domingo, 9 de janeiro de 2011

(Le Concert) | Cena Final | Concerto de Tchaiko...

Le Concert, um verdadeiro poema, porque não um dos filmes da minha vida?


Na época de Brejnev, Andreï Filipov era o maior maestro da União Soviética e dirigia a célebre Orquestra de Bolshoï. Mas após ter recusado separar-se dos seus músicos judaicos, entre os quais o seu melhor amigo Sacha, foi afastado em plena glória. Trinta anos mais tarde, ele trabalha todos os dias no Teatro de Bolchoï… como empregado de limpeza. Uma noite, quando Andreï fica a tratar das limpezas até tarde, dá de caras com um fax endereçado à direcção do Teatro - um convite do Teatro de Châtelet para que a Orquestra de Bolshoï vá tocar a Paris. Subitamente, Andreï tem uma ideia louca: porque não reunir os seus antigos companheiros, que hoje em dia vivem de pequenos trabalhos e dirigi-los em Paris, fazendo-os passar pela orquestra de Bolchoï? É a oportunidade tão aguardada de, finalmente, se vingarem…

O filme já estreou em Novembro, mas só agora "apareceu" aqui à porta ou eu andei por outras paragens. Não o deixem fugir....

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Não vou desenrolar aqui uma verdade comprovada, estudada e praticada. O desporto escolar.
Não vou mais uma vez contar aqui, o sucesso que a minha escolinha básica do Castelo de S. Jorge, obteve com crianças, que durante 8 anos, 2 turmas, do pré até ao 4º ano tiveram com a prática do exercício físico e da musica, fomentada e paga pela autarquia e pais e também por voluntários devidamente aproveitados...
Aquele grupo de crianças fez a diferença à medida que iam crescendo em idade e maturidade...
Hoje, leio aqui, que mais cravos desta vida de revolução de Abril, vão continuar a murchar, cada um à sua maneira...
Pobre país...

25 de Abril 1974 - Revolução dos Cravos , mas um cravo murchou no dia de hoje....

Vitor Alves, partiu... Para nós que vivemos o 25 de Abril de 1974, jamais o esqueceremos
.... A minha simples homenagem.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Bom fim de semana...

Divulgar e visitar....



Caros leitores,

Actualmente existe, em Lisboa, uma livraria absolutamente única no
país: uma livraria integralmente dedicada à poesia. Sucede, contudo,
que, apesar de fantástica, ela encontra-se com alguma dificuldade em
sobreviver. O que não se compreende: tem à sua frente um jovem
livreiro que, além de extremamente eficiente, como verão, possui um
total conhecimento do que está a vender: conhece os autores, as
edições, tudo.
A livraria de que vos falo chama-se Poesia Incompleta, fica na Rua
Cecilio de Sousa nº 11 (Príncipe Real) e vai com certeza ser uma
revelação para quem a visitar. Abrange todas as épocas e o que não
tem, o Mário, o dito livreiro, arranja, normalmente - e com uma
brevidade que, no mínimo, surpreende.
Peço-vos - a vos que sois leitores, presumo - que façam uma visitinha
a este sitio, que não pode de maneira nenhuma fechar e que, pela sua
qualidade, vai-se tornar, mais tarde ou mais cedo, como aliás disse
Vasco Graça Moura, num local de culto. Isto, claro, se não fechar,
coisa que, passando a palavra e recomendando a amigos este tão
singular espaço, podemos evitar.



(chegado via email )

Vidas....


Se a moda pega por cá , os bruxos(as) portugueses não terão mãos a medir, e os maus olhados vão campar por aí... (ver aqui)
Pintura de Ricardo Frantz, "Bruxo e Bruto nos tempos do Kamikaze"

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cantar das Janeiras




Não sei bem se vou ter coragem de arrumar o meu presépio amanhã pela manhã...
Foi um sonho de presente recebido que fez as delicias dos donos da casa e amigos que os visitaram.
Figuras tipo marionete, de pernas móveis, dava para cada um escolher a posição mais ilariante e adequada aos tempos modernos... Figuras muito mais simpáticas que muitos humanos que por aí pululam...
Das "Janeiras", (ler aqui) nem vos falo. Até há uns anos atrás vinham cantá- las aqui ao prédio. Coisas do associativismo....

Mais uma vez , bom ano.

Dia de Reis, poemando...


OS REIS MAGOS

Gaspar, Melchior e Baltazar são diferentes dos outros. Não precisam de clientes nem de desgraças. Jamais se enganaram. Ao longo dos tempos – nunca lhe foi arremessada uma pedra.

São reis que abrem generosamente os cofres, que se prosternam num estábulo e o perfumam, que se conduzem pelos sinais celestes e pelas palavras dos sonhos.

Todos os anos colocam uma estrela que vai pela noite adiante iluminando o caminho,
E acertam sempre no seu horóscopo adorando o menino.

ANTÓNIO OSÓRIO (1933)
A Luz Fraterna
In Poemário 2011
Pintura de Josefa de Óbidos, sec. XVI

"Música" para os ouvidos, com muito ruído...






No Público de hoje, 5/01, Rui Graça Feijó, investigador e apoiante á candidatura de Manuel Alegre, escreveu uma “Carta aberta a Mário Soares” que foi um deleite de leitura…
Passo a transcrever o que considerei mais provocatório, na medida em que ambos, Soares e Feijó não têm dúvidas que ambos desejam ver um novo rosto no Palácio de Belém.
“Venho antes lançar-lhe um desafio (à minha altura, que não à medida do seu papel na História da nossa modernidade): siga os ditames da sua consciência, mais uma vez homem livre que sabe bem os perigos e as ilusões que a fidelidade partidária acarretam, e apoie sem rodeios o candidato presidencial da sua preferência – que toda a gente sabe não ser o candidato apoiado pelo PS e que eu, há muito no mundo dos que não têm filiação partidária, também apoio. Milite na sua campanha. Empenhe-se com frontalidade na contenda eleitoral. Ajude a acrescentar um pouco que seja à aura do seu candidato, retribua os sapos que muitos portugueses engoliram para votar em si e declare o seu apoio em quem estiver em liça contra o candidato da direita – assim como eu me comprometo a militar activamente nessas três semanas em prol de quem estiver em condições de disputar a presidência em nome da mudança. Acredito que não deixará de assumir este compromisso com espírito de fraternidade.
O momento que atravessamos, como muitas vezes o tenho ouvido dizer, é de profunda preocupação. "...


Hoje Francisco Lopes teve a merecida entrevista cuja avaliação aqui deixo ,por CP, do POLITEIA.*****(um código nosso...) por sua graça , costuma chamar a Judite de Sousa, "primeira ministra de Sintra"... :))*
*Errata: sra dona primeira dama de Sintra :))