sexta-feira, 2 de maio de 2014

Olhares de leituras breves...

                                                                                         Espelhos, de João Concha

Só tu
Sabes sorrir 
Na vertical.

Jorge Sousa Braga

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Um clube com história, a Naval 1º de Maio


Não aprecio futebol... , Mas gosto da história dos clubes da minha terra.
Sempre fui de alma e coração ginasista (GCF) mas sorrio com as vitórias da Naval e gosto de dar a conhecer a sua história. (AQUI) e( AQUI)
Era tradição acordar bem cedo, mandavam as mães, não fosse o Maio entrar por um "sítio" menos próprio...
E, pelas ruas, começavam as bandas musicais e o famoso Rancho das Cantarinhas de Buarcos, a cantar e a dançar e os foguetes a rebentar.
Como dormir?

quarta-feira, 30 de abril de 2014

leituras breves...



TODA A BELEZA SE HÁ-DE CUMPRIR


"mas quando se juntam à roda da mesa
na vaga euforia que a hora consente,
já quase acreditam que podem voltar
à pequena praça, à luz entrevista de um
quarto de hotel, onde a noite é nova
e toda a beleza se há-de cumprir."

-"Oráculos de Cabeceira"
- Rui Pires de Cabral 


(via fb, Sr. Teste)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

dou-te um verso...

Félix Vallotton, The Lake in the Bois de Boulogne, 1921


Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.

De Nuno Júdice

domingo, 27 de abril de 2014

Vasco Graça Moura (1942-2014), o poeta, o intelectual... *


Soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção 
que escrevo para ti. quando eu morrer 
fica junto de mim, não queiras ver 
as aves pardas do anoitecer 
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.


Vasco Graça Moura

* Do que eu não gostava, ele saberia porquê...

(imagem cujo autor perdi )

Poema retirado do mural de Manuel Monteiro via FB

quinta-feira, 24 de abril de 2014

...de 24 para 25 de Abril de ... Aconteceu

                        
  Em certo sentido, toda a “revolução” começa a envelhecer no dia do seu próprio nascimento; daí, também, que o a sua simultânea dimensão épica, utópica e trágica, faceta bem sintetizada na lição que mostra – pelo menos desde a Revolução Francesa – que todas elas, mesmo quando vitoriosas, tarde ou cedo acabam por devorar os seus próprios filhos.

(Extraído de Fernando Catroga, Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da história, Coimbra, Almedina, 2009, 

terça-feira, 22 de abril de 2014

procurando um outro tempo...

 Remexo nos jornais encadernados desde o no 1 , de junho de 1966, o MAR ALTO, até 1971, uma criação que acompanhei com carinho e muita curiosidade e do melhor que se fazia em jornalimo,  na região, a minha Figueira... Há muito que os não visitava, adormecidos estavam . 
Vergonha tenho de os pedir a minha Mãe. São um património que lhe pertence...
Não vou ficar por aqui, mas hoje deixo este poema inédito de AP, saído na página juvenil do jornal que era dirigida por José Matos-Cruz e a imagem de dois figueirenses, de um nº de Abril de 1970. João de Barros, pedagogo e o grande filósofo e pensador , Professor Doutor Joaquim de Carvalho. (aqui)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A magia de Gabo... Eternamente grata

Fui feliz com Gabo.... Na adolescência e na meia idade.... E QUEM SABE SE NA VELHICE? 


Coisas do amor....
Um romance grandioso que representa um hino ao amor, o amor que não conhece qualquer tipo de fronteiras e rancores, o amor que é eterno ainda que os seus protagonistas enveredem por caminhos aparentemente irreconciliáveis e sem possibilidade de reencontro, o amor que, passada a fase ingénua de grandes tiradas românticas de jovens imberbes, se consolida num distanciamento à vivência quotidiana que, apesar de todas as emoções vividas, ou talvez mesmo por isso, se destila num diamante ainda mais puro que faz com que os amantes acabem por vir a viver, de facto, o maior de todos os amores quando estão já às portas da morte, numa loucura adolescente à sombra da fétida cidade onde os amores vulgares se concretizam no imediato de vidas também vulgares que se cumprem e esgotam de forma estéril e que rapidamente matam as suas ilusões.

PEQUENA SINOPSE DE "AMORES EM TEMPOS DE CÓLERA" ,  Gabriel Garcia Marques


AUTOR: JOSE TOBIAS HINOJOSA, 

Pintura de 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

uma certa alegria nas cores da vida... são papoilas que me lembram cravos...

Tusinski, Karen - Poppies Against Blue.

40 anos passados ... outros políticos regurgitam por aí....

                                                 Salazar regurgita 

Salazar a vomitar a pátria, de Paula Rego.Falemos de vómito. Na ditadura, Paula Rego pintou Salazar vomitando a Pátria. No presente quadro, sentimos vontade de vomitar os restos ou as regurgitações do salazarismo e dos Novos Secretariados da Propaganda. Ler, ver e ouvir o mesmo ou o idêntico começa a causar um fastio de morte, estilonausée sartreana, mal du pays. Estão a tornar-se impróprios para alimento humano os noticiários e os comentários padronizados, os entretenimentos primários, os atentados à Pátria de Pessoa. Os chefsdesta ementa são recrutados pelo bureau económico-político. Compete-lhes manter a pax mediática. Há que reconhecer: têm tido êxito a fabricar dependentes do rendimento cultural mínimo e do rendimento eleitoral máximo. No entanto, até entre os fidelizados, corre uma percepção de enfado: dizem sempre o mesmo, dão sempre a mesma coisa. As manifestações de enjoo são idênticas às dirigidas aos parceiros do poder central: são todos iguais. Daí até o grosso dos consumidores se consciencializar da sua condição (antropológica, histórica, social, classista) vai uma persistente didáctica. Que dificilmente se ministrará sem uma ruptura de modelo. 

Excerto de Pátria, lugar de exílio, de César Principe