segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Só mais uma tragédia grega...
O mito grego de Medéia vem ganhando, desde a antiguidade, várias leituras. Teve versões de Ésquilo, Ovídio e Sêneca, por exemplo. Também originou peças de Corneille e Jean Anouilh, uma ópera de Cherubini e, no Brasil, a peça "Gota d'Água", de Chico Buarque de Holanda e Paulo Pontes. Pasolini escolheu o texto clássico de Eurípides para criar a sua versão, levada à tela pela cantora lírica Maria Callas. Segundo a lenda original, Medéia era uma feiticeira grega que, amante de Jasão, o líder dos argonautas, ajudou-o a conquistar o velocino de ouro e conseqüentemente, reivindicar o reino de Iolcos, na Tessália. Jasão, no entanto, apaixonou-se depois pela filha do rei de Corinto e abandonou Medéia. Enfurecida, a feiticeira mata os três filhos que tivera com Jasão e envia para a rival um manto que se incendeia ao ser vestido por ela, matando-a. "Me limitei a retirar do texto de Eurípides apenas algumas citações... Medéia é o confronto do universo arcaico e clerical com o mundo de Jasão, mundo racional e pragmático. Jasão é o herói atual, que não apenas perdeu o senso metafísico como sequer se questiona sobre isso. A sua procura busca apenas o sucesso. Confrontado à outra civilização, à raça do espírito, Jasão dá início a uma tragédia impressionante", disse Pasolini.
Este filme teve estreia mundial no Antigo Festival de Cinema da Figueira da Foz, em 1969. Foi marcante e inesqucível.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Momentos de ouro...
Diferenças? Muitas...
A primeira imagem é uma natureza morta de Baltazar Gomes Ferreira, pai da nossa querida Josefa d' Óbidos. Sé. XVI.
A segunda imagem, que de morta não tem nada, chegou bem vivinha aqui a casa e fez as delícias de um jantar a preceito. Pela quantidade da teca... outros jantares haverá com o verdadeiro "sapore di sale".
Há pescadores abençoados e que sabem "abensonhar"...
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Símbolos
"La vieillesse
C est la phase descendente de l´existence qui, toutefois, porte aussi en elle la sagesse et l`autorité de celui qui a désormais une longue expérience de la vie."
Por isso, quando os nossos queridos "velhos" se vão... é um livro de cabeceira que nos deixa.
Para si, ERA UMA VEZ...
C est la phase descendente de l´existence qui, toutefois, porte aussi en elle la sagesse et l`autorité de celui qui a désormais une longue expérience de la vie."
Por isso, quando os nossos queridos "velhos" se vão... é um livro de cabeceira que nos deixa.
Para si, ERA UMA VEZ...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A janela dos sonhos está cada vez mais sombria...
A lista do prémio nobel...
Deixem-me partilhar convosco uma lista de desejos que tornaria real o mundo de sonho que gostaria de ver emergir até 2050. Estes são os meus sonhos, mas espero que muitos deles coincidam com os vossos. Tenho a certeza de que gostaria de fazer meus muitos dos sonhos que constituem a vossa lista.
Esta é a minha:
O mundo deixará de ter pobres, pedintes, pessoas sem-abrigo ou crianças de rua. Todos os países terão o seu próprio museu da pobreza.
Deixem-me partilhar convosco uma lista de desejos que tornaria real o mundo de sonho que gostaria de ver emergir até 2050. Estes são os meus sonhos, mas espero que muitos deles coincidam com os vossos. Tenho a certeza de que gostaria de fazer meus muitos dos sonhos que constituem a vossa lista.
Esta é a minha:
O mundo deixará de ter pobres, pedintes, pessoas sem-abrigo ou crianças de rua. Todos os países terão o seu próprio museu da pobreza.
Nos quatro cantos do mundo serão abolidos os passaportes ou os vistos. Todas as pessoas serão verdadeiramente consideradas cidadãs globais e terão o mesmo estatuto.
As guerras terminarão, assim com todos os preparativos de guerra e os poderes militares que travam essas guerras. Deixarão de existir armas nucleares ou quaisquer outras armas de destruição maciça.
Um futuro melhor.
… … …
Tornar os sonhos realidade
Estamos tão absorvidos nos nossos afazeres diários e tão ocupados a gozar a vida que nos esquecemos de olhar pela janela das nossas existências para descobrir aonde nos encontramos nesta nossa jornada e reflectir para onde queremos ir. Assim que descobrirmos onde queremos estar no final, será muito mais fácil lá chegar.
Cada um de nós deverá elaborar uma lista de desejos qe nos permitam reflectir sobre o mundo que gostaríamos de ter quando formos velhos. Depois, deveríamos pendura-la numa das paredes de nossa casa para nos questionarmos sobre se estamos mais perto de chegar ao objectivo final.
Excerto de um texto de Muhammad Yunus, prémio nobel da Paz em 2006
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Leituras... em sossego posta...
Mais nada... Um pouco de sol, um pouco de brisa, umas árvores que emolduram a distância, o desejo de ser feliz, a mágoa de os dias passarem, a ciência sempre incerta e a verdade sempre por descobrir. Mais nada, mais nada... Sim, mais nada....
Nunca amamos alguém. Amamos, tão somente, a ideia a que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.
Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual bscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.
( Fragmentos de Livro do Desassossego)
Olhos que te viram...
Um ex-libris da cidade de Lisboa que encerra hoje as suas portas... Nunca mais aqui entrarei com a mesma facilidade com que o faço para visitar um museu que era o que acontecia com a Ourivesaria Aliança. Ouvi dizer que um condomínio vai nascer por aqui...
Ainda há pouco tempo a visitei para que a memória não se não se me apagasse.
Vejam aqui as belas lojas da cidade, retanham-nas, pois pode vir a ser sol de pouca dor.
Depois de ter feito este post li este artigo na Visão.
Conversas à hora do chá...
Conversas à hora do chá. Falávamos do dia de namorados. A senhora minha mãe repetiu-se, como sempre, sobre "os amores" e os "desamores". Eu de prazeres e dores. E ela rematou:
- Não há amor como o primeiro, enquanto não vem o segundo ou o terceiro...
E, às vezes assim é....
Conde Castro Guimarãe, Cascais ,,Bule do acervo do Museu
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