quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Memórias ...(2)

Memórias...(1)


"As Meninas", de Sara Afonso
Recorrentemente, como quase com toda a gente, vêm nos à memória poemas da infância.
De Augusto Gil, a minha mãe obrigou-me a decorar "O passeio de Santo António" e a " Balada da Neve". Era preciso treinar a memória ...
Quando faz frio ou há barulhos suspeitos... lá vem...


Batem leve, levemente,
Como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é certamente
E a chuva não bate assim...


É talvez a ventania;
Mas há pouco , poucochinho,
Nem uma agulha bulia
Na quieta melancolia
Dos pinheiros do caminho...


Quem bate assim levemente,
Com tão estranha leveza
Que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, não é gente,
Nem é vento com certeza.


Fui ver. A neve caía
Do azul cinzento do céu,
Branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudade, Deus meu!

......
......
(Há mais cinco estrofes)
Tirado de um livro que muito estimo, de A. Gil, Luar de Janeiro, com ilustrações de Maria Keil Amaral



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Bolero - Maurice Béjart- especial Jorge Donn

"Les uns et les autres"

Tudo é de Picasso...

« Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aqueles que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol.»
Há sempre uns e outros....Como tudo na vida e é isso que nos distingue.

Bom feriado.

Boa semana... com sorrisos...

(a não perder...)

Dia de S. Valentim já foi, ... com derrotas e vitórias... Hoje, já é outro dia, e, há que seguir em frente... porque a vida são dois dias e o Carnaval três e mesmo esse está a chegar ao fim. Depois , tudo volta ao normal...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Música -Noite dos Mascarados-

Cada dia, é um dia...



Palavras para quê?
Gestos...
Quanto mais não seja , fazer um bolinho de chocolate para tomar com chazinho...
O resto vem por acréscimo.
Dia de namorados, segundo a Casa Portugueza.
Domingo feliz...

Um outro homem na cidade... Inesquecível

Parafraseando o "facebook", sou fã de Carlos Martins... E, na sexta-feira lá o fui "ouver" acompanhado dos seus magníficos músicos e tendo como convidado especial, Bernardo Sassetti. Mais uma vez por Lisboa... Nós e a cidade...

Tocou este tema que aqui vos deixo, " Azul Mediterrâneo ", lindissimo...Carlos Martins, Nasceu na Etiópia, no Alentejo, em 1961, saxofonista e compositor, começou por estudar música e clarinete na Banda Filarmónica de Grândola, a partir dos 14 anos de idade.Mais tarde cursou saxofone e composição no CNL e na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal. Diz ele "Ser músico de jazz é ter confiança no acaso. É aceitar a disciplina necessária para manusear o instrumento como se domina uma linguagem. É acreditar no erro como fonte de inspiração. É compreender o outro e aceitá-lo. É um diálogo permanente sem palavras..."



sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carlos do Carmo, Um homem na cidade

Lisboa chamou por mim...


-Então, "entre o aqui e o agora," não tens cinco minutos para me visitar?"
Por jardins, outrora navegados, ruas já esquecidas,
rua de antiquários e lojas de capelista, tudo serviu para o nosso tema de conversa...
É um enamoramento antigo... coisa rara nos nosos tempos,pois os amores já não são assim : é ver-te. amar-te e esquecer-te....
Nova sedução.O novo miradouro de S.Pedro de Alcântara. Lindo, e. com duas belas esplanadas e uma vista sonhada...Muito boas para namorar, estar, ler, escrever, conversar ou nada fazer....
Será lá o nosso próximo encontro, não esqueças, lá mais para a primavera...
Sempre "entre o aqui e o agora"...

Os bentos de Zédalmeida


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Esta noite vou sonhar com Pessoa....


«Assim como, quer o saibamos ou não, temos todos uma metafísica, assim também, quer o queiramos quer não, temos todos uma moral. Tenho uma moral muito simples - não fazer a ninguém nem mal nem bem. Não fazer a ninguém mal, porque não só reconheço nos outros o mesmo direito que julgo que me cabe, de que não me incomodem, mas acho que bastam os males naturais para mal que tenha que haver no mundo. Vivemos todos , neste mundo , a bordo de um navio saído de um porto que desconhecemos para um porto que ignoramos; devemos ter uns para os outros uma amabilidade de viagem....»
Do "Livro do Desassossego» (II)
Bernardo Soares

Musica

Paco de Lucia, Tangos