quarta-feira, 30 de outubro de 2013

hoje também, José, dia admirável, mas... se soubesses que 1 em cada 10 portugueses são muito pobres em pleno séc. XXI, o que dirias?


30 de Outubro de 1965
Albarraque. dia admirável em que não apetece pensar nem sentir... Mas apenas dourar a preguiça ao sol.
José Gomes Ferreira, em Passos Efémeros

30 de outubro de 2013
Também eu ,pensando no admirável dia de hoje , pelo tempo que faz e porque há momentos de ouro, plenos de boas memórias, mesmo numa cozinha, com vista de serra, dei comigo a adoçar a vida . Tempo de marmelos e marmelada.



(tardiamente emendei o verbo do título, que estava no passado... Desculpem lá... Presente e mais do que presente do indicativo.)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

contra ventos e marés... caminha-se

Este caminho
Ninguém já o percorre,
Salvo o crepúsculo.

De que árvore florida
Chega? Não sei.
Mas é seu perfume.

Poema Haiku Japonês

domingo, 27 de outubro de 2013

Lou Reed, entre o aqui e o que foi...

 Filme realizado por Lou Reed e que teve estreia em 2010 no Festival Estoril Film com a sua presença.
Conversa a dois absolutamente deliciosa...
Presença de Lou Reed em 2010 no Estoril, festival de cinema e a sua exposição de fotografia de efeitos especiais.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

leituras breves no dia de hoje...

"Tenho muitas vezes a sensação de não pertença. Percebo de que de facto só pertenço aos meus pensamentos. 
Pertencemos aos nossos pensamentos. Para escaparmos do que somos temos de pensar de outra maneira, mas não temos controle em muito do que pensamos. Estamos condenados ao que somos capazes de pensar.

E só não digo que somos os nossos pensamentos porque também existe o corpo. O corpo também nos individualiza. E parece existir de forma independente do pensamento. Autónomo. É misteriosa a forma como corpo e pensamento se entendem ou desentendem, como convivem ou negoceiam. Também pertencemos ao nosso corpo. "

Excerto de conto de Dulce Maria Cardoso, EM BUSCA D´EUS DESCONHECIDOS, in revista Granta, nº1, pág. 18

A Sesta, de Van gogh

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Et voilá, madame Deneuve... Parabéns...

Em uma entrevista recente à revista Paris Match, Deneuve contou o segredo de sua beleza e serenidade: "Sou movida pelo desejo, só faço o que me dá prazer", disse a atriz.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Leituras breves... «Os Josés»...

21 de outubro de 1965

Na República 17 de Outubro o Alberto e eu éramos alternadamente eleitos Presidentes... Numa das ocasiões em que eu chefiava o o Estado, aproveitei a ausência do Alberto em férias e zás, proclamei-me  Ditador... Até mandei cunhar moedas especiais: os «Josés»!!!
O poder, mesmo teórico, apodrece as almas e as convicções! (Nessa altura eu era romanticamente republicano à Victor Hugo.)
Os «Josés»... Coro de vergonha atrasada.

José Gomes Ferreira, em Dias Comuns-1

domingo, 20 de outubro de 2013

olhares...


Olhares de Outono e Sapatos Novos para H. , de Don Eddy, 1973-74, Acrílico sobre fotografia

sábado, 19 de outubro de 2013

Bom fim de semana...

A ANUNCIAÇÃO

Virgem! filha minha 
De onde vens assim 
Tão suja de terra 
Cheirando a jasmim 
A saia com mancha 
De flor carmesim 
E os brincos da orelha 
Fazendo tlintlin? 

Minha mãe querida 
Venho do jardim 
Onde a olhar o céu 
Fui, adormeci. 
Quando despertei 
Cheirava a jasmim 
Que um anjo esfolhava 
Por cima de mim...

Vinicius de Moraes

Pintura de Paula Rego

Centenário do poeta... Por casa e na rua. festejemo-lo


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O meu olhar de hoje...


A montanha pariu um" rato" ou a minha enorme falta de imaginação...
Há dias assim, mas também não apetece ficar quieta...

Pintura de E. Hopper

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Olhares... Leituras breves


Fotografia tirada há 2 anos em Vila Real. Idosa com 73 anos 

.Escravo de Si Mesmo
A suposição de que a identidade de uma pessoa transcende, em grandeza e importância, tudo o que ela possa fazer ou produzir é um elemento indispensável da dignidade humana. (...) Só os vulgares consentirão em atribuir a sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescendência serão «escravos e prisioneiros» das suas próprias faculdades e descobrirão, caso lhes reste algo mais que mera vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo é tão ou mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem.