deixo aqui os meus presentes favoritos de Natal.....
domingo, 24 de dezembro de 2017
Natal a vosso jeito , mas que seja bom . Boas Festas, e....
deixo aqui os meus presentes favoritos de Natal.....
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Solstício de inverno 2017 (Hemisfério norte). 16:28 quinta-feira, 21 de dezembro
Sob a chuva caminhar
é como partir lenha
para o próximo Inverno
Rui Lage
Pintura de Carl Larsson , 185-1919
domingo, 17 de dezembro de 2017
"Natal genuíno" de aldeia de Cabeço, Serra da Estrela, entre Seia e TorreEsta semana
Esta semana, o Expresso Diário pesponteou-nos com uma reportagem sobre a aldeia de Cabeço, na Serra da Estrela, entre Seia e Torre, sobre o seu Natal comunitário enfeitado unicamente com produtos da terra . Foi uma das aldeias também sofredora com os fogos mas as suas mulheres não ficaram de braços cruzados sem deixar de cumprir a tradição do Natal, já sobejamente conhecido.
Depois do terço, as mulheres reuniram-se numa associação onde trabalharam os enfeites interiores e exteriores da sua aldeia.
Por memórias afectivas , sinto já o cheiro das lareiras e do fumo que sai das chaminés e se espalha destas aldeias beirãs.
Deixo-vos um video de 2015. Vejam atá ao fim, e vão gostasr.
Bom fim de semana.
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Torre,
trabalho comunit´rio
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
AO ROSTO VULGAR DOS DIAS
Monstros e homens lado a lado,
Não à margem, mas na própria vida.
Não à margem, mas na própria vida.
Absurdos monstros que circulam
Quase honestamente.
Quase honestamente.
Homens atormentados, divididos, fracos.
Homens fortes, unidos, temperados.
Homens fortes, unidos, temperados.
Ao rosto vulgar dos dias,
À vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.
À vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.
Imaginar, primeiro é ver.
Imaginar, é conhecer, portanto agir.
Imaginar, é conhecer, portanto agir.
Alexandre O`Neill, No reino da Dinamarca
Pintura de artista japonês
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Vanhinê no te Tiarê (A Mulher da Flor)
" Eu trabalhava febrilmente, duvidando de que não fosse duradoira aquela vontade. Retrato de mulher: Vahinê no te Tiarê (A mulher com flor). Trabalhava depressa e com paixão. Foi um retrato parecido com aquilo que aperceberam os meus olhos velados pelo meu coração. Acima de tudo julgo que ficou parecido com o interior, esse fogo forte de uma pujança contida. Trazia uma flor na orelha, e esta ouvia-lhe o perfume. Na sua majestade, nas suas linhas sobre-elevadas, o rosto lembrava uma frase de Poe: «Não existe beleza perfeita sem alguma singularidade nas proporções»
Noa Noa, de Gauguin, uma edição & etc, 1977
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Leituras breves . A minha escolha
| O mar na Figueira da Foz |
". O que nos distingue dos demais seres vivos, o que está na origem da 'cultura humana'? O sentimento,"tradutor" na mente das situações (afetos) que vivemos, responde Damásio. O sentimento é, pois, "a personagem central do livro". Mas não só, como ele explica à Clara: "É também central uma coisa que me preocupa muito, o presente estado da cultura humana. Que é terrível. Temos o sentimento de que não está apenas a desmoronar-se, como está a desmoronar-se outra vez e de que devemos perder as esperanças visto que da última vez que tivemos tragédias globais nada aprendemos. O mínimo que podemos concluir é que fomos demasiado complacentes, e acreditámos, especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, que haveria um caminho certo, uma tendência para o desenvolvimento humano a par da prosperidade. Durante um tempo, acreditámos que assim era e havia sinais disso”.
Leio isto e dou-me conta que Dorothy (Judy Garland) cantou nos écrans precisamente no ano em que a Segunda Guerra Mundial começava na Europa. Acreditando que "somewhere, over the rainbow", haveria um mundo melhor - quando o pior ainda nem tinha vindo. É definitivamente uma canção com 78 anos que merece (voltar a) ser título. Ora experimente ouvi-la enquanto, ao longo do dia, consulta o site do Expresso, da Tribuna ou da Blitz. Lá para as 18h, quando a tempestade já estiver longe e a frente polar a chegar, sai "quentinho" para as redes o Expresso Diário.Tenha um dia bom."
Em Expresso Curto de hoje
sábado, 9 de dezembro de 2017
Oração das Mães palestinas e israelitas
Está acontecendo um pequeno grande milagre quase completamente ignorado pelos meios de comunicação: milhares de mulheres judias, muçulmanas e cristãs tem caminhado juntas em Israel pela paz. Em um novo vídeo oficial do movimento "Women Wage Peace", a cantora israelita Yael Deckelbaum canta a canção "Prayer of the Mothers", junto a mulheres e mães de todas as religiões, mostrando que o mundo está mudando e deve mudar. Um milagre todo feminino que vale mais que mil palavras. Compartilhe!
✡Shalom!
☪Salam!
☮Peace!
✝Paz!
💟
OXALÁ
-
A vida não é para ser vivida à espera que a tempestade passe,
mas para aprender a dançar com a chuva
A vida não é para ser vivida à espera que a tempestade passe,
mas para aprender a dançar com a chuva
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
Como os preços vão inflacionar ... Estremoz e o seu barro
Sempre acalentei o desejo de ter um presépio de barro de Estremoz.
Como acalentei o desejo de ter ficado com bonecos que ajudei a adquirir e sem os quais fiquei , de Mistério. Velha história, de quem parte e reparte e não fica com a melhor parte é tolo ou não tem arte. Quando é dado a chance de repartir , claro.
Restam-me umas "Alminhas", que vi fazer e pintar, numa viagem a aldeia do Mistério, para os lados de Barcelos. Dupla relíquia.
Mas , sei que se tudo correr bem, o meu neto Gabriel , poderá herdar uma bela colecção de bonecos de Estremoz, agora Património Imaterial da Humanidade.
Ler AQUI
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Olhares....
"Ce qui a vraiment un sens dans l'art, c'est la joie. Vous n'avez pas besoin de comprendre. Ce que vous voyez vous rend heureux ? Tout est la."
Costantin Brancusi
Pintura de Luciana La Marca
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
As coisas do frio ... Boa semana
Durante o dia até está calor. Mas aqueles graus de sol que nos aquecem as pernas pagam-se caros. Estão a condicionar-nos para o f***. Tiramos a camisola para mais avidamente ir à procura dela, mal o sol começa a cair de tão gasto, lá para as cinco da tarde, quando o f*** acorda para nos enregelar o corpo e a vida e a própria esperança.
| Pintura de Félix Vallotton Excerto da crónoca de Miguel Esteves Cardoso, AQUI |
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Haja esperança....
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
O concerto a que não vou dia 1... Boa semana
Então, por esse amor, ofereci o meu bilhete a coração amigo , deixo que os papás do Gabriel vão de ferias, e fico a ouvir na "vitrola" Vicente, e sei que o petiz vai gostar...
sábado, 25 de novembro de 2017
"Pedro para sempre Fizeste-me tão feliz, Pedro, tantas vezes. A tua felicidade — amar a família, as pessoas, as coisas, os jornais, as músicas, as discordâncias, os amigos — sobrava para a nossa."
Eu gostava do Pedro como radialista, lia---o menos.... A sua morte, quase inesperada, para mim, fez-me sentir tão triste.
Não imaginava que as vozes que fazem parte da nossa vida na rádio, ao se calarem para sempre, deixassem um vazio tão grande. E, era novo.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Pedro, isto já não vais ler. Já não me importo tanto. Vão ler as pessoas que te amam. Estou aqui para lhes dizer quanto tu as amavas. Não te calavas com a tua mãe, Maria João. Éramos os dois apaixonados pelas nossas mães: havia meninos mais mimados pelas mães? Eu nunca conheci.
Chegavas tu. Passávamos horas a contar histórias das nossas mães e não era naquele género competitivo da tua mãe ser melhor do que a minha. Reconhecíamos que, a partir do mais alto nível, as mães não podem ser melhores do que já são.
(continua AQUI)
CRÓNICA DE MIGUEL ESTEVES CARDOSO, JORNAL PÚBLICO DE HOJE
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Nascer, viver, até que....
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
Alberto Caeiro
Daniel Blaufuks , fotografia
terça-feira, 14 de novembro de 2017
domingo, 12 de novembro de 2017
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
O rito do sossego.... numa bela receita
Poucos conhecem, e menos ainda reconhecem, a eficácia da cura que passarei a explicar. Mas é talvez a única receita que nunca desilude. Quis chamar-lhe cura do rosto, porque não há quem não tenha na memória um grupo não muito grande de caras cuja visão produz alegria.
O rito do sossego é o seguinte. Duas cadeiras e uma mesa, um patê de fígado de aves, torradas de pão fresco e de trigo integral, uma garrafa gelada de vinho de Sauternes, e diante de ti a cara do amigo, da amiga, o rosto que conheces, um dessses que só de vê-los nos devolvem a calma.
O patê lembra aos amigos que são carne. O pão não os deixa esquecer que tudo nasce da terra e tudo a ela regressa. O espírito do vinho de Sauternes aviva o que mais nos põe vivos: a possibilidade de unir os pensamentos.
RECEITAS DE AMOR PARA MULHERES TRISTES, de Héctor Abad Faciolince
Pintura de Felix Vallotton
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Leituras breves mas profundas... ou prazenteiras
A única noite, disse alguém, é a da insónia, a noite passada em branco. Não se guarda memória das noites dormidas. Assim é o amor: o mais inolvidável é o que nunca foi.
Como para a insónia, também o esquecimento existem xaropes e mezinhas. Mas são ambos remédios sem discernimento. Uns far-te-ão dormir tanto (sem sonhos e sem sono) que será como morrer. Com os outros não esquecerás , se os tomares, aquilo que queres esquecer: esquecerás tudo, quer tenha sido excelente ou desagradável.
Não te revelo, pois, as minhas beberagens para o sono e para
o esquecimento. Possuem o mesmo efeito da cicuta.
Do livro, RECEITAS DE AMOR PARA MULHERES TRISTES, de Héctor Abad Faciolince,
colombiano
Escultura de Sérgio Pombo, que faz parte de uma exposição patente no CCC.
Não te revelo, pois, as minhas beberagens para o sono e para
o esquecimento. Possuem o mesmo efeito da cicuta.
Do livro, RECEITAS DE AMOR PARA MULHERES TRISTES, de Héctor Abad Faciolince,
colombiano
Escultura de Sérgio Pombo, que faz parte de uma exposição patente no CCC.
terça-feira, 7 de novembro de 2017
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Perante tudo o que acontece , só vos posso" deixar um verso"
sábado, 4 de novembro de 2017
Bom fim de semana
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
O culto dos mortos como poética da ausência
![]() |
| Henri Matisse, 1916, "A janela" |
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quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Novembro com Sol
"Icarus", de Henri Matisse
Ícaro-Ícaro-
A minha Dor, vesti-a de brocado,
Fi-la cantar um choro em melopeia,
Ergui-lhe um trono de oiro imaculado,
Ajoelhei de mãos postas e adorei-a.
....
(excerto de poema de José Régio)
Ícaro-Ícaro-
A minha Dor, vesti-a de brocado,
Fi-la cantar um choro em melopeia,
Ergui-lhe um trono de oiro imaculado,
Ajoelhei de mãos postas e adorei-a.
....
(excerto de poema de José Régio)
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
terça-feira, 24 de outubro de 2017
A natureza, essa escultora....
AS formas esculturais dos troncos dos pinheiros devido à força dos ventos.
Uma paixão minha e dos mais atentos à força da natureza.
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Pinhal de Leiria
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
domingo, 22 de outubro de 2017
sábado, 21 de outubro de 2017
Várias engenhocas que o não engenheiro deixou nas mão da rapariga...
POEMA
SE...
Se é possível conservar a juventude
respitando abraçado a um marco do correio;
Se a dentadura postiça se voltou contra a pobre senhora
e a mordeu deixando-a em estado grave;
Se ao descer do avião a Duquesa do Quente
pôs marfim a sorrir;
Se Baú-Cheio tem acções nas minas de esterco;
Se na América um jovem de cem anos
veio de longe ver o Presidente
a cavalo na mãe;
Se um bode recebe o próprio peso em aspirina
e a oferece aos hospitais do seu país;
Se o engenheiro sempre não era engenheiro
e a rapariga ficou com uma engenhoca nos braços;
Se, reentrante, protuberante, perturbante,
Lola domina ainda os portugueses;
Se o Jorge (o «ponto do Jorge!) tentou beber naquela noite
o presunto de Chaves por uma palhinha
e o Eduardo não lhe ficou atrás
ao sair com a lagosta pela trela;
Se «ninguém me ama porque tenho mau hálito
e reviro os olhos como uma parva»;
Se a Mimi Travessuras já não vem a Lisboa
cantar com o Alberto...
... Acaso o nosso destino, tac!, vai mudar?
Alexandre O'Neill
Se é possível conservar a juventude
respitando abraçado a um marco do correio;
Se a dentadura postiça se voltou contra a pobre senhora
e a mordeu deixando-a em estado grave;
Se ao descer do avião a Duquesa do Quente
pôs marfim a sorrir;
Se Baú-Cheio tem acções nas minas de esterco;
Se na América um jovem de cem anos
veio de longe ver o Presidente
a cavalo na mãe;
Se um bode recebe o próprio peso em aspirina
e a oferece aos hospitais do seu país;
Se o engenheiro sempre não era engenheiro
e a rapariga ficou com uma engenhoca nos braços;
Se, reentrante, protuberante, perturbante,
Lola domina ainda os portugueses;
Se o Jorge (o «ponto do Jorge!) tentou beber naquela noite
o presunto de Chaves por uma palhinha
e o Eduardo não lhe ficou atrás
ao sair com a lagosta pela trela;
Se «ninguém me ama porque tenho mau hálito
e reviro os olhos como uma parva»;
Se a Mimi Travessuras já não vem a Lisboa
cantar com o Alberto...
... Acaso o nosso destino, tac!, vai mudar?
Alexandre O'Neill
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Olhares sem palavras....
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Hoje....
Pintura naif d Ronaldo Mendes
Que tudo passe depressa para as trevas do esquecimento... Mas um esquecimento planeado no sentido da renovação.
Hoje
Sei apenas gostar
Duma nesga de terra
Debruada de mar.
Miguel Torga, Pátria
Que tudo passe depressa para as trevas do esquecimento... Mas um esquecimento planeado no sentido da renovação.
Hoje
Sei apenas gostar
Duma nesga de terra
Debruada de mar.
Miguel Torga, Pátria
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Que a música possa aliviar as dores desta vida ....
Caso sim, faria que começasse a chover a céu aberto.
domingo, 15 de outubro de 2017
Deixá-los falar, pensa ele (s).... Bom resto de domingo
![]() |
| Desenho de Afonso Cruz |
Uns vão à missa, outros nem tanto, e há os ateus, mas todos assobiam para o ar.
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Afonso Cruz,
desenho,
vidinha portuguesa.
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