terça-feira, 8 de março de 2022
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
Para reabrir "conversinhas" em 2022
Parca nas palavras mas não na imagem.
E mais palavras para quê?
Rosa Carvalho (Lisboa, 1952) é uma pintora portuguesa, conhecida por reproduzir minuciosamente obras de pintores como François Boucher, Francisco de Goya, Rembrandt e Diego Velasquez subtraindo das mesmas as figura femininas, presentes nas pinturas originais.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
Mais uns pulinhos e estaremos em ...
Ano novo
terça-feira, 14 de dezembro de 2021
Presentes de Natal ( 1)
Já são horas de ir para a mesa? Essa é uma das questões existenciais de Obélix, o carregador de menires e devorador de javalis que caiu no caldeirão de poção mágica quando era pequenino. E não lhe falem de obesidade, que se amofina.
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
Lido...
“Já que temos de acreditar em algo que não se vê, eu sempre preferiria os milagres às bactérias”Karl Kraus
terça-feira, 16 de novembro de 2021
Centenário de José Saramago, "saramagando"
E, por hoje, José Saramago
Excerto de conto HIP, HIP, HIPPIES!, do livro DESTE MUNDO E DO OUTRO
domingo, 7 de novembro de 2021
Vamos lá então dar dois dedos de conversa...
Chove. Começou o inverno.
Por aqui? Cada vez mais isto: silêncio, vontade de isolamento, árvores e montanha.
11.
Volto aos conselhos de um avô ao seu pequeno neto, o poema de Drummond de Andrade.
“Admito que amo nos vegetais a carga de silêncio, Luís Maurício.
Mas há que tentar o diálogo, quando a solidão é vício.”
Excerto de cronica de M. Gonçalo Tavares, Revista E
Fotografia de Anamar (je)
segunda-feira, 18 de outubro de 2021
Porque 18/10 se tornou num dia especial ?
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Finalmente, azul...
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
E não consigo sair do cor-de-rosa ...
Pintura de Henri Matisse
Um destes dias será…
Eu, que nem da dita cor gosto.
Boa semana a quem vai passando.
domingo, 10 de outubro de 2021
Quando não há cão ...
“Na Tailândia, táxis parados servem para cultivar alimentos”, eis o título.O final da pandemia está apenas no início, poderia alguém dizer.
A notícia esclarece: “Num estacionamento da capital tailandesa, Banguecoque, há vegetais a brotar dos tejadilhos dos táxis.”
Quando ninguém se movimenta na cidade, os meios de transporte deixam de ser de transporte e passam a ser imóveis que não se podem arrendar (pese embora, em algumas cidades, o carro parado alugar-se mesmo, como desesperado alojamento no inverno).
O aparecimento de vilas temporárias onde cadáveres temporários de automóveis permanecem esperançados, mas quietos, multiplicou-se em alguns pontos do mundo. A Tailândia não é caso único.
“As restrições da pandemia na Tailândia deixaram o país sem turistas e os motoristas sem trabalho, com os carros parados num autêntico cemitério de táxis.” Inúteis, mas não avariados: talvez por isso a ressurreição seja mais simples. Não se trata de resgatar o morto para outro estado, quase oposto — basta dar-lhe utilidade.
De qualquer maneira, os cemitérios de objectos feitos para a pura deslocação — mesmo que não avariados em definitivo — atiram a nostalgia em dois sentidos: tristeza pelo que passou, tristeza pelo que aí vem. Podem os objectos inanimados estar ansiosos? Sim, é a resposta.
Uma fotografia de um ponto de vista aéreo (quem subiu lá acima?) mostra o tejadilho de vários táxis de Banguecoque cobertos por um plástico onde um bocado de terra permite que alguns alimentos futuros ali tenham o seu aparecimento.
A tragédia vem, em muitos países pobres, em forma de ready-made mais que necessário, urgente. E a pobreza sempre se defendeu assim: ligando elementos do mundo que o bem-estar por norma separa. Um carro não é um campo de cultivo enquanto o desespero não é desespero.
Diz a notícia que foi a empresa “Ratchaphruek Taxi Cooperative” que decidiu “usar o tecto dos veículos para criar pequenas hortas que esperam poder ajudar na alimentação dos taxistas desempregados.”
Os taxistas plantaram, no tejadilho dos seus táxis, “pimenta, pepino e curgete.” A ansiedade deve estar no meio da terra, revolvida para passar despercebida — na fotografia, vista de cima, não se vê.
terça-feira, 28 de setembro de 2021
Memórias
Esta semana morreu o “inventor do computador doméstico ZX Spectrum”, Clive Sinclair.
A sua filha deu a notícia.
Inventou a calculadora de bolso. Gostava de invenções pequenas e baratas, dizem os que conviveram com ele.
O novo deve ocupar pouco espaço. Clive Sinclair já o pressentia.
O volume e o ruído já não são elementos a elogiar.
As tecnologias não querem ocupar espaço exterior, metro quadrado ou cúbico. Trata-se, sim, agora, de ocupar a cabeça humana, as várias cabeças humanas — como se estas fossem o espaço concreto a ser invadido.
A geografia já está. Não há metro quadrado que não possa ser filmado.
A tecnologia avança, então, para a ocupação da biologia, não da geografia.
Uma coisa nova de grandes dimensões é uma coisa nova à maneira antiga.
Continuam a fazer-se torres bem altas, com tecnologia moderníssima, mas com pensamento desactualizado, que terminou no século XX ou, mais precisamente, com a tragédia do 11 de Setembro.
A queda das torres gémeas como sinal em forma de fogo do fim de uma forma de pensamento.
O pequeno ZX Spectrum, de Clive Sinclair, já o anunciava, de modo mais tímido. O novo, agora, no século XXI, quando aparece, não ocupa espaço nem faz ruído.
Mas como é que se aparece sem ruído nem ocupação de espaço?
Estranho, sim. É um aparecimento que se assemelha a um desaparecimento. Não se vê nem se ouve. Daí o perigo.
O que é silencioso e não ocupa espaço pode ser imortal. Tudo o que ocupa espaço pode ser destruído.
Gonçalo M. Tavares
Revista E , Expresso de 2o21/09/24
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
O meu Presidente de eleição, partiu
https://estatuadesal.com/2021/09/10/jorge-sampaio-um-cidadao-do-mundo/
Não creio que haja muito sucessores deste senhor brando e educado que conseguia ser de uma teimosia e de uma firmeza argumentativa inabaláveis quando se tratava da substância do diálogo e da certeza de que temos de fazer tudo o que é possível para tornar este mundo mais pacífico, seguro, justo e igual. E livre. Ele fez.






