sexta-feira, 15 de junho de 2012

A companhia ideal... quando o ruído nos incomoda

Cheguei a casa vinda de Lisboa por volta das 23h. Sentei-me à mesa para  um jantar ligeiro. Quis ouvir notícias. Nos 4 canais de referenca noticiosa passavam as NOTÍCIAS DO EURO.
E, de repente , tive uma enorme saudade do barulho do mar....

Fotografia de João Viana, Ondas do mar na Figueira da Foz, esta semana

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Aos "Antónios" do meu país... Os verdadeiros, claro*

                                            Barro de Mistério, Santo António

(...)
És este, e este és tu, e o povo é teu-
O povo que não sabe onde é o céu,
E nesta hora em que vai alta a lua
Num placido e legitimo recorte,
Atira risoa naturais à morte,
E cheio de um prazer que mal é seu,
Em canteiros que andam enche a rua.


Sê sempre assim, nosso pagão encanto,
Sê sempre assim!
Deixa lá Roma entregue à intriga e ao latim,
Esquece a doutrina e os sermões.
De mal, nem tu nem nós mereciamos tanto.
Foste Fernando de Bulhões,
Foste Frei António -
Isso sim.
Porque demónio
É que foram pregar em santo?


De Fernando Pessoa, in Os Santos Populares

*(porque andam por aí umas falsificações...:))"

terça-feira, 12 de junho de 2012

Para ver e ouvir... Patio da Galé, Praça do Comércio, nesta Lisboa que eu amo...

Nossa, a Praça do Comércio está linda...
Sempre sonhei com ela como está durante os breves almoços ou longos lanches, no Martinho da Arcada, ou a descida diária do Castelo para o Cais do Sodré,  onde o sofrimento com a poluição sonora e não só, me fizeram antever que,  o que está hoje,  poderia vir a acontecer...
Et voilá...
No verão, no Pátio da Galé, fomos presenteados com uma bela exposição da Pintura no Fado.
Desde ontem, acontece que pode ser vista uma nova exposição sobre o Fado, mas no cinema. É comissariada técnicamente pelo mesmo artista plástico, António Viana. Logo, sinónimo de qualidade.
Breve irei ver.
Espreitar AQUI

domingo, 10 de junho de 2012

sábado, 9 de junho de 2012

Bom fim de semana.... fiquem com a poesia de Joaquim Namorado

E, ontem, ao falar de tertúlia na Brasileira, em Coimbra, um dos provocadores nato, era o meu querido E SAUDOSO amigo Joaquim Namorado.
Viviamos as nossas vidas entre Coimbra e Figueira. Nesta última,  ele assentava arraiais para ganhar a vida com as explicações de Matemática a alunos que faziam exame de admissão à faculdade, em Setembro e passavam as férias na Figueira. Aqui, nos intervalos vivíamos momentos de conspiração, comiamos, bebíamos e conversávamos muittttttttoooo.....
Eu era uma adolescente e por perto dele me fiz uma mulher.
A mulher de Joaquim, cujo nome me passou de memória neste momento, era uma doce senhora e plena de paciência....


FÁBULA
No tempo em que os animais falavam.
Liberdade!
Igualdade!
Fraternidade!

MILAGRE

Onde o santo punha o pé nasciam rosas

... e o povo lamentava
que não fizesse o mesmo com as batatas.

De Joaquim Namorado, in INCOMODIDADE , 1947


"Joaquim Namorado", óleo de Mário Dionísio, 1952

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Pequenas viagens mas plenas de ternura... e recordação.


Esta urze ou torga, foi plantada por Miguel Torga quando foi viver para esta casa, situada nos Olivais, em Coimbra.
É da família das Ericáceas, nasceu de modo espontâneas em Portugal, também conhecidas por quiroga, torga ordinária, torgão, torgueira, urze-branca. Da sua raíz fazia-se o carvão.
De Miguel Torga, e seu habitat natural, só conhecia o seu consltório para onde o via entrar qando eu ía tertuliar para o café" A Brasileira."


"Que belo é ter um amigo! Ontem eram ideias contra ideias. Hoje é este fraterno abraço a afirmar que acima das ideias estão os homens. Um sol tépido a iluminar a paisagem de paz onde esse abraço se deu, forte e repousante. Que belo e que natural é ter um amigo!"
Miguel Torga

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A arte e as palavras de Nadir Afonso

 O homem volta-se para a geometria como as plantas se voltam para o sol: é a mesma necessidade de clareza e todas as culturas foram iluminadas pela geometria, cujas formas despertam no espírito um sentimento de exactidão e de evidência absoluta.

Nadir Afonso

Para começar o dia....

terça-feira, 5 de junho de 2012

As palavras dos outros...

O grande drama não é escolhermos o Bem e virarmos as costas ao Mal. Isso era demasiado fácil – um pouco como amar os nossos filhos ou preservar o que julgamos que a nós pertence. O desafio é percebermos os disfarces de quem e do que nos surge ao caminho. E estar atento ao que em nós é máscara. Transformamos como ninguém o Mal em algo que justificamos como Bem, chegamos até a convencer-nos do que dizemos. O Mal e o Bem. Por isso fujo da perfeição. E da Beleza, quando é asfixiante e absoluta. Os anjos não poderiam ser assim