Cheguei a casa vinda de Lisboa por volta das 23h. Sentei-me à mesa para um jantar ligeiro. Quis ouvir notícias. Nos 4 canais de referenca noticiosa passavam as NOTÍCIAS DO EURO.
E, de repente , tive uma enorme saudade do barulho do mar....
Fotografia de João Viana, Ondas do mar na Figueira da Foz, esta semana
sexta-feira, 15 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Che Guevara faria hoje 84 anos
"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira."
Che Guevara
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Aos "Antónios" do meu país... Os verdadeiros, claro*
Barro de Mistério, Santo António
(...)
És este, e este és tu, e o povo é teu-
O povo que não sabe onde é o céu,
E nesta hora em que vai alta a lua
Num placido e legitimo recorte,
Atira risoa naturais à morte,
E cheio de um prazer que mal é seu,
Em canteiros que andam enche a rua.
Sê sempre assim, nosso pagão encanto,
Sê sempre assim!
Deixa lá Roma entregue à intriga e ao latim,
Esquece a doutrina e os sermões.
De mal, nem tu nem nós mereciamos tanto.
Foste Fernando de Bulhões,
Foste Frei António -
Isso sim.
Porque demónio
É que foram pregar em santo?
De Fernando Pessoa, in Os Santos Populares
*(porque andam por aí umas falsificações...:))"
(...)
És este, e este és tu, e o povo é teu-
O povo que não sabe onde é o céu,
E nesta hora em que vai alta a lua
Num placido e legitimo recorte,
Atira risoa naturais à morte,
E cheio de um prazer que mal é seu,
Em canteiros que andam enche a rua.
Sê sempre assim, nosso pagão encanto,
Sê sempre assim!
Deixa lá Roma entregue à intriga e ao latim,
Esquece a doutrina e os sermões.
De mal, nem tu nem nós mereciamos tanto.
Foste Fernando de Bulhões,
Foste Frei António -
Isso sim.
Porque demónio
É que foram pregar em santo?
De Fernando Pessoa, in Os Santos Populares
*(porque andam por aí umas falsificações...:))"
terça-feira, 12 de junho de 2012
Para ver e ouvir... Patio da Galé, Praça do Comércio, nesta Lisboa que eu amo...
Nossa, a Praça do Comércio está linda...
Sempre sonhei com ela como está durante os breves almoços ou longos lanches, no Martinho da Arcada, ou a descida diária do Castelo para o Cais do Sodré, onde o sofrimento com a poluição sonora e não só, me fizeram antever que, o que está hoje, poderia vir a acontecer...
Et voilá...
No verão, no Pátio da Galé, fomos presenteados com uma bela exposição da Pintura no Fado.
Desde ontem, acontece que pode ser vista uma nova exposição sobre o Fado, mas no cinema. É comissariada técnicamente pelo mesmo artista plástico, António Viana. Logo, sinónimo de qualidade.
Breve irei ver.
Espreitar AQUI
Sempre sonhei com ela como está durante os breves almoços ou longos lanches, no Martinho da Arcada, ou a descida diária do Castelo para o Cais do Sodré, onde o sofrimento com a poluição sonora e não só, me fizeram antever que, o que está hoje, poderia vir a acontecer...
Et voilá...
No verão, no Pátio da Galé, fomos presenteados com uma bela exposição da Pintura no Fado.
Desde ontem, acontece que pode ser vista uma nova exposição sobre o Fado, mas no cinema. É comissariada técnicamente pelo mesmo artista plástico, António Viana. Logo, sinónimo de qualidade.
Breve irei ver.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
Maria Keil, uma "menina" de 97 anos, deixou-nos...
A simplicidade de Maria Keil associada à sua arte, aonde se inclui a ilustração infantil , remeteu-me aos momentos deliciosos de leituras feitas aos meus alunos que devoravam as suas ilustrações. Um livrinho para 20 e poucos alunos....
Para ver e saber mais sobre Maria, cliquem AQUI.http://tipografos.net/portugal/maria-keil.html
sábado, 9 de junho de 2012
Bom fim de semana.... fiquem com a poesia de Joaquim Namorado
E, ontem, ao falar de tertúlia na Brasileira, em Coimbra, um dos provocadores nato, era o meu querido E SAUDOSO amigo Joaquim Namorado.
A mulher de Joaquim, cujo nome me passou de memória neste momento, era uma doce senhora e plena de paciência....
FÁBULA
... e o povo lamentava
que não fizesse o mesmo com as batatas.
De Joaquim Namorado, in INCOMODIDADE , 1947
Viviamos as nossas vidas entre Coimbra e Figueira. Nesta última, ele assentava arraiais para ganhar a vida com as explicações de Matemática a alunos que faziam exame de admissão à faculdade, em Setembro e passavam as férias na Figueira. Aqui, nos intervalos vivíamos momentos de conspiração, comiamos, bebíamos e conversávamos muittttttttoooo.....
Eu era uma adolescente e por perto dele me fiz uma mulher.A mulher de Joaquim, cujo nome me passou de memória neste momento, era uma doce senhora e plena de paciência....
FÁBULA
No tempo em que os animais falavam.
Liberdade!
Igualdade!
Fraternidade!
MILAGRE
Onde o santo punha o pé nasciam rosas
... e o povo lamentava
que não fizesse o mesmo com as batatas.
De Joaquim Namorado, in INCOMODIDADE , 1947

"Joaquim Namorado", óleo de Mário Dionísio, 1952
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Pequenas viagens mas plenas de ternura... e recordação.
Esta urze ou torga, foi plantada por Miguel Torga quando foi viver para esta casa, situada nos Olivais, em Coimbra.
É da família das Ericáceas, nasceu de modo espontâneas em Portugal, também conhecidas por quiroga, torga ordinária, torgão, torgueira, urze-branca. Da sua raíz fazia-se o carvão.
De Miguel Torga, e seu habitat natural, só conhecia o seu consltório para onde o via entrar qando eu ía tertuliar para o café" A Brasileira."
"Que belo é ter um amigo! Ontem eram ideias contra ideias. Hoje é este fraterno abraço a afirmar que acima das ideias estão os homens. Um sol tépido a iluminar a paisagem de paz onde esse abraço se deu, forte e repousante. Que belo e que natural é ter um amigo!"
Miguel Torga
quarta-feira, 6 de junho de 2012
A arte e as palavras de Nadir Afonso
O homem volta-se para a geometria como as plantas se voltam para o sol: é a mesma necessidade de clareza e todas as culturas foram iluminadas pela geometria, cujas formas despertam no espírito um sentimento de exactidão e de evidência absoluta.
Nadir Afonso
Nadir Afonso
terça-feira, 5 de junho de 2012
As palavras dos outros...
O grande drama não é escolhermos o Bem e virarmos as costas ao Mal. Isso era demasiado fácil – um pouco como amar os nossos filhos ou preservar o que julgamos que a nós pertence. O desafio é percebermos os disfarces de quem e do que nos surge ao caminho. E estar atento ao que em nós é máscara. Transformamos como ninguém o Mal em algo que justificamos como Bem, chegamos até a convencer-nos do que dizemos. O Mal e o Bem. Por isso fujo da perfeição. E da Beleza, quando é asfixiante e absoluta. Os anjos não poderiam ser assim
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