES TRISTES, de Héctor Abad Faciolince,
colombiano
Escultura de Sérgio Pombo, que faz parte de uma exposição patente no CCC.
terça-feira, 7 de novembro de 2017
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Perante tudo o que acontece , só vos posso" deixar um verso"
sábado, 4 de novembro de 2017
Bom fim de semana
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
O culto dos mortos como poética da ausência
![]() |
| Henri Matisse, 1916, "A janela" |
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quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Novembro com Sol
"Icarus", de Henri Matisse
Ícaro-Ícaro-
A minha Dor, vesti-a de brocado,
Fi-la cantar um choro em melopeia,
Ergui-lhe um trono de oiro imaculado,
Ajoelhei de mãos postas e adorei-a.
....
(excerto de poema de José Régio)
Ícaro-Ícaro-
A minha Dor, vesti-a de brocado,
Fi-la cantar um choro em melopeia,
Ergui-lhe um trono de oiro imaculado,
Ajoelhei de mãos postas e adorei-a.
....
(excerto de poema de José Régio)
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
terça-feira, 24 de outubro de 2017
A natureza, essa escultora....
AS formas esculturais dos troncos dos pinheiros devido à força dos ventos.
Uma paixão minha e dos mais atentos à força da natureza.
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Pinhal de Leiria
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
domingo, 22 de outubro de 2017
sábado, 21 de outubro de 2017
Várias engenhocas que o não engenheiro deixou nas mão da rapariga...
POEMA
SE...
Se é possível conservar a juventude
respitando abraçado a um marco do correio;
Se a dentadura postiça se voltou contra a pobre senhora
e a mordeu deixando-a em estado grave;
Se ao descer do avião a Duquesa do Quente
pôs marfim a sorrir;
Se Baú-Cheio tem acções nas minas de esterco;
Se na América um jovem de cem anos
veio de longe ver o Presidente
a cavalo na mãe;
Se um bode recebe o próprio peso em aspirina
e a oferece aos hospitais do seu país;
Se o engenheiro sempre não era engenheiro
e a rapariga ficou com uma engenhoca nos braços;
Se, reentrante, protuberante, perturbante,
Lola domina ainda os portugueses;
Se o Jorge (o «ponto do Jorge!) tentou beber naquela noite
o presunto de Chaves por uma palhinha
e o Eduardo não lhe ficou atrás
ao sair com a lagosta pela trela;
Se «ninguém me ama porque tenho mau hálito
e reviro os olhos como uma parva»;
Se a Mimi Travessuras já não vem a Lisboa
cantar com o Alberto...
... Acaso o nosso destino, tac!, vai mudar?
Alexandre O'Neill
Se é possível conservar a juventude
respitando abraçado a um marco do correio;
Se a dentadura postiça se voltou contra a pobre senhora
e a mordeu deixando-a em estado grave;
Se ao descer do avião a Duquesa do Quente
pôs marfim a sorrir;
Se Baú-Cheio tem acções nas minas de esterco;
Se na América um jovem de cem anos
veio de longe ver o Presidente
a cavalo na mãe;
Se um bode recebe o próprio peso em aspirina
e a oferece aos hospitais do seu país;
Se o engenheiro sempre não era engenheiro
e a rapariga ficou com uma engenhoca nos braços;
Se, reentrante, protuberante, perturbante,
Lola domina ainda os portugueses;
Se o Jorge (o «ponto do Jorge!) tentou beber naquela noite
o presunto de Chaves por uma palhinha
e o Eduardo não lhe ficou atrás
ao sair com a lagosta pela trela;
Se «ninguém me ama porque tenho mau hálito
e reviro os olhos como uma parva»;
Se a Mimi Travessuras já não vem a Lisboa
cantar com o Alberto...
... Acaso o nosso destino, tac!, vai mudar?
Alexandre O'Neill
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Olhares sem palavras....
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Hoje....
Pintura naif d Ronaldo Mendes
Que tudo passe depressa para as trevas do esquecimento... Mas um esquecimento planeado no sentido da renovação.
Hoje
Sei apenas gostar
Duma nesga de terra
Debruada de mar.
Miguel Torga, Pátria
Que tudo passe depressa para as trevas do esquecimento... Mas um esquecimento planeado no sentido da renovação.
Hoje
Sei apenas gostar
Duma nesga de terra
Debruada de mar.
Miguel Torga, Pátria
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Que a música possa aliviar as dores desta vida ....
Caso sim, faria que começasse a chover a céu aberto.
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