quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tempo de laranjas...-1-


William J. McCloskey ( 1859-1941 ), Oranges enveloppées, 1889, Amon Carter museum Fort Worth Texas

Volupté des parfums ! — Oui, toute odeur est fée

Volupté des parfums ! — Oui, toute odeur est fée.
Si j’épluche, le soir, une orange échauffée,
Je rêve de théâtre et de profonds décors ;
Si je brûle un fagot, je vois, sonnant leurs cors,
Dans la forêt d’hiver les chasseurs faire halte ;
Si je traverse enfin ce brouillard que l’asphalte
Répand, infect et noir, autour de son chaudron,
Je me crois sur un quai parfumé de goudron,
Regardant s’avancer, blanche, une goélette
Parmi les diamants de la mer violette






François Coppée ( 1842-1908 ) Recueil Promenades et intérieurs



Amigos, que me perdoem o "post" em francês, mas gostei tanto ... e há palavras intraduzíveis.



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Autumn Leaves - Jazz piano trio

Com as cores do outono vou desenhando o meu caminho...

B.f.s.

Sagas...


Fotografias de Mariana Rey Monteiro e sua mãe Amélia Rey Colaço, no papel de Fedra.



É-se actor ou actriz no palco e na vida? (entrevista)
Eu nunca fui capaz de representar cá fora.

A minha mãe morreu aqui em casa e uma das coisas que me disse foi: "Vai-me dar este recado assim assim ao telefone." Era um recado difícil, era para não magoar alguém. "Ai mãe, custame tanto ir fazer isso!" A frase que ela me disse foi esta: "Tu és actriz suficiente para o poderes fazer." Eu disse-lhe: "Mãe, por que é que não havemos de ser todos, sempre, pão-pão, queijo-queijo?" Ela olhou para mim e respondeu: "Com a nossa educação é impossível." É isso.

Por vezes sinto que não quero magoar o próximo; outras isso não me deixa ser tão menos actriz como eu gostaria
(ontem , por engano , desejei bom fim de semana... parece que até sonho com o fim-de-semana
para descanasar... Coisas.)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bom fim se semana...


Manuscrito de Mário-Sá Carneiro


"Nós três somos de Paris. E somos. Temos esta elegância, esta devoção, este farol de Fé, "escreveu Almada a José Pacheko, sendo o terceiro Sá-Carneiro. O elemento entre eles era a cidade- luz, a sua vivência, a ausência dela, tudo se tendo consumado no trágico suicídio do autor da "Confissão de Lúcio" em 1916. Pouco antes Sá-Carneiro escrevera a Pacheko: "Tenho tantas saudades da sua Alma - a sua alma toda em oiro! Que pena! Que pena! E chegou a admitir: " Parece-me que já nem gosto de Paris. Não sei nada, nada, nada. Um grande vazio! Nunca me esqueço da sua Alma, do seu Espírito - de toda a criatura adorável que você é. Tenho tantas saudades da sua companhia".

Numa edição muito especial da Revista Egoísta deste mês, há um tema interessantissimo de "rigor analitico " e interpretativo, feita pelo grande grafólogo, Alberto vaz da Silva , tocante ao espólio dos "três de Paris."
Desenho de Almada Negreiros



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ilusões...


Intervenção dos arquitetos Gémeos, Otávio e Gustavo Pandolfo, aquando da sua passagem por Lisboa com uma exposição que esteve no CCB , em 2010.
Achei estes grafities espetaculares, na Avenida Fontes Pereira de Melo.
Vale a pena desce-la e observar, de preferência ao anoitecer.