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A mostrar mensagens com a etiqueta Cartas a Sandra

. O que um escritor nos dá não são livros. O que ele nos dá, por via da escrita, é um mundo. Mia Couto

«Cartas a Sandra» representa um hino ao amor numa toada filosófica que abre ao leitor perspectivas muito interessantes sobre o tema e a muitos outros que com este se relacionam - amizade, ciume, sexo, e tudo o mais que concerne às coisa do Amor.
Li este livro, em 1996, Maio. Li de uma assentada, antecedido de" Para Sempre. "A 5 de Maio desse ano morre o meu pai. A 8 a 9 ofereci o livro a minha mãe, pelo amor tão belo que sempre os vi viver. Ele tinha 71 anos, a minha mãe fará 88 na próxima quinta feira. A solidão não é palavra que se lhe encaixe, sempre bem acompanhada ou com ela própria. E, eu não parti como a Xana. 
ExcertoJulgo, aliás, que o amor, não bem o erotismo, foi por fim uma espécie de Valor que lhe redimia a vida inteira, ou, como ele dizia, qualquer coisa em que pudesse repousar a cabeça. Num tempo em que nada valia nada, surgia-lhe assim, sobretudo no fim da vida, uma forma de a justificar, como outros a redimem com a agitação política ou mesmo desportiva, que e…