terça-feira, 11 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
Memórias da Figueira...
Hoje, no Centro de Artes da Figueira da Foz, uma viagem ao passado com um pé no presente...
Bacalhoeiros na doca pesca da Figueira, 1938, quando ainda eram pretos. Durante a guerra acordou-se que fossem brancos para não serem abatidos por se confundirem com os submarinos.
Seca de bacalhau nos anos 30.
O Primeiro bacalhoeiro desta série data de 1898.
"O presente recicla sempre tudo o que está atrás", acaba de o dizer Eduardo Lourenço na RTP2
sábado, 8 de dezembro de 2012
Bom fim de semana...
A norte, neva... Ao centro e sul um um doce quente/frio, num país em que o sol pode a.judar a retemperar a almas.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Mitos...EUROPA era uma princesa fenícia.... e...
| O rapto de Europa, de Ticiano Vecellio (1559-1562) |

Seu nome pode ser interpretado em grego como "rosto largo", referindo-se à lua como uma antiga deusa lunar,mas esta pode ser uma etimologia popular: Ernest Klein sugere uma origem semítica no acadiano erebu "pôr-se" (em referência ao sol), ou seja, "Ocidente".
O MITO, AQUI
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
As Curvas de Niemeyer..... "A gente não pode parar de sonhar, senão as coisas não acontecem"....
"Porquê tanto ódio se a vida é um sopro".... Disse o arquiteto visionário Oscar Niemeyer
que ontem deixou este mundo e o seu, pleno de curvas.
104 anos. Será de lamentar ou de festejar tão grande e rica longevidade?
Lembro que aos 23 anos vi partir uma avó que tinha 103 anos.
Filhos e netos não choravam . Havia um sorriso entre todos que na altura me impressionou.
Até que alguém disse . "estamos a festejar e não a lamentar"....
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
O teatro e a vida que se foi... Joaquim Benite
Pirandello
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
A Barbearia do Senhor Luís e o concurso de Natal de 2012..,
Como o tempo passa depressa...
Ainda há um ano estávamos a cumprir o ritual que o Senhor Luís da Barbearia (ver aqui) impôs à nossa criatividade
e.... felizmente cá estamos de novo para satisfazer o bichinho da criatividade e o desejo de ser premiado.
Sim, porque ninguém pode dizer que não sonha ou sonhou com os seus 5 minutos de glória...
A minha fundamentação para o tema deste ano , "a estrela do presépio", é que a dita ilumine os espíritos bacocos desta Europa sem luz nem cor e que faça retornar logo que possível os jovens do nosso.. descontentamento...
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Boa semana....
TUA ESPIA
Sou tua espia
Sou tua neta
Tua vigia
Sou tua asa
Sou tua guia
Tua passagem
Crio-te a fresta
Abro-te a porta
Teço-te a aura
Poema de Maria Teresa Horta,
in, as escolhas de Mário Silva, na sua Torre de Babel
domingo, 2 de dezembro de 2012
Estado de choque... Afinal acabou mesmo a Câmara Clara...
"Já"
já tentaste praticar o bem
fazendo o mal?
já tentaste praticar o mal
fazendo o bem?
já tentaste praticar o mal
fazendo mal?
já tentaste praticar o bem
não fazendo nada?
já tentaste praticar o mal
fazendo tudo?
já tentaste praticar tudo
não fazendo nada?
e o contrário, já tentaste?
já?
seja qual for a tua resposta,
não sei o que te diga.
De Alberto Pimenta, no Expresso de 1/12/2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
1º de dezembro, frio, memórias de infância e a poesia de Augusto Gil
Balada de Neve
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caíado azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturaisduns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
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