domingo, 12 de março de 2017
quinta-feira, 9 de março de 2017
Ontem
Vinha eu pela beira-mar e a pensar "Mulher".
E também havia malquereres .
E pensei, mudam-se os tempos actualizam-se os desejos e as vontades.
Desfolhar um malmequer e dizer :
- bem-me -quer , bem- me- quero..
E por aí fora, até à última pétala.
Uma questão de auto estima.
Eles não sabem nem sonham , que quando damos uns pulinhos , o mundo ri e avança, como "bola colorida nas mãos de uma criança ".
terça-feira, 7 de março de 2017
"La Gieringonza " vista de Italia pelo Internazionale ...
La Gieringonza, ontem na capa da revista italiana Internazionale: http://www.internazion
ale.it/ AQUI
( do mural de Rui Curado Silva , FB )
ale.it/ AQUI
( do mural de Rui Curado Silva , FB )
quarta-feira, 1 de março de 2017
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
O pintor e poeta que foi cantado por José Afonso . António Quadros.
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| Pintor António Quadros (1933-1994 ) AQUI |
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| Riscos, Rabiscos e Sarrabiscos, Homenagem a Eduardo Luís (o amigo Oliva) , 1992 |
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| Torcinário Depondo Troféus No Altar da Pátria, 1972 |
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| Velha Gaiteira com Chave, 1980 |
Guardei a sua postura e forma de vestir pela diferença que fazia. Boina, cabelo grande, óculos de massa e camisa de fazenda aos quadrados como a dos pescadores.
Quando conheci Zeca e soube das afinidades com o pintor e poeta, imaginei-os "clones"um do outro.
Os feitios de ambos também não eram fáceis...
"Vida", dirá o meu amigo Oliva, a viver em Viseu e a quem António Quadros dedica o primeiro quadro que aqui vos deixo.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Venham mais cinco ....
Como também gosto de recordar o Zeca. Era com este aspecto que muitas vezes o via para os lados da Trindade.
Há 30 anos choveu copiosamente neste dia. Nunca esquecerei o quanto difícil foi .
O céu rebentou em lágrimas a chorar o seu/nosso cantor.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
muros com vista de mar....
Desta janela de ar e ansiedade
podemos ver compor-se a primavera
lentamente por cima das casas
podemos ver compor-se a primavera
lentamente por cima das casas
Gastão Cruz
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Miséria, do latim MISER, “infeliz, desafortunado, desprezível”, de origem desconhecida.
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| La Vie, Picasso, (1903) Cleveland Museum of Art |
Os miseráveis ficam sempre melhor dentro das páginas de um romance ou num retrato estético do sofrimento.
Há miseráveis a mais nas nossas ruas. Nas ruas de Londres, Paris, Madrid, Bruxelas... Lisboa.
....
a não perder e ler AQUI.
Artigo de Clara Ferreira Alves, Expresso de 18-02-2017
sábado, 18 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Como um jogo de bem- me- quer , mal-me-quer.. São pedras, Senhor....
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Não nos podemos queixar. Estamos no Inverno.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
"Se bem me lembro...." , hoje é o dia de adeus aos seus" oitentas"...
"Vou no meu quarto ano de Figueira. Isto é um curso: no primeiro ano nem se conhecem condiscípulos, que são os outros banhistas. No segundo já há relações - não muitas, porque as disciplinas são absorventes e variadas: escolher banheiro, mercearia, farmácia para a pomada contra as queimaduras do sol e alguma tintura de iodo, conhecer as manhas da porta da casa alugada (uma ciência), etc. Até que, no terceiro, saudados logo à chegada pelo banheiro, pelo merceeiro, pelo rapaz do pão que nos dá o inútil bilhete de visita segurando o guiador da bicicleta, estamos quási formados (...)
Não me formei propriamente em Figueira da Foz (nome de Faculdade) mas em Palheiros, Universidade de Buarcos.(...) estudar o regime das nortadas, a psicologia das mulheres que vendem peixe e que nos saturam de sardinha, as laparotinhas que descem ao povoado com o cesto da fruta ou do feijão.
(...) O Dr. Oceano é na verdade a pessoa mais importante da Figueira. Emquanto gizo êste artigo êle muge atrás de mim. O crescente da lua estampa-se no céu. Abaixo uma esteira de luz, para cá, na areia, ondas que se desdobram como grupos de quatro atiradores deitados, que na carreira de tiro, à voz de 'fogo!' disparam ao alvo certo.
(...) No resto a Figueira é trivial e adorável como um híbrido de praia mundana e cidade de pequenos armadores. O turismo apregoa a parte confortável, recreativa e fresca do simpático produto, e tem para isso as razões especiais de todo o turismo moderno: boa esplanada, praia de aro imponente, casinos e cafés populosos, um delicioso ténnis instalado com muito gosto num forte abandonado das bombardas. Eu apego-me mais à Figueira de todo o ano, morta no Bairro Novo (...).
Não sei se êste interesse pela Figueira de inverno me veio de um romance de João Gaspar Simões, Amores Infelizes, em que a alma burguesa da cidade diz uma parte importante daquilo que tem a dizer."
por Vitorino Nemésio, in Diário de Lisboa - "A Banhos", 7 de Setembro de 1935.
Não me formei propriamente em Figueira da Foz (nome de Faculdade) mas em Palheiros, Universidade de Buarcos.(...) estudar o regime das nortadas, a psicologia das mulheres que vendem peixe e que nos saturam de sardinha, as laparotinhas que descem ao povoado com o cesto da fruta ou do feijão.
(...) O Dr. Oceano é na verdade a pessoa mais importante da Figueira. Emquanto gizo êste artigo êle muge atrás de mim. O crescente da lua estampa-se no céu. Abaixo uma esteira de luz, para cá, na areia, ondas que se desdobram como grupos de quatro atiradores deitados, que na carreira de tiro, à voz de 'fogo!' disparam ao alvo certo.
(...) No resto a Figueira é trivial e adorável como um híbrido de praia mundana e cidade de pequenos armadores. O turismo apregoa a parte confortável, recreativa e fresca do simpático produto, e tem para isso as razões especiais de todo o turismo moderno: boa esplanada, praia de aro imponente, casinos e cafés populosos, um delicioso ténnis instalado com muito gosto num forte abandonado das bombardas. Eu apego-me mais à Figueira de todo o ano, morta no Bairro Novo (...).
Não sei se êste interesse pela Figueira de inverno me veio de um romance de João Gaspar Simões, Amores Infelizes, em que a alma burguesa da cidade diz uma parte importante daquilo que tem a dizer."
por Vitorino Nemésio, in Diário de Lisboa - "A Banhos", 7 de Setembro de 1935.
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