quarta-feira, 27 de junho de 2012

Bom jogo... e que ganhe Portugal....



O futebol era uma das paixões de Jorge Amado. E esse amor rendeu um belo livro infantil, “A bola e o goleiro”, escrito em 1984. O romance fala sobre Fura-Redes, a bola que era a alegria dos artilheiros. Com ela, os jogadores faziam gols sensacionais e inesquecíveis. Os locutores também ficavam enlouquecidos ao narrarem seu percurso. A habilidade para balançar a rede deu-lhe vários apelidos, tais como Esfera Mágica, Goleadora Genial, Pelota Invencível e Redonda Infernal.

Totalmente imparcial, Fura-Redes não privilegiava nenhum time. Queria apenas proporcionar gols e mais gols. Jamais permitia um zero a zero nas partidas que participava. Até que conheceu o goleiro Bilô-Bilô, também conhecido como Cerca-Frangos, Mão Podre, engolidor de francos. Nem precisa dizer que era o desastre do desastre entre os goleiros. Contudo, o inesperado aconteceu. Ao ver Bilô-Bilô com sua camisa cor de caramelo, Fura-Redes se apaixonou. Perdidamente. Tudo o que queria era alinhar-se nos braços do seu amado. A partir daí, por mais que continuasse atuando da mesma forma, Bilô-Bilô não viu mais nenhuma bola entrar no “arco” que guardava. Defendia todas as jogadas. Todos os lances iam direto para suas mãos. Passou a ser chamado de Pega-Tudo e virou celebridade internacional.

Mas chega o dia em que o Rei do Futebol vai tentar seu milésimo gol. E quem entrará em campo junto com o time do melhor jogador do mundo? Bilô-Bilô e Fura-Redes, com certeza. O que será que vai acontecer? O livro foi publicado também em Portugal e ganhou versões em inglês, francês e alemão. A primeira edição, que é a que eu tenho (capa abaixo), traz ilustrações de Aldemir Martins. Boa história, com final que representa a inocência infantil.




 Adenda - Este texto foi tirado do blogue, Livros e Motivos. Também eu tenho a 1ª edição deste livros e de outros absolutamente deliciosos, adaptações de autores clássicos a livros para crianças/adultos.  São ao todo 17 as estórias editadas pela extinta editora CONTEXTO& IMAGEM.

Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado

terça-feira, 26 de junho de 2012

Os primeiros mergulhos... mas matinais


Hoje, o calor misturado com a brisa matinal, num sol que mal se deixava ver, fizeram-me recuar a outros momentos de ouro , em outras praias ou mesmo por esta minha, aqui à porta de casa.
Há privilégios que nos acompanham desde a nascença e este é um dos que tenho. Sempre com mar à vista e vista de mar.


(imagem surripiada a Simão Rubim-Gorjão)

domingo, 24 de junho de 2012

Conversas de S. João...

Fui ontem a uma loja de uma operadora de telemóveis.
Um jovem simpático e bonito agradeceu-me o ter entrado para um negócio a fazer pois assim
ficou liberto de um senhor de idade indefinida, que segundo ele,  o estava a massacrar com coisas que não eram do tempo dele… Que até ainda tinha nascido...
Perguntei qual era o assunto. Calcule que era sobre o 25 de Abril, respondeu-me o jovem. Ainda por cima já tinha aprendido algo na escola primária.
 Ataquei, dizendo que numa primária, o que se fala do assunto, nunca é o suficiente e um pouco abstrato para a idade.
Aconselhei-o que nunca era de mais ouvir os mais velhos falar de tal assunto, momento histórico importante na vida dos portugueses.
O vendedor era comunicativo. Idade, 20 anos. Disse que estava ali em part time e que cumpria o seu sonho de ter entrado no Conservatório, na área do Teatro, pois quer  ser professor da dita área. Os seus objetivos eram definidos e gostava de os cumprir junto dos pais. Enquanto pedagoga ou como mãe…. dei-lhe uns conselhos. É importante ler, ler muito e variado, que um professor de Teatro teria que ter uma vasta cultura…
Fomos finalizando o negócio, fiquei encostada ao balcão a acertar a hora e data do portátil e disse-lhe:
 - Olhe, hoje é véspera de S. João.
- O que é isso? – Questionou.
_Amanhã é dia de S. João.
- Nunca ouvi falar e eu até trabalho…
- Pois trabalha. Mas no Porto, Braga, Figueira da Foz e outras cidades não se trabalha. É feriado municipal como o S. António o é para nós.
-Ah! Não sabia…
- Pois então fique sabendo… Se tivesse sido aluno da professora Ana, de certeza que sabia tudo sobre os nossos santinhos populares. Ou então não. Pois S. João e S. Pedro já vos apanhava em período de férias.
Saí sorridente pelo simpático atendimento e vontade de falar deste belo jovem mas apreensiva com o candidato a professor de Teatro que poderá sair pela culatra a outros jovens.
Resta a esperança das aprendizagens académicas e de vida.
Um dia se subir ao Porto ficará logo a saber o que é o S. João, dia que se festejou  hoje.

Nelson Schwenke (1957- 2012)


E, veio me à  memória o meu querido amigo Renato Pavel , refugiado chileno , que alguns anos viveu e morreu no nosso país, e também de desastre de automóvel como  Nelson Schwenke.
Era pintor,  e lutador também.

Notícia na noite... onde já é outro dia

         Retrato de Anna Akhmalova, 1914, de Altman Nathan (1889-1970)

Não conhecia esta pianista francesa, Brigitte Engerer, que deixou de fazer parte do planeta azul.... AQUI

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Fado no cinema (2) e... bom fim de semana



O Destino Marca a Hora
Drama a preto e branco

Realizaçõa de Henrique Campos (1903-1983)
Música de João Nobre
Estreia a 11de Fevereiro de 1970


O Fado no Cinema - exposição (1)

    
Um de dois trabalhos magníficos de Manuel João Vieira feito para esta exposição com base nos antigos cartazes que existiam no cinema Condes