há bocas
há infernos
há bocas infernais
há bocas corporais
que se podem tornar celestiais
à noite rezam um padre nosso,
uma avé-maria, seguida de uma salvé rainha
ajoelham-se, benzem-se, pedem perdão
e vivem no reino dos céus
AMC (anamar)
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
domingo, 3 de janeiro de 2016
sábado, 2 de janeiro de 2016
Misturas finas e coisas que só vistas...
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Uma receita de Ano Novo... Bom Ano de 2016
Uma receita de Ano Novo dada pelo poeta Carlos Drummond de Andrade
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Dezembro/1997.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Laurie Anderson, filme
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
domingo, 27 de dezembro de 2015
porque hoje é domingo...
Pintura de Carl Larsson, 1904
"Haverá um acordar", diz Mário Cesariny
Eu acrescento, ás vezes pode ser tarde de mais. Por isso , não esqueças o despertador da da vida, a idade.
"Haverá um acordar", diz Mário Cesariny
Eu acrescento, ás vezes pode ser tarde de mais. Por isso , não esqueças o despertador da da vida, a idade.
sábado, 26 de dezembro de 2015
Sampaio da Nóvoa, a Presidente
DEBATES TELEVISIVOS EM QUE PARTICIPA SAMPAIO DA NÓVOA
1 de janeiro
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RTP
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Sampaio da Nóvoa – Marisa Matias
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2 de janeiro
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RTP
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Sampaio da Nóvoa – Henrique Neto
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4 de janeiro
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TVI
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Sampaio da Nóvoa – Edgar Silva
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5 de janeiro
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TVI
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Sampaio da Nóvoa – Paulo Morais
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7 de janeiro
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SIC
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Sampaio da Nóvoa – Marcelo Rebelo de Sousa
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9 de janeiro
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TVI
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Sampaio da Nóvoa – Maria de Belém
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Nota – Ainda não é conhecido o horário dos debates, mas supõe-se que seja depois dos telejornais
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Hoje dou-te um verso. Amanhã, logo se vê...
Natal. Eis que uma paz, que ao certo é doutra vida,
Abranda toda a terra empedernida,
E é cada mesa em festa uma igrejinha acesa...
Abre hoje o coração - portal que se franqueia.
São todos teus irmãos: até os da cadeia,
As que andam na má sina e os que não têm ceia...
José Régio, Toada do Natal
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
domingo, 20 de dezembro de 2015
Espanha , eleições, e, eu por arrasto...
"Há coisas encerradas dentro dos muros que, se saíssem de repente para a rua e gritassem, encheriam o mundo"
Frederico García Lorca
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
bom fim de semana
Dez dias, dez dias sem nos vermos. O tempo de atravessar o Atlântico, ver novas caras e novos corações e regressar. Assim foi com o meu angélico neto Gabriel. (9 M).
Reencontramo-nos ontem , no seu quartinho, após uma boa sesta. Estávamos sós.
Se eu tivesse desaparecido, o Gabriel nunca mais se lembraria que esta vovó tinha existido. Mas... , aquele sorriso, imenso, envergonhado, parecia..., o encostar da sua cabeça no meu ombro e pescoço, como a relembrar cheiros , textura da pele, ora para a esquerda ora para a direita, sempre num esgar de olhos postos nos meus, fez-me saber que o meu "pequenito" já sabe bem quem eu sou. Ainda sinto o calor da sua boquinha no meu colo desnudo.
O perfume, vou mantê-lo, "AMOUR, AMOUR". Os amores vão, quando têm que ir, mas o perfume fica, e, o Gabriel também.
Reencontramo-nos ontem , no seu quartinho, após uma boa sesta. Estávamos sós.
Se eu tivesse desaparecido, o Gabriel nunca mais se lembraria que esta vovó tinha existido. Mas... , aquele sorriso, imenso, envergonhado, parecia..., o encostar da sua cabeça no meu ombro e pescoço, como a relembrar cheiros , textura da pele, ora para a esquerda ora para a direita, sempre num esgar de olhos postos nos meus, fez-me saber que o meu "pequenito" já sabe bem quem eu sou. Ainda sinto o calor da sua boquinha no meu colo desnudo.
O perfume, vou mantê-lo, "AMOUR, AMOUR". Os amores vão, quando têm que ir, mas o perfume fica, e, o Gabriel também.
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