sexta-feira, 3 de maio de 2013
Vale a pena vir até ao Estoril... Carlos Avillez acertou na "mouche"...
"Viagem à roda da Parvónia" foi escrita por Guilherme de Azevedo e Guerra Junqueiro nos finais do século XIX. Trata-se de uma comédia política, tão provocadora como actual. Estreia dia 13 no Teatro Municipal Mirita Casimiro, no Estoril.
Sinopse:
Proibido logo no dia a seguir à estreia, o texto ganhou, à época, contornos de escandaloso e maledicente. Hoje, passados mais de cem anos, mantém a sua atualidade e pertinência apesar da diferente situação política em que vivemos. Povoada de música, dança e realidade, a peça é o reflexo do nosso presente refletido num espelho do passado, demasiado próximo do que somos. Carlos Avilez arrisca encenar este texto esquecido em que fantasia e verdade se confundem, e em que a crítica ao país de ontem é, afinal, a mesma que se faz ao Portugal de hoje.
"Viagem à roda da Parvónia"
texto - Guerra Junqueiro e Guilherme de Azevedo
versão e dramaturgia - Miguel Graça
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Alegorias ao mês de Maio que hoje chegou....
Hoje, ao procurar um tema para festejar o mês de Maio, de que sempre gostei, muito antes de saber o que ele representava, encontrei este blogue , dedicado à cultura popular. Muito interessante e de elevado conhecimento. Logo, ao lê-lo sairemos mais ricos, onde nos dias que correm, a palavra "ricos", tende a desaparecer, ou então gritamos, "eles são sempre os mesmos."
Por curiosidade. A minha mãe ligou-me cedo para saber se já estaria acordada. Tradição figueirense... Levantar cedo para deixar entra o Maio. Os foguetes e fanfarras também não nos deixavam dormir. Essas, as bandas, pelas quais tenho verdadeira paixão, faziam logo saltar da cama e "ouve-las" passar.
Outros tempos.
Hoje, são tempos de luta.
Um dia grande a todos os amigos ou" menos" amigos que por aqui passam.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Olhares...
A solidão escolhida é saudável...
Adoro estas pequenas aves cujo nome me esquece sempre.
Muitas saudades da minha máquina fotográfica de qualidade superior à que uso atualmente...
A Troika diz... que não posso ter outra....
segunda-feira, 29 de abril de 2013
A vida... A minha e a vossa...

sábado, 27 de abril de 2013
Para "OUVER"
DOMINGO EM QUE NÃO HAJA PECADO... (leia-se missa)
SEGUNDA QUEM NÃO TENHA TRABALHO... (será preguiça?)
TERÇA....( logo veremos ...)
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Bom fim de semana ...
Uma proposta aliciante para começar o fim de semana e ir entrando no Maio....
Acontece amanhã no Pátio da Galé, Terreiro do Paço. (ver)
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Sempre...
A minha fotografia , com um pedido de desculpas...
Hoje e sempre... Revoltai-vos...
(adenda)
quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Hoje, Dia Mundial do Livro, este foi o meu presente... A VIOLÊNCIA E O ESCÁRNIO
Em todo o homem que não for um crápula subsiste a nostalgia duma revolução triunfante.
ALBERT COSSERY
A violência e o escárnio são aqui duas faces discrepantes da oposição ao pode político vigente. A primeira consubstancia-se na atitude heróica, em que o militante, levando a sério os políticos de Estado, se sacrifica pela causa; a segunda assenta num absoluto desprezo pelas instituições estatais e seus dirigentes, encarando estes últimos como os títeres dum mundo grotesco e aviltante.
A acção desta narrativa decorre paralelamente a esse conflito Numa grande cidade dirigida por um governador despótico e burlesco, um grupo de amigos, amantes do riso e outros prazeres da vida, inventa uma nova forma de combate político: a farsa-que-não-parece-farsa.E,desenvolvendo uma actividade que profundamente os diverte (e neles aguça o sentido de humor), põem fora do poleiro o detestado líder.Irónica reflexão sobre o poder, A VIOLÊNCIA E O ESCÁRNIO exprime a par
adoxal e salutar perspectiva de Cossery, que às nevróticas gesticulações dos homens opõe o desprendimento e a contemplação - sempre assente na rejeição do sacrifício.
- Sei apenas duas coisas muito simples, disse Heikal.
- São talvez as que eu próprio sei.
- Sem dúvida. è por isso que aqui estou, e é por isso que podemos falar com toda a franqueza.
- Diz-me então a primeira dessas coisas. Sou todo ouvidos.
- A primeira é que o mundo onde vivemos é regido pela mais ignóbil quadrilha de tratantes que alguma vez pisou o chão deste planeta.
- Subscrevo por inteiro essa afirmação. E a segunda? A segunda é esta: acima de tudo, convém não os levarmos a sério; é isso que eles querem, que os levemos a sério.
Do capítulo V
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Educação e instrução, com caráter de urgência...
Wladyslaw Slevinski, Marinha, 1910
Entre nós, a mentira é um hábito público. Mente o homem, a política, a ciência, o orçamento, a imprensa, os versos, os sermões, a arte, e o país é todo ele uma grande consciência falsa. Vem tudo da educação.
In Uma Campanha Alegre, Eça de Queirós
Entre nós, a mentira é um hábito público. Mente o homem, a política, a ciência, o orçamento, a imprensa, os versos, os sermões, a arte, e o país é todo ele uma grande consciência falsa. Vem tudo da educação.
In Uma Campanha Alegre, Eça de Queirós
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