terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Um ano que acaba. Amanhã acordem como vos der mais jeito, com ou sem rituais cumpridos...
Vivo retirado do mundo
Desfrutando o silêncio da solidão
Corro o ferrolho da minha porta
E tapo a minha janela com raízes e fetos.
O meu espírito vibra com a primavera:
No fim do ano trago o outono no coração.
Assim, imitando os movimentos cósmicos
A minha choupana converte-se num universo.
poesia de Lu Yun
De revista EGOÍSTA DE DEZEMBRO. Uma compra à vossa consideração para o Novo Ano...
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
domingo, 29 de dezembro de 2013
Decrescendo...
" Esperando", de Federico Zandomeneghi, 1891
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade.Poema a Mãe
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade.Poema a Mãe
sábado, 28 de dezembro de 2013
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Quase fim de ano de 2013....
Trabalho de Norman Rockwell, 1944
Se Deus quiser hei-de morrer
com tudo feito e por fazer.
Rui de Carvalho, Diário
Se Deus quiser hei-de morrer
com tudo feito e por fazer.
Rui de Carvalho, Diário
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Festas ou momentos felizes. Até para o ano de 2014... Não se vão embora que eu apareço...
Trabalhos de Carl Larson, 1885, em Estocolmo. Nesta época do ano é com ele que gosto de vos desejar o melhor.
Até para o ano de 2014. Dele, teremos muito que falar...
domingo, 22 de dezembro de 2013
Ainda o mar... mas mais calmo...
Ainda a propósito de coisas do mar, quando o meu filho era pequeno e sentido os perigos "da besta", dizia-me:- Ó mãe, eu quero um mar pequenino , só para mim, para eu brincar...
Fotografia de Pedro Cruz
Pintura de Carl Larson, pintor sueco, 1885
Fotografia de Pedro Cruz
Pintura de Carl Larson, pintor sueco, 1885
"festas" trágico-marítimas ou suicídios coletivos? (continuação do post anterior)
Fotografias de João Viana
No post anterior falei-vos do pequeno veleiro que saiu ontem à revelia da barra do porto da Figueira da Foz, que estava encerrada. Felizmente o barco foi devidamente identificado.
João Viana, o fotógrafo das tragédias trágico- marítimas e dos mais lindos entardeceres, onde nem sempre "a calma é serenidade", enviou-me atempadamente as fotos que podem mais uma vez justificar o "suicídio" de mais um grupo de pessoas , com podem mais uma vez ver (AQUI).
Perdoem-me, mas de momento lamento os que têm por trabalho procurar quem se recreia na intempérie. Os jogos náuticos , são estivais.
*** ACABO DE OUVIR QUE ERAM AMIGOS QUE SE RECREAVAM, PESCANDO.
NÃO INVALIDA O QUE PENSO
sábado, 21 de dezembro de 2013
Uma sequência sem lógica, mas...
Há uma certa incoerência deste post com o anterior, mas esta "casa" foi feita para n
ão ter sentido, mas de quando em quando algum propósito.
Hoje o propósito, tem a ver com o ontem. O Mar. De vagas e vagalhões...
A incoerência, o desrespeito pela própria vida e da vida dos outros... Os outros, esses que têm que os encontrar mais mortos do que vivos.
Este molhe é muito largo, mas as ondas monstruosas... Passam de um lado ao outro. E, mesmo assim, à revelia da lei e do perigo mortal, eles , os doidos, os "Kamicazes" da vida, lá vão pensando que passam entre os "salpicos" das ondas.
Ao mesmo tempo, saía um pequeno veleiro, de barra fechada, perseguidos pela PM, mas em vão, estes não podem sair a barra. Tenho esperança que o João Viana me mande essa fotografia, terrivel, dantesca, para convosco partilhar.
Esta imagem explica, muitas mortes estúpidas, tais como as dos 6 jovens desaparecidos no Meco.
ão ter sentido, mas de quando em quando algum propósito.
Hoje o propósito, tem a ver com o ontem. O Mar. De vagas e vagalhões...
A incoerência, o desrespeito pela própria vida e da vida dos outros... Os outros, esses que têm que os encontrar mais mortos do que vivos.
Este molhe é muito largo, mas as ondas monstruosas... Passam de um lado ao outro. E, mesmo assim, à revelia da lei e do perigo mortal, eles , os doidos, os "Kamicazes" da vida, lá vão pensando que passam entre os "salpicos" das ondas.
Ao mesmo tempo, saía um pequeno veleiro, de barra fechada, perseguidos pela PM, mas em vão, estes não podem sair a barra. Tenho esperança que o João Viana me mande essa fotografia, terrivel, dantesca, para convosco partilhar.
Esta imagem explica, muitas mortes estúpidas, tais como as dos 6 jovens desaparecidos no Meco.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Encontros entre a Natureza e o Homem.... Leituras breves, olhares profundos
Uma natureza morta com doces e barros, de Josefa d' Óbidos (1676), posicionam-se evidentemente do lado da exaltação da comida e da culinária como encontro entre a Natureza e o Homem.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Angústia... uma palavra que nos vai acompanhar neste findar de ano.... para o próximo, encontraremos outro adjetivo
"Angustia" de Paul Klee
Esta Velha AngústiaEsta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.
Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.
Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicômio sem manicômio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos.
Estou assim...
Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.
Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,
Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?
Estala, coração de vidro pintado!
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pesso
a
Esta Velha AngústiaEsta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.
Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.
Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicômio sem manicômio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos.
Estou assim...
Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.
Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,
Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?
Estala, coração de vidro pintado!
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pesso
a
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
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