Avisto na rua um cão Digo-lhe: como vais, cão? Pensa que me responde? Não? Pois bem, mas ele responde-me E isso não é da sua conta Agora quando se vêem pessoas Que passam sem sequer reparar nos cães Sentimos vergonha pelos seus pais E pelos pais dos seus pais Porque uma tão má educação É coisa que requer pelo menos... e não estou a ser generoso Três gerações, com uma sífilis hereditária Mas, para não vexar ninguém, devo acrescentar Que um número considerável de cães não falam com muita frequência
" Afinal um ditador é simplesmente um artista capaz de pôr integralmente em prática o seu egotismo. Se ele se transforma num Baudelaire ou Boltineanu, Luís XVI ou Nicolae Ceausesecu é meramente uma questão de nível estético", diz Andrei Ujicã, o realizador.
No decurso do julgamento sumário a que foi submetido juntamente com a mulher, Ceauscesco revê a sua longa estadia no poder: 1965-1989. Trata-se de um quadro histórico que, na sua abrangência, se assemelha aos frescos do cinema Americano, como é o caso daqueles que abordam a Guerra no Vietnam.
Com 13 anos de idade, António Viana recolhe rótulos e embalagens de publicidade, e hoje 50 anos depois delicia-nos nesta exposição com a memória desse tempo, integrando as imagens das latas de SARDINES, manteiga Vaqueiro, os fósforos CLUBE, a oferta SONASOL, e o detergente OMO entre outros produtos, na sua pintura.
Tinha um bom amigo que já não está entre nós, que nas nossas boas tertúlias tinha o hábito de dizer (anos 70/80) : - os alemães andam a comprar terras no Alentejo e Algarve, porque estão cansados de Marrocos e este país não é muito diferente... Não podem roubar o sol, porque se pudessem borrifavam-se para todos... Com todo o respeito pelos alemães que por aí vivem não posso deixar de partilhar convosco, o que o amigo Correia Pinto escreve sobre "eles"(a). Vamos então até ao POLITEIA.
Hoje, Chico, é a vez de eu te parabenizar na minha casa virtual, como tu o fizeste no livro que acaba de ganhar dois prémios, o " Leite Derramado", na tua casa real, no Alto Leblon, tendo como paisagem aquele louco atlântico sul, à esquerda o Cristo Redentor e agora à direita a nova favela do Vidigal e que tanto desmoraliza e enferniza a nova e velha burguesia desta zona de eleição.
E... como dizia d) Assumpção a Eulália," não vale a pena chorar sobre o leite derramado...."
Filme saudável para mentes deprimidas e amantes de cinema francês e da excelente Isabelle Huppert que não nos tem habituado ao longo da sua carreira a filmes/comédia. Para mim foi uma excelente viagem no tempo, Ostende, o tal mar do Norte que tantas vezes me quebrou a nostalgia do meu querido Atlântico. Tempos bruxelenses...
Mas "Copacabana", segundo o seu realizador, Marc Fitoussi, sempre desejou faze um filme sobre uma personagem única. Babou aparece em quase todas as cenas do filme, o que lhe deu uma maior liberddade na descrição da personagem, não somente nos seus infortúnios, que por vezes são incriveis, mas também nos momentos vazios que ilustram a ociosa melancolia em que ela ocasionalmente escorrega. Uma comédia sobre quesões sociais através do retrato de uma mulher acostumada a viver à margem e que repentinamente se vê confrontada com um ambiente "normal" que lhe é completamente estranho.
Uma experiencia que deveria tranformá-la numa cidadã normal demonstra que ela é, de facto irremediavelmente alérgica ao caminho convencional sendo, irresistivelmente, tentada a caminhar à margem.
Adoro as "Babous"com que me vou cruzando no caminho desta vida percorrida... Filme a não perder quando aparecer por aí....
"Estes são tempos em que a poesia está a desaparecer. Alguns lamentam tal perda e outros alegam, "A poesia merece morrer". Independentemente disso, as pessoas continuam a ler e a escrever poesia. O que significa então escrever poesia quando as perspectivas de futuro parecem sombrias?", comenta o realizador sul coreano Lee Chang-Dong
Mija vive com o seu neto, numa pequena cidade dos subúrbios localizdos ao longo do rio Han. Ela é uma mulher vaidosa, que gosta de usar chapéus e roupas que estão na moda, mas tem também uma personalidade imprevisível e uma mente inquisitiva. O acaso leva-a a frequentr um curso de poesia e pela primeira vez é desafiada a escrever um poema. A sua busca por inspiração poética começa com a observação do quotidiano, que ela nunca tinha notado de uma forma intencional com o fim de nele descobrir o belo. Mas de repente, é confrontada com a realidade nua e crua, muito além da sua imaginação, ela apercebe-se que a vida não é tão bela como supunha... Entretanto surge o Alzheimer...