Lâmpadas que se apagam, esperanças que se acendem: Aurora. Lâmpadas que se acendem, esperanças que se apagam: Noite.
sábado, 27 de outubro de 2018
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
terça-feira, 23 de outubro de 2018
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Sugestão. Bom fim de semana
"Em tempos de absoluta ditadura do efémero, surge quase como um bálsamo a possibilidade de leitura de um livro capaz de nos prender à memória de algo tão perene, tão aconchegante, tão sensível como a relação entre um neto e o seu avô. Falo da leitura da muito breve, mas muito bela novela da catalã Tina Vallès, intitulada “A Memória da Árvore”. É um dos textos mais envolventes e comoventes que me foi dado ler nos últimos tempos."
.
Valdemar Cruz , Expresso Curto
A história mágica e terna de uma criança que ajuda o avô a lutar contra a perda da memória.
domingo, 14 de outubro de 2018
No principio do séc. XXI, período em que vivi e trabalhei em Bruxelas, cidade que me marcou pelo bem que me trouxe a todos os níveis, um que não tem preço, o bem cultural e sua acessibilidade.
Dois momentos únicos. A comemoração dos 25 da morte de Brel e os 50 anos da carreira de Béjart . Do 1º , uma mega exposição em que até a casa onde viveu os últimos anos da sua vida foi recriada . A Grande Place fervilhou de espectáculos com cantores franceses e belgas. De Béjart , vi 3 espectáculos, sendo o último comemorativo dos seus 50 anos de carreira em que ele participava no bailado.
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
"Quel Amour !", no CCB
Museu Berardo recebe exposição sobre o amor — a entrada é livre .
O museu recomenda que os menores sejam acompanhados pelos seus tutores legais quando visitarem “Quel Amour!?”. A exposição fica patente até 17 de fevereiro.
O amor é explorado de diferentes formas e perspetivas nesta reflexão pública sobre ele. Há trabalhos de Marina Abramović & Ulay, Chantal Akerman, Pilar Albarracín, Albuquerque Mendes, Helena Almeida, Cristina Ataíde, Omar Ba, Francis Bacon, Richard Baquié, Annette Barcelo, Mohamed Ben Slama, Louise Bourgeois, Miriam Cahn, Sophie Calle, Lourdes Castro, Helena Almeida ou Marc Chagall, entre tantos, tantos outros.
1º peça de Eric Rondepierre
2º trabalho de Anette Barcelo
1º peça de Eric Rondepierre
2º trabalho de Anette Barcelo
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
Para memória presente e futura ... "A Noite mais Longa"
Aconteceu hoje.
Helena Pato e Irene Pimentel estiveram na histórica livraria Galileu, em Cascais, a apresentar o seu livro A NOITE MAIS LONGA DE TODAS AS NOITES , já em 2ª edição.
Testemunho ao vivo de um outro tempo que a memória não pode apagar.
Estamos gratos pela luta e sofrimento que não foi em vão.
"A bord du grand lac paisible. / je viens entendre souvent..."
O "Le Bonheur" foi realmente um marco na minha adolescência. Esqueci quase tudo o que havia de mau naquele liceu, mas lembro-me, até hoje, da professora que me provocou um desejo veemente de romper com um regime, que não me dava liberdade de usar um vestido inocente e me impedia de cantar uma doce canção.
Que tempo! Que mentalidades"Que mundo obscuro!"
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Bom fim de semana, longo, longo ...
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração . mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar )
Al Berto, Salsugem -9
terça-feira, 2 de outubro de 2018
On homem partiu mas a sua obra será eterna
Cortaram os trigos. Agora
a minha solidão vê-se melhor.
Sophia Andersen
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
terça-feira, 11 de setembro de 2018
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Passando...
domingo, 9 de setembro de 2018
Coisas que me passam ao lado ...
E, a propósito de eleições sportinguistas, ontem fiquei surpreendida no meu pequeno restaurante com muito jardim à volta, o do Lago, para onde costumo ir só ou em companhia. Com o meu pequenito fico sempre no mesmo lugar, perto do escorrega.
Próximo da hora do almoço reparei que o restaurante que acolhe algumas famílias para o café matinal e almoços ligeiros, estava vazio e até o meu amorzinho de 3 anos perguntar:
Ó vovó , porque se vão as pessoas emborra?
Boa questão e pertinente. Fiz a mesma pergunta ao senhor Vieira ,o empregado.
- Então, foram todos votar . Aqui a ala é sportinguista até Carcavelos, de Oeiras para Lisboa são benfiquistas.
- E quem pensa que ganha?
-Para já parece ser Varandas, que costuma estar sempre naquela mesa aqui perto da sua.
Pensei, "que desatenta". Mas, cegueta considerei-me , quando hoje vi o médico na RTP.
Não descuro olhares para gente bonita , bonitinha, ou vistosa, e o senhor Varandas escapou-me como me escapa o mundo do futebol. Só as letras gordas da imprensa.
:)
sábado, 1 de setembro de 2018
Setembro proverbial , "Setembro é o Maio do Outono"
![]() |
| Trabalho de David Hockney, Fotografia cubista |
Arranja bom Setembro, com a burra fico eu.
Chuvas verdadeiras, em Setembro as primeiras.
Em Setembro palha no palheiro e meninas ao candeeiro.
Em Setembro ramo curto, vindima longa.
Em Setembro secam as fontes e as chuvas lavam as pontes.
Em Setembro semeia o teu pão.
No pó semeia, que Setembro to pagará.
Se em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para guardar.
Setembro cara de poucos amigos, cara de figos.
Setembro é o Maio do Outono.
Setembro que enche o celeiro dá triunfo ao rendeiro.
Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.
Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.
Agosto madura, Setembro vindima.
Em Setembro tem Deus a mesa posta.
Para vindimar deixa o Setembro acabar.
Vindima molhada, pipa depressa despejada.
Agosto arder, Setembro beber.
Em Agosto secam os montes e em Setembro as fontes.
Chuvas verdadeiras, em Setembro as primeiras.
Em Setembro palha no palheiro e meninas ao candeeiro.
Em Setembro ramo curto, vindima longa.
Em Setembro secam as fontes e as chuvas lavam as pontes.
Em Setembro semeia o teu pão.
No pó semeia, que Setembro to pagará.
Se em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para guardar.
Setembro cara de poucos amigos, cara de figos.
Setembro é o Maio do Outono.
Setembro que enche o celeiro dá triunfo ao rendeiro.
Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.
Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.
Agosto madura, Setembro vindima.
Em Setembro tem Deus a mesa posta.
Para vindimar deixa o Setembro acabar.
Vindima molhada, pipa depressa despejada.
Agosto arder, Setembro beber.
Em Agosto secam os montes e em Setembro as fontes.
- 23
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
terça-feira, 14 de agosto de 2018
"A Sésta", agora e sempre que posso...
A Sésta
Pierrot escondido por entre o amarello dos gyrassois espreita em cautela o somno d'ella dormindo na sombra da tangerineira. E ella não dorme, espreita tambem de olhos descidos, mentindo o sôno, as vestes brancas do Pierrot gatinhando silencios por entre o amarelo dos gyrassois. E porque Elle se vem chegando perto, Ella mente ainda mais o sôno a mal-resonar.
Junto d'Ella, não teve mão em si e foi descer-lhe um beijo mudo na negra meia aberta arejando o pé pequenino. Depois os joelhos redondos e lizos, e já se debruçava por sobre os joelhos, a beijar-lhe o ventre descomposto, quando Ella acordou cançada de tanto sôno fingir.
E Elle ameaça fugida, e Ella furta-lhe a fuga nos braços nús estendidos.
E Ella, magoada dos remorsos de Pierrot, acaricia-lhe a fronte num grande perdão. E, feitas as pazes, ficou combinado que Ella dormisse outra vez.
Almada Negreiros, in 'Frisos - Revista Orpheu nº1'
Desenho "A Sésta", de Almada Negreiros, 1941, Museu de Arte Contemporânea do Chiado
domingo, 12 de agosto de 2018
Excerto de ...
Sem surpresa num autor que cultivou a aventura e a pulsão de viajar, Stevenson não trocaria o conhecimento que nasce da vadiagem ao ar livre pelo saber livresco. “Basta afirmar o seguinte: se um rapaz nada aprender na rua, é porque não possui a capacidade de aprender. Nem o gazeteiro se encontra sempre nas ruas, pois, se assim o entender, pode percorrer os subúrbios ajardinados até ao campo. Pode sentar-se na margem de um regato, junto a uma moita de lilases, e fumar inúmeros cachimbos ao som da água a rolar sobre os seixos. Um pássaro cantará entre as copas. E talvez aí consiga afundar-se numa corrente de pensamentos gentis e ver as coisas de uma outra perspetiva. Se isto não é educação, o que será?” Excelente pergunta.
O elogio do “gazeteiro” ocioso é, no fundo, o elogio do espírito livre — aquele que recusa fazer parte do “coro dos dogmáticos” e se contenta em apreciar a “vista agradável”, embora “pouco imponente”, a que acede no “Miradouro do Senso Comum”. No fundo, tudo se resume a ter consciência da nossa escassa importância no grande esquema das coisas. “Podemos não gostar de o admitir, mas não existe uma única pessoa cujos serviços sejam indispensáveis.” Nem sequer Shakespeare: se o Bardo tivesse morrido jovem, “o cântaro continuaria a ir à fonte, a foice à seara, o estudante à escola; e ninguém teria dado conta de qualquer perda”. É preciso haver desprendimento para apreciar a instável precariedade da existência. E por isso a verdadeira ociosidade só está ao alcance de alguns. Aos outros, que “não conseguem ser ociosos, [porque] a sua natureza não é suficientemente generosa”, resta passar “numa espécie de coma todas as horas que não dedicam ao frenético lufa-lufa diário”.
Expresso de ontem, José Mário Grilo
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| Fotografia de Valdemar Ramalho (Vató) !951-2018 |
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