domingo, 27 de fevereiro de 2011

O que se "dançará" em Berlim?



Expetativas sobre o encontro do nosso 1º com a senhora Merkel...
Espero que nada tenha a ver com a extinção das nossas queridas" bolas de berlim..."
Seria um golpe profundo para as nossas manhãs ou tardes estivais de praia depois de um bom banho , com os lábios a saber a sal. Um sabor único...
Veremos se é um tango ou um bailinho mandado..

*Imagens Google.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Bom fim de semana, que se diz primaveril


INTRODUÇÃO
A água é insondável
Quando a dureza do céu abraça todo
O astro;

A terra procura o repouso,
na mais alta das montanhas;
energia que se sobrepõe à doçura
dos lagos e dos rios.

Pensamos a serenidade assim
aquosa e feminina;

e a tempestade, que desperta,
cobre-se de vento e de um ardor que penetra
a fundura antiga dos vulcões.

Nada parece inacessível ao homem sem fadiga:
O céu, a terra, a criação e os modos de tudo isso ser:
Jogo, cálculo ou destino.

Poema de MANUEL AFONSO COSTA
Pintura de Arshille Gorky, 1944

"Les Eaux de Mars"... quase, quase...


Les Eaux de Mars, por George Moustaki.

Um serão inesperado... aconteceu



Este filme, será que o viram? Passou um pouco despercebido em 2005/6.... numa única sala de cinema. Lembro-me que o recomendei vivamente aos amigos pois eu tinha-o visto em Bruxelas. É muito belo.
Presente do canal ARTE. "Vas vis deviens". Aconteceu. (sinopse)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vidas...





" A SOCIEDADE EXIGE MAIS CORAGEM DE QUEM É JOVEM", Caetano Veloso fala sobre envelhecimento e a morte, na revista BRAVO!, brasileira, e , que de quando em quando, me cai no sapatinho... Quando nos aproximamos dos 60, podemos começar a repartir os mesmos sentimentos .
Desvantagens de chegar aos 68?
Todas. (risos) Começamos a perder o foco da visão. Quando nos ferimos, o machucado demora muito mais para cicatrizar. Nos cansamos rapidamente. Temos menos resistência...
Não há vantagem nenhuma?
Sim, há. Nosso trabalho fica mais conhecido. É uma vantagem um pouco superficial, admito, algo que alimenta a vaidade. Mas há outras menos egocêntricas: você aprende a lidar melhor com o tempo, por exemplo. Quando jovens, somos muito mais agoniados, achamos que não vai dar tempo de fazer nada, tanto a curto quanto a médio ou longo prazo. No entanto, quando se começa
a ficar maduro, a gente percebe que dispunha - e dispõe - de mais tempo do que imaginava. O outro ponto positivo é que, com os anos, já não temos tanto problema com as opiniões a nosso respeito.
MAIS VELHO, VOCÊ DIZ" DANE-SE" PARA AS CRÍTICAS. O POETA FERREIRA GULLAR, POR EXEMPLO, NÃO ESTÁ LIGANDO SE ALGUÉM DIZ "PUXA, ESSE CARA ERA DE ESQUERDA".
Aideia de morte já não o perturba?
Em garoto eu tinha muito medo da morte... Era um pânico permanente de que pudesse ser destruído. Quando somos novos, é quase inacreditável que vamos morrer. Na velhice, temos a noção de que é assim mesmo. A gente pensa: "Se a morte não chegou ainda, o negócio é aproveitar o momento que se está vivendo".
E eu remato, carpe diem...

*Fonte, revista BRAVO! de fevereiro de 2011








Gosto muito de te ver, leãozinho...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sem título

Sem título


Nem tudo na vida se pode titular ou rotular, como este quadro de Tomie Ohtake, hoje com 97 anos de idade, japonesa mas a residir no Brasil desde os 23 por estar a morrer de amores por um engenheiro agronomo que dizia ser um rapaz aplicado e carinhoso como um esquilo...

Mário Laginha , o premiado de ontem no melhor disco pela SPA.Gosto.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

De domingo para segunda...(1)






Fim de mais um domingo. Caseiro e quentinho. E, o meu novo vício, ver a RTP2, como quase sempre, mas agora com uma certa religiosidade pela qualidade dos documentários às 21h.Tem sido um bodo de boa qualidade e partilha.
Hoje presente de deuses, "Estórias da Pintura". Ver a coleção de Manuel de Brito, pela sua mão, voz e delicadeza, pois ele era assim mesmo.

Abençoado Palácio Anjos, em Algés, que há anos albergou um departamento de educação aonde trabalhei e me fez criar uma relação de afeto com esta vila e que foi recuperado para albergar a coleção de Arte de Manuel de Brito.

É deveras emocionante, para mim, ver os artistas nos seus locais de trabalho desenvolver os seus processos criativos , porque na vida , tive a sorte de partilhar os momentos de criação , exaltação e angústia, durante alguns anos, com um artista plástico, o pai do meu filho António, e, nunca se fica a mesma pessoa quando a vivência da criação nos acompanha dia e noite.
Amanhã mesmo, ele é um dos nomeados entre três artistas, para a melhor exposição do ano de 2010, numa nova iniciativa da SPA, PRÉMIO AUTORES, no CCB, com transmissão televisiva às 21.30, na 1.
Ficarei a torcer defronte do televisor,, pois merece ser ganhador, como os outros e logo que possa vou tomar um café a Algés e regalar o olhar pelo Palácio Anjos.
Boa semana.

*Quadro de Júlio Pomar,"Frida Kahlo dans le rêve de eve

Conversas domingueiras...



Ter um jornal nas nossas mãos, estender as folhas do dia logo de manhã, dobrá-las e desdobrá-las para sentir a densidade das notícias ou o seu vazio, tais relações serão elas um dia suprimidas?
Gosto nos jornais de descobrir os novos filmes e as crítics, às vezes tão injustas, mas que às vezes ainda influenciam muito boa gente.
A ver, razoável, bom , muito bom.

"O Discurso do Rei" que a "real" crítica diz "a ver" e "mau" é mesmo de não perder. Sublimes interpretações de dois homens, seus diálogos, dramas pessoais ainda por cima no enquadramento histórico e social. Até consegue ser carinhoso... e faz jus ao provérbio que nos diz que" atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher..."
E, agora vou comprar o meu jornalinho de eleição.

Bom domingo.
Pintura de Helen Marie Turner, Morning Newes, 1915