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A mostrar mensagens de Setembro 11, 2012

Para o dia de hoje... Um registo para a "eternidade"...

O antes e o depois de um café com história... em Coimbra

Ontem a vida transportou-me de uma forma especial até Coimbra.
"Sentei-me" na Brasileira, café  de referência, e pensei o querido amigo Joaquim Namorado. As estórias de vida que se viveram naquele espaço a preto e branco... Anos 70 para mim. 
 Depois passou a loja de roupa e hoje tentou regressar com um conceito que nada tem a ver com um passado que deveria ter sido preservado . Hoje vende bolos de noiva... e tomam-se uns cafezinhos como se estivéssemos a fazer parte de um casamento.
Joaquim que não era acanhado no linguajar, se cá voltasse, diria das suas que fariam corar as pedras da Rua Ferreira Borges.

TURISMO

A paisagem é bela,
cumpre o seu dever.

E os turistas mandando-a
em bilhetes postais à família,
cumprem o seu .

De Joaquim Namorado, in INCOMODIDADE

E tudo a propósito de uma certa despedida... e de poesia

Paulatinamente, vamos-nos despedindo da RTP2...
Esta noite e em repetição estivemos com Manuel António Pina.


Manuel António Pina - não apenas na qualidade de poeta mas também na cronista e na de autor de literatura para a infância - foi distinguido no ano passado com o prémio Camões e, com alguns dos seus livros há muito fora do mercado, impunha-se a edição da sua poesia completa, que chega agora no volume «Todas as Palavras». Um volume onde se torna claro o modo como a poesia de Manuel António Pina evoluiu numa busca permanente: «Falta-me uma palavra essencial, / um som perverso para morrer: um sonho».
Isto escrevia o poeta ainda nos anos 60. Agora, já em pleno século XXI, Manuel António Pina já não espera a «palavra essencial», nem que seja ela a ir à procura dele: «Não abras a porta, / se for o sublime diz que não estou, / já temos palavras demais»... 
(texto de junho de 2012, TSF)
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Amor como em cas…