terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

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Ai Timor....

Hoje fiquei em estado de choque e com um aperto no coração com a leitura do relato e ao mesmo tempo um apelo , feito por Loro Horta , ´no Público de hoje, com o título "Filhas perdidas de Timor". Quem leu, leu, quem não leu, ficam umas pequenas passagens."Enquanto mais de metade da populaçâo timorense vive abaixo do limiar da pobreza, há centenas de estrangeiros e timorenses a trabalhar para o Estado, com salários que chegam aos 20.000 dólares". Até aqui a novidade não e grande! O que me arrepiou mesmo, indignou,"É tão grande a miséria no nosso país que, os pais vendem as suas filhas. Sentam-se na varanda, enquanto as suas filhas são usadas dentro das suasprópria casa"." um país com maior índice de violência doméstica" crianças que pedem à noite na rua, pela madrugada que se não recolherem nada serão espancadas! "Neste momento, Timor tem mais de 4 milhões de dólares americanos para uma população de apenas 1 milhão de habitantes"!
É uma denúncia muito sentida e de alguém que já sofreu na pele as injustiças que Timor passou a oferecer de bandeja!
Ao escrever e partilhar convosco, é como um continuo alerta para a injustiça por algo que esteve no nosso coração e nos fez comungar numa longa marcha, há uns anos atrás pela"LIBERDADE E INDEPEDÊNCIA DE TIMOR!"

Porque gostava muito dele, deu-me a saudade de João Hogan!


"As paisagens de João Hogan não são fugazes como as luzes nem feitas para marcar o tempo. São feitas de uma árvore que está ali, e a gente sente-lhe o verde que é uma das maneiras por que se conhece uma árvore; de um monte rapado para um aterro, e a gente percebe-lhe o vazio da terra porque a cor que lá está tem o quente sem apropósito das entranhas a nu; de uma casa que pertence a onde está para que a gente saiba da sua vizinhança antiga com a terra, as árvores e o céu.
Fernando Azevedo, 'João Hogan a paisagem e o resto', 1953"