O que me apetece quase todos os dias, mas hoje em particular...
Mimo.
(um símbolo da maternidade... , contudo, aqui ao meu lado, tenho uma colher de pau para enxotar os pombos que teimam em fazer ninho na minha varanda. )
domingo, 3 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
1º de Maio ou o "Moving Day"
Em Portugal e em outros países, a data escolhida para o dia internacional dos trabalhadores foi, desde logo, associada aos ritos de Primavera. Não admira. A articulação entre a regeneração da natureza e os desejos de regeneração social teria estado na génese da festa cívica moderna. De facto, por mero acaso ou não, já anteriormente o primeiro dia de Maio tinha sido palco de acções populares. E Mona Ozouf demonstrou que a festa da árvore da liberdade, que irrompeu nos inícios da Revolução Francesa, entroncava numa das tradições das "maias" camponesas, embora, na sua nova expressão, o rito constituísse um gesto simbólico de insurreição e de surgimento de um tempo novo. Por sua vez, no Estado de Nova Iorque, o 1º de Maio coincidia com o Moving Day, dia da renovação de alugueres e de contratos de toda a espécie, o que contribuía para a existência de um clima de transformação na sociedade.
Algo de parecido acontecia em Portugal. No Alentejo, os inícios daquele mês era o período das alterações e renovações dos contratos de arrendamento ou da sua quebra; em Lisboa, o do tempo do pagamento das rendas (o outro era Novembro), e o das mudanças nos preços e de domicílio. Em suma, na Primavera, a natureza predisporia os espíritos para aderirem a atitudes de renascimento, rebeldia e optimismo.
Fernando Catroga, O Céu da Memória. Cemitério romântico e culto cívico dos mortos em Portugal (1756-1911), Minerva, Coimbra, 1999, p. 249.
O que Joana Bernardes colocou no mural de A TEXTOS E PRETEXTOS DE FERNANDO CATROGA, no FB.
Algo de parecido acontecia em Portugal. No Alentejo, os inícios daquele mês era o período das alterações e renovações dos contratos de arrendamento ou da sua quebra; em Lisboa, o do tempo do pagamento das rendas (o outro era Novembro), e o das mudanças nos preços e de domicílio. Em suma, na Primavera, a natureza predisporia os espíritos para aderirem a atitudes de renascimento, rebeldia e optimismo.
Fernando Catroga, O Céu da Memória. Cemitério romântico e culto cívico dos mortos em Portugal (1756-1911), Minerva, Coimbra, 1999, p. 249.
O que Joana Bernardes colocou no mural de A TEXTOS E PRETEXTOS DE FERNANDO CATROGA, no FB.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Um outro olhar ao vivo e a cores...
Exposicão de Arte contemporânea na Coleção de Sindika Dokolo, Galeria Municipal do Porto, Palácio de Cristal.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
Felizes o que já nasceram em Liberdade. 25 de Abril , sempre.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Frederick William Flower, entre 1849-1859, negativo de um lugar “habitado” por pinheiros mansos, em Coimbrões, Vila Nova de Gaia: a qualidade artesanal da técnica, antecessora do processo fotográfico convencional, oferece um tom sinistro, irreal, nocturno.
Para breve , no Museu do Chiado. AQUI
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Neste dia Mundial do Livro
"Livro, quando te fecho, abro a vida"
Pablo Neruda
Fotografia do Almanaque, de Rogério Gonçalves Costa, SEM T´TULO
terça-feira, 21 de abril de 2015
um buraco, é sempre um buraco....
e, muitas vezes sem saída...
Houve tempo em que nos amores e nas paixões, se falava de forma espectacular. Com baba e ranho. Dava-se tudo. Saíamos rasgados de pele e coração. Valia sempre a pena, mesmo quando perdíamos o chão.
Os erros, as faltas, as vertigens, o pé à beira do abismo existiam para nos lembrarmos de que somos humanos. a regra era cair e levantar, prontos para outra depois de lutos intensos, sofridos, partilhados. Agora tudo isso existe sob a forma de prevenção. Para nos lembrarmos do que não devemos fazer, dos riscos que não devemos correr, contra o vírus da solidão.
Fomos ficando higienizados. Da alma à cama. Uma espécie de "se conduzir não beba" para evitar os males do coração. Como se pudéssemos dizer "se amar não se magoe".
Com o passar dos anos , aprendemos a contornar os sintomas a bem da decência, da pose, da anestesia geral ou local, conforme as necessidades. O importante é não dar parte de fracos.
O ciúme é uma coisa moderna, para ser compreendida.
A discussão acalorada está fora de moda.
A vingança é um prato que se não serve frio nem quente nas relações mais conceituadas. É coisa do povo, ementa de vidas de tasco, entre um tiro de caçadeira e um facalhão de meter respeito.
O civismo entrou definitivamente na nossa intimidade (?) para amansar os corpos, os gestos , as palavras. A postura é um fato pronto-a-vestir que usamos para entrar e sair das relações. Talvez até já nem se rasguem roupas quando chega a hora. O sentimento não ferve, a aprendizagem das loucuras que fizemos é renegada e a história do que fomos não tem disco duro porque a caixa de mensagens é mais prática e descartável. De resto. já não há cartas para guardar porque ninguém as escreve. Quem as leria, de resto, se tivessem mais de 140 caracteres?
Como num poema de Eugénio, já não há nada que nos peça água. E estamos como ela: insípidos, inodoros e incolores. Leves. Capazes de ir do tudo ao nada sem efusão de sangue. Deve andar a escapar-nos o momento em que deixamos de olhar a vida nos olhos e a desregrada infinidade de coisas que vinha junto com ela.
Houve tempo em que nos amores e nas paixões, se falava de forma espectacular. Com baba e ranho. Dava-se tudo. Saíamos rasgados de pele e coração. Valia sempre a pena, mesmo quando perdíamos o chão.
Os erros, as faltas, as vertigens, o pé à beira do abismo existiam para nos lembrarmos de que somos humanos. a regra era cair e levantar, prontos para outra depois de lutos intensos, sofridos, partilhados. Agora tudo isso existe sob a forma de prevenção. Para nos lembrarmos do que não devemos fazer, dos riscos que não devemos correr, contra o vírus da solidão.
Fomos ficando higienizados. Da alma à cama. Uma espécie de "se conduzir não beba" para evitar os males do coração. Como se pudéssemos dizer "se amar não se magoe".
Com o passar dos anos , aprendemos a contornar os sintomas a bem da decência, da pose, da anestesia geral ou local, conforme as necessidades. O importante é não dar parte de fracos.
O ciúme é uma coisa moderna, para ser compreendida.
A discussão acalorada está fora de moda.
A vingança é um prato que se não serve frio nem quente nas relações mais conceituadas. É coisa do povo, ementa de vidas de tasco, entre um tiro de caçadeira e um facalhão de meter respeito.
O civismo entrou definitivamente na nossa intimidade (?) para amansar os corpos, os gestos , as palavras. A postura é um fato pronto-a-vestir que usamos para entrar e sair das relações. Talvez até já nem se rasguem roupas quando chega a hora. O sentimento não ferve, a aprendizagem das loucuras que fizemos é renegada e a história do que fomos não tem disco duro porque a caixa de mensagens é mais prática e descartável. De resto. já não há cartas para guardar porque ninguém as escreve. Quem as leria, de resto, se tivessem mais de 140 caracteres?
Como num poema de Eugénio, já não há nada que nos peça água. E estamos como ela: insípidos, inodoros e incolores. Leves. Capazes de ir do tudo ao nada sem efusão de sangue. Deve andar a escapar-nos o momento em que deixamos de olhar a vida nos olhos e a desregrada infinidade de coisas que vinha junto com ela.
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