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| "Carnaval dos Animais", de João Vaz de Carvalho |
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Para quem ainda vai passando, bom fim de semana .
ALMIRA
estavas sentada frente ao chá
bebias devagarinho
e eu sorvia
a tua voz de passarinho
o teu olhar brilhante
muito calma
dizias-me sempre repetidamente
sabes eu ainda quero viver muito
não quero morrer já
sabes eu tenho muito ainda para criar
e sim, eu sabia
que dos teus dedos nasciam
poemas, desenhos, pinturas
tantas e diversas obras de arte
onde o sonho cabia todo lá dentro
tu eterna menina girassol.
Celeste Craveiro
imagem: obra de Maria Almira Medina - autoretrato
estavas sentada frente ao chá
bebias devagarinho
e eu sorvia
a tua voz de passarinho
o teu olhar brilhante
muito calma
dizias-me sempre repetidamente
sabes eu ainda quero viver muito
não quero morrer já
sabes eu tenho muito ainda para criar
e sim, eu sabia
que dos teus dedos nasciam
poemas, desenhos, pinturas
tantas e diversas obras de arte
onde o sonho cabia todo lá dentro
tu eterna menina girassol.
Celeste Craveiro
imagem: obra de Maria Almira Medina - autoretrato
Hoje, mão amiga do FB, Celeste Craveiro, trouxe á minha memoria, a minha conterrânea Maria Almira Medina, filha do fundador do Jornal de Sintra.
Conheci Almira em inaugurações de exposições suas e a outras coisas ligadas ao mundo das artes. A de poemar, por exemplo.
Obrigada, Celeste. Um destes dias tomaremos um chá em Sintra, com conversas coloridas.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Terça foi dia de fala em "fanado" *
"avançou esta terça-feira a secretária de Estado da Igualdade, defendendo que estes "números dramáticos" Quase 240 casos de mutilação genital feminina foram detetados em Portugal entre 2014 e 2017, têm de ser combatidos intensificando a luta contra esta prática." Expresso de ontem.
Nos últimos três anos, "deu-se conta de 237 casos em Portugal.
* "fanado", excisão do clitóris das mulheres e crianças jovens
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Maravilhas no mundo da dança ... Bom fim de semana
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Flores de Georgia para vós . Bom fim de semana...
Georgia O`Keffe viveu a pintar, durante quase um século, e a pintar morreu.
Os seus quadros ergueram um jardim na solidão do deserto.
As flores de Georgia, clitóris, vulvas, vaginas, mamilos, umbigos, eram os cálices de uma missa de acção pela alegria de ter nascido mulher.
sábado, 27 de janeiro de 2018
Eles são Elas.... ( e eu não sabia)
Em 1847, três romances comovem os leitores.
O Monte dos Vendavais, de Ellis Bell, comta uma história devastadora de paixão e vingança. Agnes Grey, de Acton Bell, expõe a hipocrisia da instiyuição familiar. Jane Eyre, de Crrel Bell, exalta a coragem de uma mulher independente.
Ninguém sabe que os autores são autoras. Os irmãos Bell são irmãs Bronte.
Estas frágeis donzelas, Emily, Anne e Chrlotte, aliviam a solidão escrevendo poemas e romances numa aldeia perdida nos campos de Yorkshire. Intrusas no masculino reino da literatura, põem máscaras de homens para que os criticos lhes perdoem o atrevimento, mas os críticos maltratam as suas obras rudes, crus, grosseiras, selvagens, brutais, libertinas ...
MULHERES, de Eduardo Galeano
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Para colorir o vosso fim de semana .... Que seja a vosso jeito
Pinturas de Eduardo Luis, nascido em Braga em 198- Paris, 1988)
O ùnico sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
"viverá até se ver"
1ª pintura - O Espelho de Vénus, 1875, óleo sobre tela de Sir Edard Burne-Jones
2ª Espelho "Serpentes", de Rrné Lalique , 1945
3ª pintura , Narciso na Fonte, 1797, de Francisco Vieira
O MITO DE NARCISO
O espelho, indispensável ao autoconhecimento, por dar visibilidade a novas geografias do nosso corpo - immagens de parte do corpo que os nossos olhos não conseguem captar, como o rosto , as costas ou o pperfil -, é simultaneamente traiçoeiro, ao inverter as imagens: para quem olha para o espelho, a mão direita é a esquerda.
Imagine-se que pela 1ª vez se confronta com a sua imagem , Narciso é um caso paradigmático.
Excerto de texto do catálogo sobre a maravilhosa exposição na Gulbenkian, "Do Outro Lado do Espelho"
sábado, 20 de janeiro de 2018
Procuro o homem da capa.... a-len-te-ja-na ....
"O Alentejo está na moda!
O capote alentejano chegou à moda italiana e no último ano já circulou pelas ruas de Florença, nos bastidores de um evento internacional.
Fotografia: The Journal of Style"
O capote alentejano chegou à moda italiana e no último ano já circulou pelas ruas de Florença, nos bastidores de um evento internacional.
Fotografia: The Journal of Style"
Surripiado no FB, a Afonso Albuquerque
Eu acrescento.
Italiano, capote alentejano, mas que mistura mais fina .
E.... veio- me a memoria a minha samarra feita por medida , penso que na rua dos Fanqueiros.
Depois, o meu tique proletário levou - me talvez a da-la a alguém com mais frio do que eu.
E, já agora , onde se pode encontrar este Kit completo sem ir a Itália?
Mamma mia ....
❤
E.... veio- me a memoria a minha samarra feita por medida , penso que na rua dos Fanqueiros.
Depois, o meu tique proletário levou - me talvez a da-la a alguém com mais frio do que eu.
E, já agora , onde se pode encontrar este Kit completo sem ir a Itália?
Mamma mia ....
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Não olhes....
Não olhes o meu rosto devastado pela idade
a vida para mim é como se chovesse
mas se viesses seria como se me acontecesse
cantar contigo a perene mocidade
a vida para mim é como se chovesse
mas se viesses seria como se me acontecesse
cantar contigo a perene mocidade
Ruy Belo
Volume of Light, um projeto criativo do fotógrafo Thomas Brown
"Navegação de Cabotagem "
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leituras breves,
profundas
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Melodias de sempre, serão para trabalhadores ou era uma vez Madalena .... (Eurovisão premiada em 1966 e agora por Savador em 2017)
Para as pessoas da minha geração e a viverem em cidades ligadas ao espectáculo estival, aliado ao pequeno ecrã, único entretenimento em épocas de Eurovisão, em que se ía ao café ou às Associações recreativas ou de Bombeiros, ouvir o nacional cançonetismo não nos era indiferente.
Madalena Iglesias, Simone, António Calvário, Tony de Matos, Artur Garcia , João Maria Tudela , dos que me lembre, passavam quase 3 meses em espectáculos, no que foi muito belo Casino da Figueira da Foz.
Eu, teria os meus 12 anos e também tinha um pequeno e bonito livro de autógrafos vermelho , com um calhambeque desenhado, com o qual eu ía pedir autógrafos quando passavam ou íam a outro icónico e desaparecido café , O NICOLA .
Esse livro perdeu-se, ou roubaram-mo.... Alguma rival, ciumenta, de algum membro do grupo musical, que anos mais tarde assentou anos a fio na Figueira e onde todos debitaram a sua dedicatória.... Eles eram uns "rebenta corações"...
Madalena era bonita. O despique com Simone de Oliveira era gostoso, como gostoso era ver duas mulheres bonitas e expressivas.
Assusto-me.... Dizem que a História só se faz ao fim de 50 anos e eu já a começo a fazer.
(Vejo neste momento na RTP António Calvário. Não é que está novo para a idade?)
Amores e desamores ...
Arte sem limite .
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
sábado, 13 de janeiro de 2018
Um poema para vós e fim de semana a vosso jeito....
mário cesariny / you are welcome to elsinore
Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras noturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o
amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
mário cesariny
pena capital
assírio & alvim
1982
Para os amigos que aqui vão passando um enorme abraço. Não tenho visitado as vossas casas virtuais, mas estais no meu pensamento. Logo, a qualquer momento...
Para os amigos que aqui vão passando um enorme abraço. Não tenho visitado as vossas casas virtuais, mas estais no meu pensamento. Logo, a qualquer momento...
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Concerto de Ano Novo
Hoje, no Centro Olga Cadaval, um Concerto de Ano Novo" sui generis", com o Coral Sinfónico de Portugal.
Ensaiam 1 vez por mês em Torres Novas , vindos de várias partes do país, pois é onde vive a maestrina .
Esta soprano deixou-me encantada pela sua interpretação e beleza, vestida numa saia preta de blusa vermelha . Sedutora .
Era proibido fazer fotografias. Mas, à saída , dou-me de caras com ela e saiu-me : " é tão bonita e esteve tão bem que por favor, deixe-me fotografá-la agora".
E assim foi . O meu amigo Nuno Porto , ao lado ficou bem enriquecido....
Bem haja.
sábado, 6 de janeiro de 2018
Um poema para quem passa e fim de semana a vosso jeito....
A Concha
A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fachada de marés, a sonho e lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.
Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.
E telhados de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta ao vento, as salas frias.
A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.
Vitorino Nemésio, O Bicho Harmonioso (1938)
As minhas fotografias
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
A cada uma o seu exorcismo...
"Algumas, num genuflexório e atrás de uma rede escura, confessam-se. Outras, talvez mais sábias, tomam banho e lavam-se. Umas outras ficam limpas e vazias de culpa. Um duche, um banho de imersão, um momento de cavaqueira de peito descoberto. Velhas receitas, boas para tranquilizar"
Felix Vallotton. 1899
Do livro, Receitas de Amor para MulheresTtristes
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Triste, eu? nem por isso....
"Mas que cansaço, não tem um minuto. Mentiras. O que não tem é forças para pensar a vida, calma para sentir como ela corre.
Quando ela não tem tempo, quando ele trabalha muito e mede os segundos como outros medem as horas e os dias, incapaz de se sentar a conversar por um instante, sem ansiedade, não acredites nele. O trabalho é o esconderijo que os homens encontraram para não viverem segundo um ritmo mais humano e mais decente. É a maneira que têm de estar sós sem terem de dizer que querem estar sós. "
Do livro, Receitas de Amor para MulheresTtristes
Pintura de Felix Vallottton, 1898
domingo, 31 de dezembro de 2017
sábado, 30 de dezembro de 2017
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Mudam-se as vontades , os gostos, ou a moda reinventa-se ?
Impossível fugir à cusquice real. Qualquer "bom "jornal ou TV promove os "abensonhados" noivos.
A alguns encontros com pessoas da minha idade que não vejo há muito, como antigos colegas de liceu da Figueira da Foz, o prazer de relembrar o que estava adormecido. Eu, chamo de SUDOKU afectivo.
Hoje, ao ver esta fotografia dos noivos, talvez numa visita oficial, o casaco de Meghan , fez-me lembrar o meu casaco de noiva. A minha roupagem de dia de casamento .
Um casaco lindo de morrer, escolhido por mim e minha mãe na revista francesa JOURS DE FRANCE ou ELLE , feito com carácter de urgência ( a noiva não estava grávida....), por uma grande modista da Figueira, que só o fez por ser quem era, e eu não era princesa....
:) , mas já era próximo do Natal, e a Dona Maria José gostava muito de mim.
Casaco que na 1ª prova , na companhia do noivo, ia fazendo acabar o casamento que durou 12 anos. ( como dizia a família, " os artistas são esquisitos... ). Casaco com muitos pontos e pespontos , tantos como a vida dá.
Mas , ao que eu quero chegar. Ao fim de 44 anos , idade da minha fotografia , os noivos reais em termos de moda, não são nada diferentes dos reais noivos do sec. XXI.(1973 // 2017).
Quando subia o Chiado e ía à Brasileira, eu uma novata moradora em Lisboa , em principio de vida, via algumas mulheres olharem ostensivamente para mim. Ficava admirada e perguntava . "Será que olham para o meu casaco????"
Ao que, o já marido, respondia com o seu sentido de humor e vai-da-de. "olham para ti a ver se me vêem. "
:)
:)
Até o noivo tem ares de Harry..... , mas todo mediterrânico.
UMA HISTÓRIA DE FIM DE ANO, SEM CARTOLA
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
domingo, 24 de dezembro de 2017
Natal a vosso jeito , mas que seja bom . Boas Festas, e....
deixo aqui os meus presentes favoritos de Natal.....
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Solstício de inverno 2017 (Hemisfério norte). 16:28 quinta-feira, 21 de dezembro
Sob a chuva caminhar
é como partir lenha
para o próximo Inverno
Rui Lage
Pintura de Carl Larsson , 185-1919
domingo, 17 de dezembro de 2017
"Natal genuíno" de aldeia de Cabeço, Serra da Estrela, entre Seia e TorreEsta semana
Esta semana, o Expresso Diário pesponteou-nos com uma reportagem sobre a aldeia de Cabeço, na Serra da Estrela, entre Seia e Torre, sobre o seu Natal comunitário enfeitado unicamente com produtos da terra . Foi uma das aldeias também sofredora com os fogos mas as suas mulheres não ficaram de braços cruzados sem deixar de cumprir a tradição do Natal, já sobejamente conhecido.
Depois do terço, as mulheres reuniram-se numa associação onde trabalharam os enfeites interiores e exteriores da sua aldeia.
Por memórias afectivas , sinto já o cheiro das lareiras e do fumo que sai das chaminés e se espalha destas aldeias beirãs.
Deixo-vos um video de 2015. Vejam atá ao fim, e vão gostasr.
Bom fim de semana.
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Seia,
Torre,
trabalho comunit´rio
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
AO ROSTO VULGAR DOS DIAS
Monstros e homens lado a lado,
Não à margem, mas na própria vida.
Não à margem, mas na própria vida.
Absurdos monstros que circulam
Quase honestamente.
Quase honestamente.
Homens atormentados, divididos, fracos.
Homens fortes, unidos, temperados.
Homens fortes, unidos, temperados.
Ao rosto vulgar dos dias,
À vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.
À vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.
Imaginar, primeiro é ver.
Imaginar, é conhecer, portanto agir.
Imaginar, é conhecer, portanto agir.
Alexandre O`Neill, No reino da Dinamarca
Pintura de artista japonês
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