terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Correm turvas as águas deste rio...

Correm turvas as águas deste rio,
Que as do céu e as do monte as enturbaram;
Os campos florescidos se secaram,
Intratável se fez o vale, e frio.
Passou o Verão, passou o ardente Estio,
Úas cousas por outras se trocaram;
Os fementidos Fados já deixaram
Do mundo o regimento, ou desvario.
Tem o tempo sua ordem já sabida;
O mundo, não; mas anda tão confuso,
Que parece que dele Deus se esquece.
Casos, opiniões, natura e uso
Fazem que nos pareça desta vida
Que não há nela mais que o que parece.
Que as do céu e as do monte as enturbaram;
Os campos florescidos se secaram,
Intratável se fez o vale, e frio.
Passou o Verão, passou o ardente Estio,
Úas cousas por outras se trocaram;
Os fementidos Fados já deixaram
Do mundo o regimento, ou desvario.
Tem o tempo sua ordem já sabida;
O mundo, não; mas anda tão confuso,
Que parece que dele Deus se esquece.
Casos, opiniões, natura e uso
Fazem que nos pareça desta vida
Que não há nela mais que o que parece.
LUÍS DE CAMÕES
Mão amiga fez-me chegar este poema como forma de matar saudades e com algumas preocupações sociais...
Mandou-me partilhá-lo se o desejasse. Ele aqui está para vós ...
Tenho andado ausente das vossas "casas"por motivos maiores que um dia destes hão-de ser mais ligeiros.
Boa semana deste lindo mês que é o Maio....
(Imagem Google)
domingo, 2 de maio de 2010
Mães, as nossas rainhas....
sábado, 1 de maio de 2010
1º de Maio...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Pensando ....
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Pensar com Almada....pode dar jeito...
Quando a Lua Cheia Chegar....
Lua cheia, hoje... a não perderQUANDO A LUA CHEIA CHEGAR IREI A SANTIAGO DE CUBA
Quando a lua cheia chegar, irei a Santiago de Cuba
Irei a Santiago num coche de água negra
Irei a Santiago
Cantarão os tetos de palmeira
Irei a Santiago
Quando a palma quer ser cegonha
Irei a Santiago e quando quer ser medusa a bananeira
Irei a Santiago
Irei a Santiago com a loura cabeça de Fonseca
Irei a Santiago
E com a rosa de Romeu e Julieta
Irei a Santiago
Mar de papel e prata de moedas
Irei a Santiago
Oh, Cuba! Oh ritmo de sementes secas!
Irei a Santiago
Oh, cintura quente e gota de madeira!
Irei a Santiago
Harpa de troncos vivos
Jacaré
Flor de tabaco
Irei a Santiago
Sempre disse que iria a Santiago num coche de água negra
Irei a Santiago
Brisa e álcool nas rodas
Irei a Santiago
Meu coral na treva
Irei a Santiago
O mar afogado na areia
Irei a Santiago
Calor branco fruta morta irei a Santiago
Oh, bovino frescor de carriço!
Oh, Cuba! Oh, curva de suspiro e barro!
Irei a Santiago
Federico Garcia Lorca
terça-feira, 27 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Abrilando.... só chegámos ao fim do dia ...
Os adultos dizem tantos disparates nestas comemorações oficiais... que depois deste desfile sempre prazeiroso e de encontros há muito adormecidos, a festa de ver ramalhetes de gente jovem com as suas crianças... fez-me centrar nelas o dia que se passou ...
Espero bem que lhes tenham explicado porque estavam a brincar numa chaimite.... porque elas não esquecem...
Abril, 25...e já passaram 36 anos...
Fotografia de Abril de 1999- Castelo
O meu semblante não é muito diferente do do Rafael de quem falei aqui há 1 ano.
Muitos rostos têm mudado com o tempo na expressão da alegria e da tristeza, os tempos são de desconfiança...
Mas ninguém nos pode tirar a magia do grande dia 25 de Abril de 1974.
O meu semblante não é muito diferente do do Rafael de quem falei aqui há 1 ano.Muitos rostos têm mudado com o tempo na expressão da alegria e da tristeza, os tempos são de desconfiança...
Mas ninguém nos pode tirar a magia do grande dia 25 de Abril de 1974.
Luanda Cozetti, Retalhos
sábado, 24 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
António no Outro Lado do Mundo - dia mundial do livro
Esta a estória , quer pelo conteùdo quer pelos desenhos, que eu gostaria de oferecer neste dia , a míudos e graúdos, tal como o fez o meu rebento António, depois de regressar de três dias de puro lazer, em tempo de juventude em fase de autonomia.... como acto de reconciliação...É muito lindo.... (Edições Kual, de Malachy Doyle e ilustração de Carll Cneut)
ANTÓNIO FOI VISITAR A SUA ENCANTADORA AVÓ, numa pequena ilha no outro lado do mundo.
Divertiram-se a valer, remando no barco da avó por todo lado e a atirarem pão com doce aos rabugentos monstros marinhos.
Mas depois de uma semana muito divertida, António já não conseguia chegar aos remos.
E depois de outra semana também muito divertida, já nem conseguia
espreitar pela borda do barco.
“ Gosto muito que estejas comigo,” disse a avó.
“Mas estás com metade do tamanho que tinhas quando chegaste. Tens saudades da tua mãe, esse é que é o problema. Está na hora de ir para casa.”
Então a avó preparou-lhe um grande saco cheio de pão com doce, beijou-o na adorável cabecita, e ele lá partiu.
De regresso a casa, António arranjou trabalho num navio, “És muito pequeno para grumete” disse o velho capitão mal humorado, “Mas acho que serves”.
O trabalho era duro e o mar agitado, mas “Vou para casa!” cantava António alegremente.
“Porque quero estar em casa com a minha Mãe!”
O pequeno António chegou finalmente a terra firme, mas agora estava ainda mais pequeno.
Muito mais pequeno.
(bom, como aa estória é longuita, só quero dizer que o pequeno António foi tendo várias ocupações ,, mesmo dentro da sua pequenez mas sempre cantando “Vou para casa!”
“Vou para junto da minha mãe!”
Finalmente , António chegou a casa, mas estava tão pequenino que a sua mãe não deu por ele.
“Olá mãe!” guinchou, mas ela não o conseguia ver e muito menos ouvir….
“O que é?” disse, olhando á sua volta.
“É um rato?”
“Sou eu, o teu filho!” gritou António puxando-lhe a saia.
“Quem está aí?” disse a mãe
“É um duende”
Então o pequeno António saltou para cima da mesa, mesmo à frente dos seus olhos, e gritou,
“SOU EU, O ANTÓNIO, CHEGUEI FINALMENTE!”
“É maravilhoso ter-te de volta, meu amor, mas seria melhor se crescesse um pouco.”
E então a mãe deu-lhe pão
E deu-lhe leite, deu-lhe carne
E deu-lhe cenouras, deu-lhe bolo e deu-lhe papas,
Até que ele cresceu,
E cresceu
E cresceu.
Cresceu tanto que podia sentar-se no telhado a gritar,
“QUE BOM QUE É ESTAR EM CASA!”
E acenava à sua encantadora avó no outro lado do mundo.
E a avó acenava-lhe de volta.
Divertiram-se a valer, remando no barco da avó por todo lado e a atirarem pão com doce aos rabugentos monstros marinhos.
Mas depois de uma semana muito divertida, António já não conseguia chegar aos remos.
E depois de outra semana também muito divertida, já nem conseguia
espreitar pela borda do barco.
“ Gosto muito que estejas comigo,” disse a avó.
“Mas estás com metade do tamanho que tinhas quando chegaste. Tens saudades da tua mãe, esse é que é o problema. Está na hora de ir para casa.”
Então a avó preparou-lhe um grande saco cheio de pão com doce, beijou-o na adorável cabecita, e ele lá partiu.
De regresso a casa, António arranjou trabalho num navio, “És muito pequeno para grumete” disse o velho capitão mal humorado, “Mas acho que serves”.
O trabalho era duro e o mar agitado, mas “Vou para casa!” cantava António alegremente.
“Porque quero estar em casa com a minha Mãe!”
O pequeno António chegou finalmente a terra firme, mas agora estava ainda mais pequeno.
Muito mais pequeno.
(bom, como aa estória é longuita, só quero dizer que o pequeno António foi tendo várias ocupações ,, mesmo dentro da sua pequenez mas sempre cantando “Vou para casa!”
“Vou para junto da minha mãe!”
Finalmente , António chegou a casa, mas estava tão pequenino que a sua mãe não deu por ele.
“Olá mãe!” guinchou, mas ela não o conseguia ver e muito menos ouvir….
“O que é?” disse, olhando á sua volta.
“É um rato?”
“Sou eu, o teu filho!” gritou António puxando-lhe a saia.
“Quem está aí?” disse a mãe
“É um duende”
Então o pequeno António saltou para cima da mesa, mesmo à frente dos seus olhos, e gritou,
“SOU EU, O ANTÓNIO, CHEGUEI FINALMENTE!”
“É maravilhoso ter-te de volta, meu amor, mas seria melhor se crescesse um pouco.”
E então a mãe deu-lhe pão
E deu-lhe leite, deu-lhe carne
E deu-lhe cenouras, deu-lhe bolo e deu-lhe papas,
Até que ele cresceu,
E cresceu
E cresceu.
Cresceu tanto que podia sentar-se no telhado a gritar,
“QUE BOM QUE É ESTAR EM CASA!”
E acenava à sua encantadora avó no outro lado do mundo.
E a avó acenava-lhe de volta.
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