sábado, 4 de junho de 2022

Nós por cá todos bem…



 

Para quem tinha o hábito de passar por este" mar", só vos digo que estou bem. Dores, só as da idade e da vida que também dói e muito... 
Acometida de preguiça, por vezes desinteresse... mas  muitas outras leituras. Nada mais do que isso.
A todos vos saúdo. 
Da biblioteca e arquivo de José Pacheco Pereira, saiu um livro  editado pela EPHEREMA, DIÁRIOS DOS DIAS DE PESTE, escrito de 20 de Março de 2020 a Março de 2021, durante o confinamento. Adoro as crónicas e tenho partilhado algumas pelo FB. 
Hoje, deixo-vos esta e prometo ser mais assídua.


terça-feira, 12 de abril de 2022


 É preciso por vezes tirar os olhos do presente.

Demasiado tempo nas mesmas imagens faz queimar os olhos como se das imagens viesse uma luz moderna que mata a parte biológica que, no olho, vê. Nem só o sol, quando longamente olhado, produz cegos; também as imagens são feitas de um material quase em forma de aura ou espírito, seja lá o que isso for, que hipnotiza primeiro para depois cegar.

Se só vês uma coisa, estás cego para tudo o resto. Eis o óbvio.

A obsessão produz uma gigantesca cegueira periférica. Obcecado por uma qualquer imagem, o cidadão deste século tropeça nos próprios atacadores.

Gonçalo M. Tavares, Revista E

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Olhares


 Esta escultura do artista argentino León Ferrari (1920-2013) chama-se “La Civilización Occidental y Cristiana” e é de 1965. Faz parte da coleção do Museo Reina Sofía

sábado, 12 de março de 2022

Diáspora portuguesa


 "Já me telefonaram várias pessoas a perguntar por Portugal. A minha mensagem é sempre a mesma: é um país magnífico, que recebe toda a gente de braços abertos.” A garantia é dada por Oleh Hutsko, 59 anos, e uma das cerca de 40 mil pessoas que compõem a diáspora ucraniana em terras lusas. “A diáspora até pode aumentar a longo prazo por causa desta guerra, porque em Portugal já há muitos ucranianos e as pessoas vêm para cá muito na base do ‘passa a palavra’”, explica Oleh, que chegou a Portugal em 1999 e já é cidadão nacional."

Excerto de crónica da Revista E, Expresso, sobre a diáspora.
Texto de Tiago Soares e ilustração de Cristiano Salgado

quinta-feira, 10 de março de 2022

Olhares...



 

~Ivan Marchuck é um artista de renome, um patriarca da vanguarda ucraniana, uma lenda da pintura ucraniana, um gênio que criou cerca de 5 obras, abriu mais de 150 exposições monográficas e 50 coletivas e inventou seu próprio estilo único, o “pliontanismo".

Ivan nasceu  numa família camponesa em 1936. Toda a esperança estava depositada nele, mas escolheu a via artística . Após a escola, ele entrou na Escola de Artes Decorativas e Aplicadas de Lviv, e mais tarde se formou no Instituto de Lviv.

Ele  formou se no el Instituto de Artes Decorativas e Aplicadas de Lviv e trabalhou como artista numa  fábrica de móveis e pintou cartazes no cinema, mas encontrou seu próprio estilo em 1965, quando se mudou para Kiev e trabalhou na Instituto de Materiais Superduros.

Até 1988 foi-lhe negada a adesão ao Sindicato dos Artistas de Ucrânia porque seus temas e estilo não se encaixavam realismo socialista. em Kiev



 


quarta-feira, 9 de março de 2022

Leituras


    Na biblioteca do faraó Ramsés II estava escrito por cima da porta de entrada: «Casa para tera..pia da alma»

É o mais antigo mote bibliotecário.

Lido no livro de Afonso Cruz, O vício dos livros

terça-feira, 8 de março de 2022

8 de Março de 2022



 Hoje é o dia Internacional da Mulher , uma força da natureza.

Umas recebem flores , outras levam com o vaso e as flores em cima, em demasia as que são assassinadas pelos seus companheiros e outras há que choram as guerras, os filhos, os maridos.
Hoje há um choro mais concreto e foram para essas lágrimas que caminharam e caminham os meus pensamentos.

Prova de vida ...




 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Para reabrir "conversinhas" em 2022



 Parca nas palavras mas não na imagem.

 E mais palavras para quê?

Rosa Carvalho (Lisboa1952) é uma pintora portuguesa, conhecida por reproduzir minuciosamente obras de pintores como François BoucherFrancisco de GoyaRembrandt e Diego Velasquez subtraindo das mesmas as figura femininas, presentes nas pinturas originais.


sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Mais uns pulinhos e estaremos em ...


 Ano novo

Lá bem – o alto do décimo segundo andar do ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas buzinas
Todos os tambores
Todos os reco-recos tocarem:
– Ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada – outra vez criança
E em torno dela indagará o povo:
– Como é o teu nome, meninazinha dos olhos verdes?
E ela lhes dirá
( É preciso dizer-lhes tudo de novo )
Ela lhes dirá bem alto, para que não se esqueçam:
– O meu nome é ES – PE – RAN – ÇA …
Mário Quintana

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Presentes de Natal ( 1)


 Já são horas de ir para a mesa? Essa é uma das questões existenciais de Obélix, o carregador de menires e devorador de javalis que caiu no caldeirão de poção mágica quando era pequenino. E não lhe falem de obesidade, que se amofina.

O cão ambientalista Ideiafix passeia-se agora com um osso entre os dentes. É de noite e os javalis estão a fumegar, sobre aquela mesa corrida que imaginamos sempre posta. O banquete acontece ao ar livre na irredutível aldeia gaulesa, com o bardo amordaçado e afastado de cena. Como se quer. As histórias de Astérix e Obélix costumam terminar assim, com um banquete, nos livros de banda desenhada de René Goscinny.
“Embora seja difícil de acreditar, existem outras carnes além do javali. O carré de borrego, acompanhado de um molho com hortelã bem suave e aromática, ser-lhe-ia servido em todas as boas estalagens bretãs com um pouco de cerveja morna.”
Do que precisa
6 c. de sopa de azeite
1 c. de café de cominhos moídos
1 c. de café de gengibre moído
½ c. de café de sal
½ c. de café de pimenta-de-caiena
10 folhas e 1 molho de hortelã fresca
2 pedaços de carré de borrego
600 g de batatas
80 g de açúcar
20 cl de vinagre de sidra
Sal q.b
Como se faz
Aqueça o forno a 200 °C (termostato 6-7). Numa tigela, deite o azeite, os cominhos, o gengibre, o sal e a pimenta-de-caiena. Lave e pique uma dezena de folhas de hortelã, e adicione-as à tigela. Pincele generosamente com esta marinada os pedaços de borrego e disponha-os num tabuleiro. Deite metade da restante marinada sobre a carne e leve ao forno durante 30 a 35 minutos. Entretanto, prepare as batatas. Lave-as e seque-as. Corte-as ao meio e coloque-as na marinada que sobrou. Misture bem e disponha-as noutro tabuleiro.
Tempere com sal fino e leve ao forno durante 25 minutos. Para terminar, prepare o molho: lave o molho de hortelã. Separe as folhas dos caules. Pique as folhas e coloque-as num almofariz. Junte o açúcar e esmague tudo até obter uma pasta verde. Coloque esta pasta num tacho pequeno e adicione o vinagre. Leve ao lume até ferver, misturando bem e reserve. Empratamento: corte ao meio cada pedaço de carré, servindo uma metade a cada conviva. Acompanhe com as batatas assadas no forno e o molho de hortelã.
(fonte, REVISTA E, Expresso)