domingo, 4 de outubro de 2015

sim / não .leituras breves mas profundas

ESCRITO NA PEDRA “Sim e não são as palavras mais fáceis de serem pronunciadas e também as que exigem maior reflexão” Charles Maurice de Talleyrand-Périgord (1754-1838), político e diplomata francês . 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

vou entrar em relaxação... com os suspeitos do costume (?)

 Este é o meu testamento de Poeta, Mário Cesariny, 1994
Foi suspeito de vagabundagem, perseguido porque era homossexual , coisa que o regime escondia debaixo do tapete da hipocrisia. "Tinha apresentações na polícia como as putas". Surrealista, seguidor de André Breton. escreveu poesia e esculpiu e pintou. Pintou a manta, teve muitos e bons amigos, zangou-se com alguns, teve saudades por vezes. Magríssimo, sempre com um cigarrinho, tinha grandes projetos e língua afiada. Queria traduzir a maravilhosa saga de Gilgamesh e dizia-o sob o olhar embevecido e composto de Henriette, a irmã, com quem vivia. Acordava sempre lá para o meio-dia mas de repente passou a levantar-se às oito da manhã, fresquinho, limpinho, a partir de 25 de abril de 1974. Como resistir ao poema "Pastelaria"?
"Afinal o que importa não é haver gente com fome porque assim como assim há muita gente com fome"

Texto de Ana Sousa Dias, Revista EGOISTA, junho, 2015

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

votar, votar, votar, "contra os canhões, marchar, marchar"

Esta foto tem 40 anos, mostra uma fila para as primeiras eleições livres em Portugal, em 1975. A minha avó chamava-lhe «o primeiro dia em que fomos todos iguais.»
De Bernardo J. Rodrigues, do Grupo , Fascismo nunca mais, no FB

momentos

Gabriele Munter, 1913, expressionismo alemão

Uma vez votei em ti e tu votaste em mim.
No fim da "legislatura" dei comigo a pensar , "são mesmo todos iguais".
Contudo, também pensei, "uns, são mais iguais do que os outros".
Ainda não caí na tentação da abstenção.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

"dou-te um verso"

(adeus palavras, sonhos de beleza, montanhas desoladas da infância donde tudo se via : a alegria e a cegueira do que se não via;)

Manuel António Pina - Farewell Happy Fields

terça-feira, 22 de setembro de 2015

olhares. .terras do Barroso, Tourém



Poema da Lavadeira

Lava, lava, lavadeira,
Com a alma, com a mão.
Água canta na torneira
Sua líquida canção.

Lava, lava, lavadeira,
Sem descanso, sem razão.
Sua história verdadeira
Escreve-se com sabão.

Água canta na torneira
Sua líquida canção,
Lava, lava, lavadeira,
Com a alma, com a mão.

A manhã é transparente,
Brilha o sol com seu calor.
Tanto sonho de repente
Misturado com suor.

Lava, lava, lavadeira,
Sua roupa-ganha-pão,
Você tem a vida inteira,
Pra cumprir sua missão.


Cícero Alvernaz

Poema tirado do blogue ATRIUM MEMÓRIA, ASSOCIAÇÃO CULTURAL.

"Eu"o poema , eu e o meu olhar

 Dizemos «eu»a todo o momento, mesmo quando julgamos estar a enunciar verdades universais. A primeira pessoa do singular é o ponto de partida literário por excelência. Dele emerge, nos melhores casos, um olhar capaz de nos restituir o mundo a partir de um ponto de vista inaugural, permitindo-nos questionar e reavaliar não apenas o que nos rodeia e o que vemos, mas acima de tudo aquilo que somos. *
*Sonetos Inéditos de Fernando Pessoa
As minha fotos. Plantas autóctones da região do Barroso que nascem espontaneamente na maior adversidade, terra queimada.

sábado, 19 de setembro de 2015

bom fim de semana


Podemos sempre alternar... ou não sejam elas as alternativas.
Com mais ou menos energia, eis-me de novo no já envelhecido Mar à Vista.