estavas sentada frente ao chá bebias devagarinho e eu sorvia a tua voz de passarinho o teu olhar brilhante muito calma dizias-me sempre repetidamente sabes eu ainda quero viver muito não quero morrer já sabes eu tenho muito ainda para criar e sim, eu sabia que dos teus dedos nasciam poemas, desenhos, pinturas tantas e diversas obras de arte onde o sonho cabia todo lá dentro tu eterna menina girassol.
Celeste Craveiro imagem: obra de Maria Almira Medina - autoretrato
Hoje, mão amiga do FB, Celeste Craveiro, trouxe á minha memoria, a minha conterrânea Maria Almira Medina, filha do fundador do Jornal de Sintra.
Conheci Almira em inaugurações de exposições suas e a outras coisas ligadas ao mundo das artes. A de poemar, por exemplo.
Obrigada, Celeste. Um destes dias tomaremos um chá em Sintra, com conversas coloridas.
"avançou esta terça-feira a secretária de Estado da Igualdade, defendendo que estes "números dramáticos" Quase 240 casos de mutilação genital feminina foram detetados em Portugal entre 2014 e 2017, têm de ser combatidos intensificando a luta contra esta prática." Expresso de ontem.
Nos últimos três anos, "deu-se conta de 237 casos em Portugal.
* "fanado", excisão do clitóris das mulheres e crianças jovens
Marcelino Sambé tem 23 anos, é português e foi eleito pela Forbes como um dos jovens “mais brilhantes” da Europa, com a atribuição de um lugar na lista dos 30 jovens abaixo dos 30 anos (30 under 30, como é conhecida), onde estão ainda mais três portugueses. (ler aqui )
O Monte dos Vendavais, de Ellis Bell, comta uma história devastadora de paixão e vingança. Agnes Grey, de Acton Bell, expõe a hipocrisia da instiyuição familiar. Jane Eyre, de Crrel Bell, exalta a coragem de uma mulher independente.
Ninguém sabe que os autores são autoras. Os irmãos Bell são irmãs Bronte.
Estas frágeis donzelas, Emily, Anne e Chrlotte, aliviam a solidão escrevendo poemas e romances numa aldeia perdida nos campos de Yorkshire. Intrusas no masculino reino da literatura, põem máscaras de homens para que os criticos lhes perdoem o atrevimento, mas os críticos maltratam as suas obras rudes, crus, grosseiras, selvagens, brutais, libertinas ...
Pinturas de Eduardo Luis, nascido em Braga em 198- Paris, 1988) O ùnico sentido íntimo das cousas É elas não terem sentido íntimo nenhum. Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos
1ª pintura - O Espelho de Vénus, 1875, óleo sobre tela de Sir Edard Burne-Jones 2ª Espelho "Serpentes", de Rrné Lalique , 1945 3ª pintura , Narciso na Fonte, 1797, de Francisco Vieira O MITO DE NARCISO O espelho, indispensável ao autoconhecimento, por dar visibilidade a novas geografias do nosso corpo - immagens de parte do corpo que os nossos olhos não conseguem captar, como o rosto , as costas ou o pperfil -, é simultaneamente traiçoeiro, ao inverter as imagens: para quem olha para o espelho, a mão direita é a esquerda. Imagine-se que pela 1ª vez se confronta com a sua imagem , Narciso é um caso paradigmático. Excerto de texto do catálogo sobre a maravilhosa exposição na Gulbenkian, "Do Outro Lado do Espelho"
"O Alentejo está na moda! O capote alentejano chegou à moda italiana e no último ano já circulou pelas ruas de Florença, nos bastidores de um evento internacional. Fotografia: The Journal of Style"
Surripiado no FB, a Afonso Albuquerque
Eu acrescento.
Italiano, capote alentejano, mas que mistura mais fina . E.... veio- me a memoria a minha samarra feita por medida , penso que na rua dos Fanqueiros. Depois, o meu tique proletário levou - me talvez a da-la a alguém com mais frio do que eu. E, já agora , onde se pode encontrar este Kit completo sem ir a Itália? Mamma mia ....❤
Não olhes o meu rosto devastado pela idade a vida para mim é como se chovesse mas se viesses seria como se me acontecesse cantar contigo a perene mocidade
Ruy Belo
Volume of Light, um projeto criativo do fotógrafo Thomas Brown
Para as pessoas da minha geração e a viverem em cidades ligadas ao espectáculo estival, aliado ao pequeno ecrã, único entretenimento em épocas de Eurovisão, em que se ía ao café ou às Associações recreativas ou de Bombeiros, ouvir o nacional cançonetismo não nos era indiferente.
Madalena Iglesias, Simone, António Calvário, Tony de Matos, Artur Garcia , João Maria Tudela , dos que me lembre, passavam quase 3 meses em espectáculos, no que foi muito belo Casino da Figueira da Foz.
Eu, teria os meus 12 anos e também tinha um pequeno e bonito livro de autógrafos vermelho , com um calhambeque desenhado, com o qual eu ía pedir autógrafos quando passavam ou íam a outro icónico e desaparecido café , O NICOLA .
Esse livro perdeu-se, ou roubaram-mo.... Alguma rival, ciumenta, de algum membro do grupo musical, que anos mais tarde assentou anos a fio na Figueira e onde todos debitaram a sua dedicatória.... Eles eram uns "rebenta corações"...
Madalena era bonita. O despique com Simone de Oliveira era gostoso, como gostoso era ver duas mulheres bonitas e expressivas.
Assusto-me.... Dizem que a História só se faz ao fim de 50 anos e eu já a começo a fazer.
(Vejo neste momento na RTP António Calvário. Não é que está novo para a idade?)
A grande e única paixão de Erik Satie , que o levou a compor entre 1893-94 "Vexations" , horas infinitas de piano, que em forma de performance, Joana Gama interpretou ininterruptamente, no domingo na Gulbenkian. Arte sem limite .
1982 Para os amigos que aqui vão passando um enorme abraço. Não tenho visitado as vossas casas virtuais, mas estais no meu pensamento. Logo, a qualquer momento...
Hoje, no Centro Olga Cadaval, um Concerto de Ano Novo" sui generis", com o Coral Sinfónico de Portugal.
Ensaiam 1 vez por mês em Torres Novas , vindos de várias partes do país, pois é onde vive a maestrina .
Esta soprano deixou-me encantada pela sua interpretação e beleza, vestida numa saia preta de blusa vermelha . Sedutora .
Era proibido fazer fotografias. Mas, à saída , dou-me de caras com ela e saiu-me : " é tão bonita e esteve tão bem que por favor, deixe-me fotografá-la agora".
E assim foi . O meu amigo Nuno Porto , ao lado ficou bem enriquecido....
"Algumas, num genuflexório e atrás de uma rede escura, confessam-se. Outras, talvez mais sábias, tomam banho e lavam-se. Umas outras ficam limpas e vazias de culpa. Um duche, um banho de imersão, um momento de cavaqueira de peito descoberto. Velhas receitas, boas para tranquilizar"
"Mas que cansaço, não tem um minuto. Mentiras. O que não tem é forças para pensar a vida, calma para sentir como ela corre.
Quando ela não tem tempo, quando ele trabalha muito e mede os segundos como outros medem as horas e os dias, incapaz de se sentar a conversar por um instante, sem ansiedade, não acredites nele. O trabalho é o esconderijo que os homens encontraram para não viverem segundo um ritmo mais humano e mais decente. É a maneira que têm de estar sós sem terem de dizer que querem estar sós. "
Impossível fugir à cusquice real. Qualquer "bom "jornal ou TV promove os "abensonhados" noivos.
A alguns encontros com pessoas da minha idade que não vejo há muito, como antigos colegas de liceu da Figueira da Foz, o prazer de relembrar o que estava adormecido. Eu, chamo de SUDOKU afectivo.
Hoje, ao ver esta fotografia dos noivos, talvez numa visita oficial, o casaco de Meghan , fez-me lembrar o meu casaco de noiva. A minha roupagem de dia de casamento .
Um casaco lindo de morrer, escolhido por mim e minha mãe na revista francesa JOURS DE FRANCE ou ELLE , feito com carácter de urgência ( a noiva não estava grávida....), por uma grande modista da Figueira, que só o fez por ser quem era, e eu não era princesa.... :) , mas já era próximo do Natal, e a Dona Maria José gostava muito de mim.
Casaco que na 1ª prova , na companhia do noivo, ia fazendo acabar o casamento que durou 12 anos. ( como dizia a família, " os artistas são esquisitos... ). Casaco com muitos pontos e pespontos , tantos como a vida dá.
Mas , ao que eu quero chegar. Ao fim de 44 anos , idade da minha fotografia , os noivos reais em termos de moda, não são nada diferentes dos reais noivos do sec. XXI.(1973 // 2017).
Quando subia o Chiado e ía à Brasileira, eu uma novata moradora em Lisboa , em principio de vida, via algumas mulheres olharem ostensivamente para mim. Ficava admirada e perguntava . "Será que olham para o meu casaco????"
Ao que, o já marido, respondia com o seu sentido de humor e vai-da-de. "olham para ti a ver se me vêem. ":):)
Até o noivo tem ares de Harry..... , mas todo mediterrânico.
Esta semana, o Expresso Diário pesponteou-nos com uma reportagem sobre a aldeia de Cabeço, na Serra da Estrela, entre Seia e Torre, sobre o seu Natal comunitário enfeitado unicamente com produtos da terra . Foi uma das aldeias também sofredora com os fogos mas as suas mulheres não ficaram de braços cruzados sem deixar de cumprir a tradição do Natal, já sobejamente conhecido.
Depois do terço, as mulheres reuniram-se numa associação onde trabalharam os enfeites interiores e exteriores da sua aldeia.
Por memórias afectivas , sinto já o cheiro das lareiras e do fumo que sai das chaminés e se espalha destas aldeias beirãs.
Deixo-vos um video de 2015. Vejam atá ao fim, e vão gostasr.
Bom fim de semana.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
AO ROSTO VULGAR DOS DIAS
Monstros e homens lado a lado, Não à margem, mas na própria vida.
Absurdos monstros que circulam Quase honestamente.
" Eu trabalhava febrilmente, duvidando de que não fosse duradoira aquela vontade. Retrato de mulher: Vahinê no te Tiarê (A mulher com flor). Trabalhava depressa e com paixão. Foi um retrato parecido com aquilo que aperceberam os meus olhos velados pelo meu coração. Acima de tudo julgo que ficou parecido com o interior, esse fogo forte de uma pujança contida. Trazia uma flor na orelha, e esta ouvia-lhe o perfume. Na sua majestade, nas suas linhas sobre-elevadas, o rosto lembrava uma frase de Poe: «Não existe beleza perfeita sem alguma singularidade nas proporções»