domingo, 8 de novembro de 2015

Momentos de ouro...



Nelson Mota
De Óbidos , depois de um encontro feliz com Nelson Mota, um letrista e não só, da música brasileira, eis que o CD atravessou do Atlântico Sul para o do Norte. 
Momentos de ouro.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

"cogumelar", pode ser um verbo, não?

Não é só MEC que inventa verbos , como "cadilhar", "entaveirar"," triturar", mas pode -nos levar , por imitação , para ler sobre o outono e cogumelos, a criar  a verborreica palavra , "cogumelar". AQUI

(IMAGEM COPIADA HÁ TEMPOS DO fb, MAS NÃO LEMBRO A ORIGEM, MAS PENSO QUE SÃO COGUMELOS NA REGIÃO DA SERRA DA ESTRELA. QUE ME DESCULPE O SEU AUTOR POR TER ESQUECIDO A PROVENIÊNCIA)

"insustentável leveza do ser", memórias

Departure, 1879, de Henry Bacon


"Os amores são como os impérios: desaparecendo a idéia sobre a qual foram construídos, morrem junto com ela."

Milan Kundera, em a Insustentável Leveza do ser

terça-feira, 3 de novembro de 2015

é uma frase batida, mas...

Vincent Van Gogh

“A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo” Victor Hugo (1802-1885), poeta, dramaturgo e político francês
(escrito na pedra, jornal Público)
Mas, a vida não é "en rose".

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

domingo, 1 de novembro de 2015

Poema de Finados

Óleo de Vincent Van gog
POEMA DE FINADOS

Amanhã que é dia dos mortos
Vai ao cemitério. Vai
E procura entre as sepulturas
A sepultura de meu pai.

Leva três rosas bem bonitas.
Ajoelha e reza uma oração.
Não pelo pai, mas pelo filho:
O filho tem mais precisão.

O que resta de mim na vida
É a amargura do que sofri.
Pois nada quero, nada espero.
E em verdade estou morto ali.

© MANUEL BANDEIRA
In Libertinagem, 1930 

sábado, 31 de outubro de 2015

porque não gosto de bruxas....


As Fadas
...

Quem as ofende cautela! 
A mais risonha, a mais bela, 
Torna-se logo tão má, 
Tão cruel, tão vingativa! 
É inimiga agressiva, 
É serpente que ali está! 

E têm vinganças terríveis! 
Semeiam coisas horríveis, 
Que nascem logo no chão… 
Línguas de fogo, que estalam! 
Sapos com asas, que falam! 
Um anão preto! um dragão! 

Ou deitam sortes na gente… 
O nariz faz-se serpente, 
A dar pulos, a crescer… 

É-se morcego ou veado… 
E anda-se assim encantado, 
Enquanto a fada quiser! 

Por isso quem por estradas 
For, de noite, e vir as fadas 
Nos altos, mirando o céu, 
Deve com jeito falar-lhes, 
Muito cortês e tirar-lhes 
Até ao chão o chapéu. 

Porque a fortuna da gente 
Está às vezes somente 
Numa palavra que diz. 
Por uma palavra, engraça 
Uma fada com quem passa 
E torna-o logo feliz. 

... 

Sempre gostei muito deste poema de Antero de Quental  com o qual fiz algumas crianças felizes,  e eu própria,  quando o lia para mim mesma. Porque não gosto de bruxas nem de atos parecidos com "bruxarias", deixo-vos aqui na integra o poema,  AS FADAS

(imagem tirada do jornal Expresso de hoje)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

formas de olhar..

    
Em tempo de muros há outras barreiras que nos dão alguma visibilidade do que nos parece invisível.
Espreitar, não é pecar. Pecar, é devassar o que se espreita. E, como o "coiso", fora de questão o arrependimento. Porque estão sempre certos e nunca se enganam.
Vida.