segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
sábado, 8 de dezembro de 2018
Não é um conto de Natal ...
Não consigo passar mais um dia sem falar de algo que me impressionou muito e que repetidamente , como sempre, as televisões passaram. A agressividade e malfeitoria que os formadores da GNR infligiram aos seus formandos e as mortes nos Comandos são recentes e tortuosas.
Hoje dá para entender a razão da bestialidade desta força de defesa e de ataque, em circunstancias em que não é preciso usar de tal força. Mas quem é humilhado e espancado, quando chega a sua vez faz o mesmo. A violência numa bola de neve.
Faz me lembrar uma professora primária numa aldeia perto da Figueira da Foz, meados do séc. XX, amiga de nossa casa, que mandava um aluno matulão e do seu agrado, bater no rapaz que estivesse no quadro, sem conseguir resolver os complicados problemas a juntar os gritos e insultos da mestra . Imagine-se a nervoseira dos alunos. Passei por isso.
Então, a senhora professora, gritava para o aluno escolhido para substituir a sua régua e cana da índia :_ Ó Carlos, olha que se não bates com força, sou eu que te vou bater a valer.
Eu, quando a visitava, assisti cenas dessas. Pensava para mim, "se um tipo me batesse a mando, chegava cá fora e derretia-o"...
Mas a realidade desta conversa tem a ver com as agressões e a minha pouca , mas mesmo muito pouca simpatia pelos militares e forças paramilitares . De uma maneira geral são arrogantes , vaidosos, e que seguem o lema , "obedeço aos meus superiores e mando nos meus inferiores ".
Tenho estórias contadas de cenas vividas nos quartéis, onde se ía fazer a recruta, caso das Caldas da Rainha, onde um conhecido capitão de Abril mal tratava e insultava com impropérios os seus recrutas. Passado.
Mas o que me marcou mais, na Figueira da Foz , onde havia dois quartéis de instrução auto . Eram usados uns carros sem portas , o instrutor e instruendo à frente e mais 2 ou 3 soldados atrás. Subiam lentamente uma rua junto a minha casa pela qual eu subia para a escola primária e mais tarde para o liceu. Além dos gritos e impropérios que eu ouvia, várias vezes vi o instrutor dar bofetadas nos pobres soldados, rapazes jovens, 19, 20 anos.
A semente da revolta e da injustiça cresceu em mim desde miuda e penso que começou nestes gestos de "de pedagogia esclavagista".
Nada ou quase nada mudou quanto a violência intramuros.
Aos militares, se os houver por aqui que não se identifiquem comigo , pois poderão ser boas pessoas....
:) , não me levarão a mal. Forças de segurança, são hoje mais simpáticos e com outra formação. Mas tal como dizíamos há uns anos largos, "polícia
é policia em qualquer parte do mundo.
Boa noite .
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Será que já abri a porta de Dezembro ? Carl Larson, vem aí...
![]() |
| Aguarelas de Carl Larson |
Paulatinamente vou entrando no mês e no Mar ... à Vista, quase sempre com vista de mar.
A vida mudou ou fui eu que mudei? Ah, mudámos as duas, porque eu faço parte da vida a que me proponho, da que me surpreende , nem sempre pela positiva, e naquela em que me envolvo por amor e necessidade .
Os ritmos são outros porque a idade também é outra e por vezes até parece sentir-me na Idade do Gelo...
O gelo vai derretendo sentido-me por vezes lavada em suores. Um suor de cheiro agradável ,um brilho imenso nos olhos , de onde explodem lágrimas salgadas e quentes que me deixam num mar que não de lágrimas , mas de amor.
É a metamorfose causada por dois pequenitos, o Benjamim e o Gabriel, sangue do meu sangue e do meu suor.
Vida
domingo, 18 de novembro de 2018
domingo, 11 de novembro de 2018
11 de Novembro , aqui, em modo de poesia
A Guerra
E tropeçavam todos nalgum vulto,
quantos iam, febris, para morrer:
era o passado, o seu passado — um vulto
de esfinge ou de mulher.
Caíam como heróis os que não o eram,
pesados de infortúnio e solidão.
(Arma secreta em cada coração:
a tortura de tudo o que perderam.)
Inimigos não tinham a não ser
aquela nostalgia que era deles.
Mas lutavam!, sonâmbulos, imbeles,
só na esp'rança de ver, de ver e ter
de novo aquele vulto
— imponderável e oculto —
de esfinge, ou de mulher. David Mourão-Ferreira, in "Tempestade de Verão"
quantos iam, febris, para morrer:
era o passado, o seu passado — um vulto
de esfinge ou de mulher.
Caíam como heróis os que não o eram,
pesados de infortúnio e solidão.
(Arma secreta em cada coração:
a tortura de tudo o que perderam.)
Inimigos não tinham a não ser
aquela nostalgia que era deles.
Mas lutavam!, sonâmbulos, imbeles,
só na esp'rança de ver, de ver e ter
de novo aquele vulto
— imponderável e oculto —
de esfinge, ou de mulher. David Mourão-Ferreira, in "Tempestade de Verão"
sábado, 10 de novembro de 2018
Dos figos à Figueira...
Tendo vivido rodeada de figueiras , em criança, Figueira da Foz , onde dizem que os barcos desciam à foz para apanhar figos, ou seria talvez só uma imensa figueira .... Daí o nome da cidade.
Passei só a olhar os figos no mercado ou frutaria. Mas hoje comi um figo desta figueira que vos deixo, um de muitos que irão nascer.
Nunca tinha visto tanta nudez carregada de figos. Aconteceu em Colares.
Coisas do outro mundo ...
Tinha até há bem poucos anos o hábito de escrever em sebentas ou folhas correntes, ideias ou pensamentos , aforismos que se encaixassem à vida.
Esta semana, em desbaste de papéis, encontrei este e guardei a pensar no seu uso.
Acho que o que por aí se ouviu ontem merece o achado.
(politiquices ou a arte de tramar...)
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
Boa semana a quem passa, "Lyrics of November "
Toca no sexto direito. Estou sempre por aqui.
Ou senão não venhas hoje.
Faz como te apetecer.
João Luís Barreto Guimarães. Poema
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
sábado, 27 de outubro de 2018
A pensar-te Brasil
Lâmpadas que se apagam, esperanças que se acendem: Aurora. Lâmpadas que se acendem, esperanças que se apagam: Noite.
Omar Kháyyám Disponível em: <https://dicionariocriativo.com.br/citacoes/vermelho/citacoes/vermelhid%C3%A3o>. Acesso em: 27/10/2018.
Lâmpadas que se apagam, esperanças que se acendem: Aurora. Lâmpadas que se acendem, esperanças que se apagam: Noite. Omar Kháyyám Disponível em: <https://dicionariocriativo.com.br/citacoes/vermelho/citacoes/vermelhid%C3%A3o>. Acesso em: 27/10/2018.
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
terça-feira, 23 de outubro de 2018
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Sugestão. Bom fim de semana
"Em tempos de absoluta ditadura do efémero, surge quase como um bálsamo a possibilidade de leitura de um livro capaz de nos prender à memória de algo tão perene, tão aconchegante, tão sensível como a relação entre um neto e o seu avô. Falo da leitura da muito breve, mas muito bela novela da catalã Tina Vallès, intitulada “A Memória da Árvore”. É um dos textos mais envolventes e comoventes que me foi dado ler nos últimos tempos."
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Valdemar Cruz , Expresso Curto
A história mágica e terna de uma criança que ajuda o avô a lutar contra a perda da memória.
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