terça-feira, 18 de agosto de 2015

Quem beija assim...

... não é cego, não é surdo , nem é mudo. É "tuga", e fiquei satisfeita por sabe-lo. Ele há-os...., há , há.

Ler história, aqui

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

coisas soltas...

A poesia adora
andar descalça nas areias do verão.

Eugénio de Andrade
Pintura de Félix Vallotton, 1907, "As três mulheres"

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pelas notícias, o sol não anda a brilhar para muita gente...



... o sol anda escondido nas almas e nos estômagos de muita gente. Tenho cá para mim, que outros também andam cegos, e não é de amores...
Não põem o protetor solar no sítio certo... Ou, então, também põem nos olhos.
Dias melhores.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

olhares...

Uma semana de férias.
Milfontes de fontes "mil". Nem só de sal por aqui se vive. A natureza é soberba.

sábado, 8 de agosto de 2015

0lhares . Os meus.

Pelo  mar caminho
sem nunca te perder de vista.
Paro, escuto e olho.
No teu lugar, só o silêncio e o vazio.
Haverá uma outra maré, uma nova maresia
Mas o vazio ficou.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

"Príncipe" , o de Ana, a Hartherly. (1929-2015)

Príncipe

Príncipe: 
Era de noite quando eu bati à tua porta 
e na escuridão da tua casa tu vieste abrir 
e não me conheceste. 
Era de noite 
são mil e umas 
as noites em que bato à tua porta 
e tu vens abrir 
e não me reconheces 

porque eu jamais bato à tua porta. 
Contudo 
quando eu batia à tua porta 
e tu vieste abrir 
os teus olhos de repente 
viram-me 
pela primeira vez 
como sempre de cada vez é a primeira 
a derradeira 

instância do momento de eu surgir 
e tu veres-me. 
Era de noite quando eu bati à tua porta 
e tu vieste abrir 
e viste-me 
como um náufrago sussurrando qualquer coisa 
que ninguém compreendeu. 
Mas era de noite 
e por isso 
tu soubeste que era eu 

e vieste abrir-te 
na escuridão da tua casa. 
Ah era de noite 
e de súbito tudo era apenas 
lábios pálpebras intumescências 
cobrindo o corpo de flutuantes volteios 
de palpitações trémulas adejando pelo rosto. 
Beijava os teus olhos por dentro 
beijava os teus olhos pensados 

beijava-te pensando 
e estendia a mão sobre o meu pensamento 
corria para ti 
minha praia jamais alcançada 
impossibilidade desejada 
de apenas poder pensar-te. 

São mil e umas 
as noites em que não bato à tua porta 
e vens abrir-me 



Ana Hatherly, in "Um Calculador de Improbabilidades" 
, in "Um Calculador de Improbabilidades" 

olhares...


"Exausta de amar"...





Exausta de amar me reclino

no amparo desse abraço feito tempo

olhando as horas que galgam líquidas

por sobre as pedras da vida

escondo-me no regaço do tempo passado

choro a forma como ele me enlaça me abraça

exausta de amar recuo e me redimo

dessa pressa com que treslouca corri

sem parar por um momento persegui

 estrelas cadentes  astros brilhantes

luas vermelhas sonhos ardentes

 sem vacilar me entreguei

sem temer mergulhei

sem vergonha tomei

sem contar perdi

a conta ao que vivi

ib (Isabel Bento), boa amiga, in FB

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Quer ser pintor? Tente...

Quando as pessoas querem compreender chinês , pensam: tenho de aprender chinês, não é verdade? Porque é que nunca pensam que têm que aprender pintura?

In, Picasso por Picasso
Desenho de uma criança exposto no Centro de Artes da Figueira da Foz

terça-feira, 21 de julho de 2015

Alertas...


No principio , era o Verbo.
Não, não era . Era verde.
O alerta , tomou-lhe a cor e tornou-se amarelo.
A catástrofe era iminente. Alerta vermelho.

Entre mortos e feridos alguém sempre escapou. Sei que entre os escombros há um adulto/criança e que alguém o  fará sair são e salvo. São assim os" tornados" da vida.