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A mostrar mensagens com a etiqueta Pintura e poesia.

"Lembrete"

Se procurar bem, você acaba encontrando
não a explicação (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida.

Carlos Drumond de Andrade, in Corpo, Novos Poemas






Pintura de Mary Cassat, Childreen on the Beach,1884

Momentos...

Fernando Pessoa, de Mário Botas
O poeta é um fingidor
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

De Fernando Pessoa

Bom fim de semana, que se diz primaveril

INTRODUÇÃO
A água é insondável
Quando a dureza do céu abraça todo
O astro;

A terra procura o repouso,
na mais alta das montanhas;
energia que se sobrepõe à doçura
dos lagos e dos rios.

Pensamos a serenidade assim
aquosa e feminina;

e a tempestade, que desperta,
cobre-se de vento e de um ardor que penetra
a fundura antiga dos vulcões.

Nada parece inacessível ao homem sem fadiga:
O céu, a terra, a criação e os modos de tudo isso ser:
Jogo, cálculo ou destino.

Poema de MANUEL AFONSO COSTA
Pintura de Arshille Gorky, 1944

Home, sweet home...

Pintuta de Carl Hmmoud


Neste mundo
Por cima do inferno
Contemplo as flores
ISSA KOBAYASHI (1763-1823)(Versão de Jorge Sousa Braga)