segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Olhares

Visitei mosteiros,  igrejas, mas esta foi a única  revelação a que de verdade assisti.  Aconteceu  em Santa  Luzia, Viana do Castelo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Pensando a República, hoje, dia em que a comemoramos

VIRTUDE REPUBLICANA
Cícero (108 a.C. – 62 a.C), no seu Tratado da República, ensinou que um cidadão, para ser virtuoso, teria de cultivar “a justiça e a piedade, que deve ser grande para com os parentes e aderentes, maior ainda deve ser para com a pátria”, nível supremo que se exprimia como serviço (officium) e como preocupação (cultus) pela coisa pública, um género de pietas e de “caritas rei publicae” (Tito Lívio) que não podia ser confundido com a cupidez e com o propósito de se possuir, egoisticamente, o objeto amado. O que ajuda a explicar por que é que, para além da ideia territorial e circunscrita de “pátria” (a “terra dos pais”), a de “pátria comum” reivindicava, antes de tudo, uma justificação ético-cívica sobredeterminadora da Lei e do Direito. Daí que a virtude (virtus) republicana apontasse para um ideal que só estaria realizado quando, no indivíduo, se fundisse a teoria com a prática. Como lembrava o mesmo Cícero (e mais tarde, Maquiavel, com o seu conceito de virtù), não bastava ser “detentor da virtude”, como se “de uma técnica qualquer” se tratasse. É que ela “reside toda na aplicação”, ou melhor ainda, é a governação do Estado (civitas) e a execução, por ações, e não por palavras, “daqueles mesmos princípios que se murmuraram pelos cantos”. Destarte, um homem virtuoso por excelência nunca será o que se mantém “à margem de toda a atividade pública”, como se somente fosse um credor da sociedade, mas será aquele que, sentindo-se igualmente devedor, se mostra disponível para servir a pátria, tornando a cidadania sinónima de empenhamento nos negócios comuns.
Fernando Catroga, Ensaio Respublicano, 

(imagem tirada daqui  )

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Boa semana e outono a vosso gosto. O meu, vai agora para Roth e para o outono também

“Compreender as pessoas não tem nada que ver com a vida. O não as compreender é que é a vida”, escreve Nathan Zuckerman, alter ego de Philip Roth

Jornal Público de ontem




Gosto de estar no meu Mar à Vista mas via pc.... 
É deste porto de abrigo que visito outros "cais" de onde tenho andado arredada.
Depois de muitas" tropelias ", despesas e simpatia do meu técnico, volto ao Windows 7, depois do abominável 10 me ter deixado um pouco a paciência em água....

E agora vou dormir , mas sem antes continuar a ler o apaixonante livro de P. Roth,  A MANCHA HUMANA.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

hora do lobo...


alguém lhes puxou a máscara e ficaram a nu... vida...

"The Lovers", René Magritte

Para ver em Paris no Centro Pompidou  , exposição retrospetiva. 
Ia formosa e pouco segura.... 
Tão cega e de amores,  que a calçada portuguesa a atraiçoou .
Aconteceu, há 3 anos. 
Nada que não esteja em vias de correcão. A calçada,  com certeza...

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

o tributo a José Rodrigues, escultor, gravador e tudo o mais que ele quisesse ....



Li algures, a propósito da sua partida e da sua compulsão pelo desenho e pintura, que gostaria que dos seus dedos jorrassem pingos de tinta , uma cor para cada dedo , para permanentemente poder pintar. 
Há muito anos José Rodrigues fazia parte do meu modo de também de viver a vida através da arte e pela arte..
Por devoção conjugal  para com um artista plástico, Vila Nova de Cerveira e a sua Bienal, passaram a ser uma "romaria" minhota à qual não se podia faltar. Até porque o meu ex  cônjuge aí estava normalmente representado.
A vida deu outras voltas.
Há uns largos anos, talvez no inicio da Festa do Avante na Atalaia, anos 80, numa das suas bienais de pintura enamorei-me de uma gravura de José Rodrigues. Tiro e queda. Três contos e quinhentos escudos. Era caro para mim, mas faria um esforço.Só que não havia Multibanco na época, nem se andava com tanto dinheiro. Contudo, com toda a simpatia, o setor responsável,  DORN do Porto, prontificou-se a enviar-ma por correio e à cobrança . 
Uma espera em vão, e um certo desacreditar no sistema do partido que para mim não podia falhar pelo hábito da boa organização.
Soube mais tarde por voz amiga que as coisas lá pelo Norte não estavam na melhor forma de gestão...
Penosa fiquei.~
Há quatro anos, voltei a Cerveira. Sorte . Retrospectiva do trabalho de José Rodrigues.
Para o mês que vem vou lá de novo. 
Memórias avivadas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

"habemos"pc - bom fim de semana -

Chaste Suzanne

     Date: 1922
     Style: Intimism

Façam de conta que eu sou a casta Suz(anne) e que tenho uma coisa para vos contar.
Já tenho pc, logo, mais tempo e outros meios de visitar os amigos. Também vos digo, que menos dinheiro no bolso tenho também...
Poderia dizer, que quem se mete com PCs....  Mas seria mal interpretada...
Prefiro dizer : - não tenho revisões de carro, nem pneus para mudar. Tenho outra espécie de manutenção.
Vida. Como diz o meu amigo João. mas o João Luís Oliva...

terça-feira, 6 de setembro de 2016

"Florence", cantora" lírica" americana, que era rica, versus a cantora "lírica" portuguesa e pobre, Natália Andrade

Natália Andrade, cantora lírica
Ontem fui com uma amiga ver o filme "Florence", que aconselho vivamente, onde Meryl Streep tem um magistral e difícil papel . Só mesmo de uma grande, grande atriz.
 Como não tinha lido nada sobre o filme , não sabia que correspondia a uma história verdadeira.

Foi então que a amiga Zé, que trabalhou na rádio e RTP, me falou na "Florence" portuguesa , ou seja Nátália Andrade, que também me era desconhecida. Com uma diferença, a americana era muito rica e Natália, remediadissima... Andou anos a juntar os tostões para editar o seu próprio vinil.
Fiz pesquisas e deixo-vos aqui o link do jornal Público de 2010 , com a história de vida de Natália Andrade. Daria um outro filme.
Quanto ao filme em exibição, não percam.


Uma crítica musical descreveu-a na juventude como "uma autêntica vocação lírica, a quem podem estar reservados grandes triunfos", mas só conseguiu gravar na meia-idade. Dedicou a vida a tentar ser uma musa do bel-canto, mas não passou de uma diva iludida. Acabou por alcançar uma espécie de êxito póstumo: tem uma legião de "fãs" e os seus vinis são peças de coleccionador.  (AQUI)

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

leituras estivais que não são breves...

Pensou os mesmos pensamentos inúteis - inúteis para um homem como ele, sem nenhum grande talento a não ser para Sófocles: como pode um destino ser acidental... ou como tudo pode parecer que é acidental quando é inescapável.

A Mancha Humana, Philip Roth (excerto)

sábado, 3 de setembro de 2016

bom fim de semana e a ter em conta uma curiosidade...



Caillebotte, pintor e jardineiro, exposição em Madrid, Museu Thissen Bornemisza

Gustave Caillebotte foi um pintor francês, membro e patrono de um grupo de artistas conhecido como impressionistas, colecionador de selos e engenheiro de iates. Wikipédia
Nascimento19 de agosto de 1848, Paris, França
Falecimento21 de fevereiro de 1894, Gennevilliers, França