quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Olhares...
Gertude Kasebier, uma das maiores fotógrafas do princípio do séc. XX, americana, que tentou ao máximo aproximar a fotografia da pintura.
Ver AQUI
Ser ou não ser.. Leitura breves
Sermos nós próprios, unicamente nós próprios, é algo de extraordinário.
Mas como chegar a isso, como alcançá-lo? Ah!, eis o truque mais difícil de todos. Difícil , precisamente, porque não envolve qualquer esforço. (...)
E eis que de repente lhe surgiu a ideia - tão simples! - Que ser um Zé-ninguém ou ser Alguém ou ser mesmo toda a gente não o impedia de ser ele próprio. Se era realmente um palhaço, então sê-lo ía sempre, desde a hora madrugadora do levantar até ao momento noturno de fechar os olhos
Excerto do livro de Henry Miller, O SORRISO AOS PÉS DA ESCADA
Pintura de Pedro Pascoinho, pintor figueirense, 2012
Mas como chegar a isso, como alcançá-lo? Ah!, eis o truque mais difícil de todos. Difícil , precisamente, porque não envolve qualquer esforço. (...)
E eis que de repente lhe surgiu a ideia - tão simples! - Que ser um Zé-ninguém ou ser Alguém ou ser mesmo toda a gente não o impedia de ser ele próprio. Se era realmente um palhaço, então sê-lo ía sempre, desde a hora madrugadora do levantar até ao momento noturno de fechar os olhos
Excerto do livro de Henry Miller, O SORRISO AOS PÉS DA ESCADA
Pintura de Pedro Pascoinho, pintor figueirense, 2012
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Momentos...
"o suporte da música pode ser a relação
entre um homem e uma mulher"
Vasco Graça Moura/Joyce Hesselberth
domingo, 27 de janeiro de 2013
Mozart, nasceu a 27 de Janeiro de 1756
As paixões sejam elas violentas ou não nunca se devem expressar quando chegam a um ponto desagradável; a Música, mesmo nas piores situações, nunca deve agredir aos ouvidos, mas sim cativá-los e continuar sempre Música.
Mozart, citação
Mar, sim...
sábado, 26 de janeiro de 2013
Tréguas à chuva... Bom domingo
E.. para sorrir, a partilha de um comentador (a) "anonymus" ...
Por este Mar, passa gente boa, muito boa e outros que o gostariam de o ser...
Esta é a minha visita, pela primeira vez aqui. Eu encontrei tantas coisas interessantes no seu blog especialmente a discussão sua. Do toneladas de comentários em seus artigos, eu acho que não sou o único a ter todo o prazer aqui! manter o bom trabalho.
Pintura de Leonid Afremov
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Olhares...
Fotografia de Cristiana Ceppas
Paro, escuto, mas não te olho.
Paro, olho, mas não te escuto.
Olho, escuto, mas não paro...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
E a nós até onde nos levará a nossa cultura?
" A nossa luta é baseada na nossa cultura, porque a cultura é fruto da história e ela é uma força"
AC - 1924-1973 (clicar)
Amilcar Cabral queria ter as mulheres ao seu lado na luta. Sempre.
Combatentes na frente de guerra, como Carmen Pereira, ou dirigentes do partido em Conacri, como Lilica Boal, foram decisivas para a causa da libertação. As camponesas eram como anjos-da-guarda que protegiam os guerrilheiros.
PÚBLICO de 20de janeiro de 2013
AC - 1924-1973 (clicar)
Amilcar Cabral queria ter as mulheres ao seu lado na luta. Sempre.
Combatentes na frente de guerra, como Carmen Pereira, ou dirigentes do partido em Conacri, como Lilica Boal, foram decisivas para a causa da libertação. As camponesas eram como anjos-da-guarda que protegiam os guerrilheiros.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Bom fim de semana... e, umas leituras breves...
Augusto e os seus companheiros conseguiram reproduzir diariamente o drama da iniciação e do martírio.
Mergulhadas em círculos concêntricos de sombra, ali
se erguiam filas e filas de rostos, atalhados aqui e além por lugares vagos que o projector lambia ávido como língua em busca de um dente perdido. Os músicos , submersos em poeira e brilhos de magnésio, agarravam-se aos instrumentos como se alucinados, seus corpos juntos ondulando no jogo bruxuleante de sombra e claridade. Sempre ao rufar surdo do tambor o contorcionista enrolava, sempre o volteador se fazia anunciar por uma fanfarra de trombetas. Augusto , porém, umas vezes era o silvo agudo de um violino, noutras as notas trocistas de um clarinete qe o acompanhavam durante o cabriolar das suas palhaçadas. Mas chegado o momento de cair em transe, os músicos, subitamente, subitamente inspirados, perseguiam-no entre as suas espirais de êxtase como corcéis colados à plataforma de um carrossel dominado de loucura.
Todas as noites ao aplicar a maquilhagem, Augusto debatia-se com os seus botões As focas, não importa o que fossem obrigadas a fazer, manter-se-iam sempre focas. O cavalo, um cavalo; a mesa uma mesa. Augusto, embora sendo um homem, era forçado a tornar-se em algo mais: tinha de adoptar os poderes de um ser excepcional dotado de um excepcional talento. Tinha de fazer rir as pessoas. Não era difícil fazê-las chorar, tão pouco fazê-las rir; descobrira isso há muito tempo, antes mesmo de sequer ter sonhado entrar para o circo . Mais altas contudo eram as suas ambições - ambicionava dotar os espectadores de uma alegria que se revelasse perpétua . Foi esta obsessão que no início o levou a sentar-se aos pés da escada e simular o êxtase.
(...)
Excerto do livro de Henry Miller, O SORRISO AOS PÉS DA ESCADA. Um livro para mim , que bem cedo o li, de uma ternura infinita.
Pintura de Picasso, " Os Saltimbancos".
Mergulhadas em círculos concêntricos de sombra, ali
se erguiam filas e filas de rostos, atalhados aqui e além por lugares vagos que o projector lambia ávido como língua em busca de um dente perdido. Os músicos , submersos em poeira e brilhos de magnésio, agarravam-se aos instrumentos como se alucinados, seus corpos juntos ondulando no jogo bruxuleante de sombra e claridade. Sempre ao rufar surdo do tambor o contorcionista enrolava, sempre o volteador se fazia anunciar por uma fanfarra de trombetas. Augusto , porém, umas vezes era o silvo agudo de um violino, noutras as notas trocistas de um clarinete qe o acompanhavam durante o cabriolar das suas palhaçadas. Mas chegado o momento de cair em transe, os músicos, subitamente, subitamente inspirados, perseguiam-no entre as suas espirais de êxtase como corcéis colados à plataforma de um carrossel dominado de loucura.
Todas as noites ao aplicar a maquilhagem, Augusto debatia-se com os seus botões As focas, não importa o que fossem obrigadas a fazer, manter-se-iam sempre focas. O cavalo, um cavalo; a mesa uma mesa. Augusto, embora sendo um homem, era forçado a tornar-se em algo mais: tinha de adoptar os poderes de um ser excepcional dotado de um excepcional talento. Tinha de fazer rir as pessoas. Não era difícil fazê-las chorar, tão pouco fazê-las rir; descobrira isso há muito tempo, antes mesmo de sequer ter sonhado entrar para o circo . Mais altas contudo eram as suas ambições - ambicionava dotar os espectadores de uma alegria que se revelasse perpétua . Foi esta obsessão que no início o levou a sentar-se aos pés da escada e simular o êxtase.
(...)
Excerto do livro de Henry Miller, O SORRISO AOS PÉS DA ESCADA. Um livro para mim , que bem cedo o li, de uma ternura infinita.
Pintura de Picasso, " Os Saltimbancos".
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Olhares...
Passeando pela cidade branca em dia cinzento, uma chamada de atenção. O elevador da antiga casa Ramiro Leão, no Chiado, hoje Benetton.
Merecia outro trato...
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