Fiquemos com ele, hoje e sempre.
domingo, 26 de maio de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
Leituras breves...
"Portugal é, neste momento, um país nu. Quer dizer, um país sem nenhum álibi histórico, entrincheirado na sua confinada faixa atlântica, sem possibilidade de sonhar outro sonho que não o seu próprio, caseiro. Nós passámos séculos a fugir de nós mesmos enquanto apenas portugueses. Fuga simultaneamente estelar e criadora que não permitiu nunca que nos encontrássemos connosco mesmos. Fomos sempre outros. Esta fuga é agora impossível. (...) A nossa aventura histórica é a de um povo que viveu sempre em bicos de pés, acima das suas possibilidades reais, esperando tudo de milagres que às vezes aconteciam. (...) Quando os desastres aconteceram, descobriu-lhe logo o antídoto, criando a especialidade lusitana por excelência de transfigurar os alcáceres-quibires reais em aljubarrotas ficticias."
Fotografias tiradas no paredão Cascais/Estoril. ARTE MAR, exposição de esculturas.
Excerto de texto de Eduardo Lourenço, partilhado com Simão Gorjão.
Fotografias tiradas no paredão Cascais/Estoril. ARTE MAR, exposição de esculturas.
Excerto de texto de Eduardo Lourenço, partilhado com Simão Gorjão.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Basta! Basta! Basta! Bom fim de semana
Quero voar
-mas saem da lama
garras de chão
que me prendem os tornozelos.
Quero morrer
-mas descem das nuvens
braços de angústia
que me seguram pelos cabelos.
E assim suspenso
no clamor da tempestade
como um saco de problemas
-tapo os olhos com as lágrimas
para não ver as algemas...
Mas qualquer balouçar ao vento me parece Liberdade.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Emoções primaveris....
Hoje foi um dia de grande emoção à qual penso vir até ele mais tarde...
Estou num processo de "digestão".
Começou no dia primaveril à beira mar plantado, passou pelo o Terreiro do Paço e acabou no Medeia Monumental. "NO"."NÃO"
domingo, 19 de maio de 2013
Nem tudo é mau...
Museu da Batalha acaba de ganhar prémio Europeu, Kenneth Hudson , . (aqui)
Concepção museológica do artista plástico António Viana.
Há quanto tempo não passa por lá?
As auto estradas fizeram perder o encanto desta paisagem arquitetónica, uma das mais bonitas do país.
sábado, 18 de maio de 2013
Bom fim de semana... Um voto mais. Que seja pleno de poesia. Fechem os olhos aos jornais. Forma de sobrevivência....
A VidaA vida, as suas perdas e os seus ganhos, a sua
mais que perfeita imprecisão, os dias que contam
quando não se espera, o atraso na preocupação
dos teus olhos, e as nuvens que caíram
mais depressa, nessa tarde, o círculo das relações
a abrir-se para dentro e para fora
dos sentidos que nada têm a ver com círculos,
quadrados, rectângulos, nas linhas
rectas e paralelas que se cruzam com as
linhas da mão;
a vida que traz consigo as emoções e os acasos,
a luz inexorável das profecias que nunca se realizaram
e dos encontros que sempre se soube que
se iriam dar, mesmo que nunca se soubesse com
quem e onde, nem quando; essa vida que leva consigo
o rosto sonhado numa hesitação de madrugada,
sob a luz indecisa que apenas mostra
as paredes nuas, de manchas húmidas
no gesso da memória;
a vida feita dos seus
corpos obscuros e das suas palavras
próximas.
Nuno Júdice, in "Teoria Geral do Sentimento"
mais que perfeita imprecisão, os dias que contam
quando não se espera, o atraso na preocupação
dos teus olhos, e as nuvens que caíram
mais depressa, nessa tarde, o círculo das relações
a abrir-se para dentro e para fora
dos sentidos que nada têm a ver com círculos,
quadrados, rectângulos, nas linhas
rectas e paralelas que se cruzam com as
linhas da mão;
a vida que traz consigo as emoções e os acasos,
a luz inexorável das profecias que nunca se realizaram
e dos encontros que sempre se soube que
se iriam dar, mesmo que nunca se soubesse com
quem e onde, nem quando; essa vida que leva consigo
o rosto sonhado numa hesitação de madrugada,
sob a luz indecisa que apenas mostra
as paredes nuas, de manchas húmidas
no gesso da memória;
a vida feita dos seus
corpos obscuros e das suas palavras
próximas.
Nuno Júdice, in "Teoria Geral do Sentimento"
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Requiem por Muitos Maios...
Requiem por Muitos MaiosConheci tipos que viveram muito. Estão
mortos, quase todos: de suicídio, de cansaço.
de álcool, da obrigação de viver
que os consumia. Que ficou das suas vidas? Que
mulheres os lembram com a nostalgia
de um abraço? Que amigos falam ainda, por vezes,
para o lado, como se eles estivessem à sua
beira?
No entanto, invejo-os. Acompanhei-os
em noites de bares e insónia até ao fundo
da madrugada; despejei o fundo dos seus copos,
onde só os restos de vinho manchavam
o vidro; respirei o fumo dessas salas onde as suas
vozes se amontoavam como cadeiras num fim
de festa. Vi-os partir, um a um, na secura
das despedidas.
E ouvi os queixumes dessas a quem
roubaram a vida. Recolhi as suas palavras em versos
feitos de lágrimas e silêncios. Encostei-me
à palidez dos seus rostos, perguntando por eles - os
amantes luminosos da noite. O sol limpava-lhes
as olheiras; uma saudade marítima caía-lhes
dos ombros nus. Amei-as sem nada lhes dizer - nem do amor,
nem do destino desses que elas amaram.
Conheci tipos que viveram muito - os
que nunca souberam nada da própria vida.
Nuno Júdice, in "Teoria Geral do Sentimento"
mortos, quase todos: de suicídio, de cansaço.
de álcool, da obrigação de viver
que os consumia. Que ficou das suas vidas? Que
mulheres os lembram com a nostalgia
de um abraço? Que amigos falam ainda, por vezes,
para o lado, como se eles estivessem à sua
beira?
No entanto, invejo-os. Acompanhei-os
em noites de bares e insónia até ao fundo
da madrugada; despejei o fundo dos seus copos,
onde só os restos de vinho manchavam
o vidro; respirei o fumo dessas salas onde as suas
vozes se amontoavam como cadeiras num fim
de festa. Vi-os partir, um a um, na secura
das despedidas.
E ouvi os queixumes dessas a quem
roubaram a vida. Recolhi as suas palavras em versos
feitos de lágrimas e silêncios. Encostei-me
à palidez dos seus rostos, perguntando por eles - os
amantes luminosos da noite. O sol limpava-lhes
as olheiras; uma saudade marítima caía-lhes
dos ombros nus. Amei-as sem nada lhes dizer - nem do amor,
nem do destino desses que elas amaram.
Conheci tipos que viveram muito - os
que nunca souberam nada da própria vida.
Nuno Júdice, in "Teoria Geral do Sentimento"
quinta-feira, 16 de maio de 2013
São rosas, senhores... Vermelhas, também...
Há em Bruxelas , perto da conhecida rua dos restaurantes, Rue des Bouchés, uma casa de comida bem portuguesa, de menu bem "tuga" e boa clientela. Fui por lá, feliz.
É a casa do "Bigodes"... Simpático mas de ar sério... Diziam, que além de pedir excesso de trabalho à sua "dedicada" esposa, quando o Benfica perdia, dava uma sova na dita...
Ao longo dos anos, espero que o homenzinho tenha acalmado, pois com tantas derrotas, já teria sido um caso de polícia.
Há pouco, falando no "chat" com uma amiga, despediu-se com brevidade , dizendo:-vou-me deitar que os ânimos estão maus cá por casa por causa da derrota...
Se nada compreendo de futebol * e não me motiva muito... estes comportamentos ainda me fazem ficar mais obtusa...
Fiquem bem.
*Mas vi o jogo... aos bochechos.
terça-feira, 14 de maio de 2013
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