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Bom domingo. Para e ler... (Herberto Helder )

(Publico este poema a pedido de uma leitura desta página que, argumentou, que em certas alturas a política lhe causa tédio. E tem razão. Este fim de semana a Dona Cristas têm-nos enchido os horizontes do olhar, e o tédio surge; não por ela ser mulher, mas talvez por ela querer fazer política repetindo e mesmo amplificando todos os vícios que podem ser assacados aos homens. Por isso aqui fica Herberto e a mulher, essa mulher com que muitos sonham mas que poucos almejam encontrar. Estátua de Sal, 11/03/2018) Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
encantarei a noite.
Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher.
Seus ombros beijarei, a pedra pequena
do sorriso de um momento.
Mulher quase incriada, mas com a gravidade
de dois seios, com o peso lúbrico e triste
da boca. Seus ombros beijarei.Cantar? Longamente cantar.
Uma mulher com quem beber e morrer.
Quando fora se abrir o instinto da noite e uma ave
o atravessar trespassada por um grito marítimo
e o pão for inv…