segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Para começo de semana... Vidas

Paul Klee
"Eu creio, malgrado tudo, na vida generosa que está por aí; creio no amor e na amizade; nas mulheres em geral e na minha em particular; nas árvores ao sol e no canto da juriti; no uísque legítimo e na eficácia da aspirina contra os resfriados comuns. Sou um crente - e por que não o ser? A fé desentope as artérias; a descrença é que dá câncer. Pelo bem que me quereis, amigos meus, não vos deixeis morrer. E amai, amigos meus. Amai em tempo integral, nunca sacrificando ao exercício de outros deveres, este, sagrado, do amor. Amai e bebei uísque: quatro, cinco uísques por dia nunca fizeram mal a ninguém. Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido. Mas sobretudo não morrais, amigos meus." ( de Vinícius de Moraes)

Adoro ler Nelson Atayde no jornal "i", e, sempre que posso," roubo "algo para partilhar ou enviar a alguém amigo mais distraído...
Ou como diria o meu tio Olavo: "A felicidade não é uma estação aonde chegamos, mas uma maneira de viajar."

domingo, 2 de janeiro de 2011

À corja, agradece-se o ano que passou e o que há-de vir...



Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

A Corja, uma publicação De Leal da Câmara. Refere-se aos EUA, mas como" a corja" não tem nação, aproveitei-a.

Matiné dançante. A (o) menina (o) dança?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lentamente , vou deixar-vos, com as entradas no Novo Ano ao sabor dos vossos estados de espírito, mas que desejo de esperança....




APOLO PARA NEPTUNO

Apolo disse a Neptuno:
"Vem ver, beberei o mar!"
Mas este riu importuno
Qual rapaz e, a brincar:
"A terra beberias", retorquiu,
"Se pudesses até à infinidade".
E o poeta a quem o símbolo atingiu,
Entendeu a sua ansiedade.

ALEXANDRE SEARCH (FERNANDO PESSOA)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Última Estação , filme



Christopher Plummer assume o papel de Leo Tolstoy no recente filme “A Última Estação”. Na longa-metragem, o actor retrata os últimos anos da vida do escritor onde as constantes batalhas pelo trabalho e legado são colocadas na linha da frente.

Citações de Tolstoi

Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia.
—Liev Tolstói

Os ricos fazem tudo pelos pobres, menos descer de suas costas.
—Liev Tolstói

Enquanto houver matadouros, haverá campos de guerra.
—Liev Tolstói

Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.
—Liev Tolstói

Em vão, centenas de milhares de homens, amontoados num pequeno espaço,
se esforçavam por desfigurar a terra em que viviam. Em vão, a cobriam de pedras

para que nada pudesse germinar; em vão arrancavam as ervas tenras que pugnavam por irromper; em vão impregnavam o ar de fumaça; em vão escorraçavam os animais e os pássaros - Em vão… Porque até na cidade, a Primavera é Primavera.
—Tolstói, em "Ressurreição"

O homem pode viver 100 anos na cidade sem perceber que já está morto há muito tempo
— Tolstói, em "Sonata a Kreutzer

domingo, 26 de dezembro de 2010

Futuro incerto...


Crianças abandonadas pelas mães em 201o, como se pode ler AQUI, é um mau presságio para 2011...


Com três letrinhas apenas
Se escreve a palavra mãe
É das palavras pequenas
A maior que o mundo tem

Este pequeno verso que eu ensinava às crinças da minha escola e que elas tanto gostavam de "mimar", nunca foi apanágio de todas....

sábado, 25 de dezembro de 2010

Até para o ano...

E... amanhã já é outro dia.
Bom domingo.

Jonas Kaufmann - Cantique de Noël/O Holy Night - Dresden Adventskonzert '08

Natal


Assim estarão todas as crianças no dia de hoje?
Não estão , mas vamos fzer de conta que...
E, com o aproximar do tempo vou-me despedindo deste pintor sueco , Carl Larsson, que durante algum tempo fez as minhas e vossa delicias...
"No Natal que é, lembramos os Natais que foram. E lembramos aqueles que nesses estavam e neste já não estão, porque tudo passa e um nascinemto é sempre promessa de uma morte. Lembramos os Natais que foram, trazendo-os até nós, para que venham com eles os momentos em que , na sombra iluminada da noite, os rostos sorriam e as mãos entregavam as prendas que nos davam contentamentos ou desilusão. Em cada Natal presente há todos os Natais passados: os mais alegres e os mais tristes, os mais frios e os mais quentes, os mais fartos e os mais fracos ( mas no Natal aparece sempre o que, se faltasse, o impedia de ser Natal)."
In Jornal Expresso