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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Dia da Memória num mundo de "holocaustos" múltiplos...



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 Genocídio, essa palavra que nasceu em 1944 quando um judeu polaco, Raphael Lemkin, se apercebeu da inexistência de um termo que designasse o que estava acontecer ao seu e a outros povos às mãos do regime nazi e juntou a partícula grega 'genos' — raça ou tribo — à latina 'caedere' — que significa ‘matar’. Terminada a II Guerra Mundial, o Tribunal Internacional Militar de Nuremberga utilizou-a, assinalando a sua entrada cabal na linguagem. Dos escombros do horror também surgiria outra palavra, por sinal demasiado usada nos dias de hoje — ‘refugiado’.

Fotografias e excerto de opinião de historiadores sobre o dia da Memória, que hoje se assinala.

Expresso Diário

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

a 2 de fevereiro de 1951, aconteceu... , mas a História não pára

¾     O industrial alemão Alfried Krupp é libertado da prisão; o valor da sua fortuna, avaliada em US 45,000000 e previamente confiscada, é-lhe devolvido. Após a Segunda Guerra Mundial, Alfried é condenado por crimes contra a humanidade devido à utilização de trabalhadores dos campos de concentração nas suas fábricas, fazendo de Alfried e da sua empresa cúmplices do Holocausto. Apesar de ter sido condenado a doze anos, cumpre apenas três por libertação prévia. A empresa familiar, conhecida formalmente como Friedrich Krupp AG Hoesch-Krupp, foi um dos principais fornecedores de armas e material ao regime nazi e à Wehrmacht durante a guerra. Em 1943, Krupp torna-se o único proprietário da empresa, na sequência da Lex Krupp (Lei de Krupp) decretada por Adolf Hitler. Durante a guerra, os lucros da empresa aumentaram significativamente e Alfried passa a controlar as fábricas na Europa ocupada pelos alemães. Quando o seu pai sofre um acidente vascular cerebral, torna-se Alfried Krupp file photoo líder de facto da empresa em 1941. Numa carta de 7 de Setembro de 1943, escreve: No que concerne à cooperação de nosso escritório técnico em Vratislávia, eu só posso dizer que entre aquele e Auschwitz existe um entendimento profundo e garantido para o futuro. De acordo com um de seus funcionários, mesmo quando ficou claro que a guerra estava perdida, Krupp considerou um dever que 520 meninas judias, algumas delas pouco mais do que crianças, trabalhassem sob condições desumanas, em Essen. Morre de cancro pulmonar em 1967.
Aumentar, aumentar a riqueza á custa de não olhar a quem.
63 anos depois a escravatura infantil continua.

Escultura de George Segal, realizadas a partir de moldes de seres vivos, evocando a tragicidade da condição humana.  "O Holocausto".

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

27 de Janeiro de 1945

 Por volta das 9.00h, as tropas de reconhecimento da 100ª divisão de infantaria soviética descobrem a enfermaria dos prisioneiros no campo de concentração de Auschwitz. O resto da divisão chega 30 minutos mais tarde. As tropas soviéticas entram no campo principal na parte da tarde, onde derrubam a resistência alemã à custa de de 231 vidas. Nesta altura, apenas 7.000 presos permanecem em toda a infraestrutura de Auschwitz; a maior parte tinha sido previamente enviada para as marchas da morte

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Aconteceu...

Duas ou três coisas...
Domingo, recebi a visita de um amigo que me veio oferecer uns frutos secos da época da sua propriedade. Gentil. Entre dois dedos de conversa, que poderiam ter sido três... , falou-me da sua viagem à USA e do seu horror à  forma como foi tratado no aeroporto e da destruição quase maciça da sua bagagem.
Nada que não soubéssemos.
Entretanto , ontem passei pela Gulbenkian, com a intenção de ainda participar um pouco no encontro qe tem como tema   PORTUGAL E O HOLOCAUSTO, APRENDER COM O PASSADO, ENSINAR PARA O FUTURO. (aqui)
Bem , quando cheguei, fiquei em estado de choque  com o aspeto e a real segurança ao vasculharem as malas e da passagem pelo detetor para ter acesso ao Auditório 2.
Fiquei sem saber se ía assistir a  um concerto dedicado ao Holocausto, inauguração de uma belíssima exposição cronológica da história de Portugal e da Alemanha , desde 1926 até 1945 e ainda de um filme com testemunhos de judeus refugiados em Portugal , com histórias de vida e de guerra ou se ía embarcar para  Nova York para assistir à tempestade Sandy.
Ora tendo o encontro sido organizado pela embaixada americana e pela fundação dirigida pela Lurdinhas de má memória... não espanta tão triste ostentação de segurança num país que ainda considero de  acalmia no que concerne ao terrorismo...
Entre nós, terrorismo, só o que este governo implementa, para nos matar lentamente a uns e a outros fulminar.