sábado, 2 de abril de 2011

Momentos de ouro....




"Eu escolhi as cores em função do seu som do seu próprio barulho"

Assim foi o meu prazer se conhecer Kveta Pacovska que convosco partilho e cujo livro me veio parar às mãos.


LUNDI VERT, MARDI BLEU

MERCREDI ORANGE, JEUDI ROSE,

VENDREDI A LA COLEUR DE LA CANELLE,

SAMEDI EST MARRON ET

DIMANCHE A LES OREILLES JAUNES...

"Eis o que eu imaginava, desde os meus 10 anos, espantada que ninguém conhecesse a côr dos dias.

Concerteza , que segundo o humor, a idade ou o ponto de vista, estas cores podem mudar...

Cabe a vocês olharem-nas agora."

Deliciem-se , e, se puderem comprar para vós , vossos filhos ou netos um livrinho de Kveta , passarão momentos de ouro...

Bom fim de semana... para mim, sempre com vista de mar

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Here Comes the Sun - Nina Simone

Momentos de ouro... e a tarde pôs-se a jeito, a surrealidades...


Pintura de Mário-Henrique Leiria
Porque gostamos de gin-tónico e de Nina Simone e porque não há um gin-tónico sem o segundo, veio-me á memória Mário- Henrique Leiria... (aqui). Imperdível e a rever...

EXAGEROS


O Alfredo atirou o jornal ao chão, irritadíssimo, e virou-se para mim: - Estes jornalistas! Passam a vida a inventar coisas, é o que te digo. Então não afirmam que, no Sardoal, foi encontrado um frango com três pernas! Vê lá tu! É preciso ter descaramento. Ajeitou-se melhor no sofá e, realmente indignado, coçou a tromba com a pata do meio.


CASAMENTO

“Na riqueza e na pobreza, no melhor e no pior, até que a morte vos separe.” Perfeitamente. Sempre cumpri o que assinei. Portanto estrangulei-a e fui-me embora.



.TELEFONEMA

Telefonaram-lhe para casa e perguntaram-lhe se estava em casa. Foi então que deu pelo facto . Realmente tinha morrido havia já dezassete dias. Por vezes as perguntas estúpidas são de extrema utilidade.

in Contos do Gin, Mário - Henrique Leiria

segunda-feira, 28 de março de 2011

Momentos...

Fernando Pessoa, de Mário Botas
O poeta é um fingidor

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.


E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.


E assim nas calhas de roda

Gira a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.


De Fernando Pessoa

Rastrelli Cello Quartett Piazzolla - Oblivion

A minha escolha para os textos de Mário Botas.