
«Foi o melhor fim-de-semana desde sempre. Sábado e domingo, os dois primeiros dias de Outubro. ....
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Hoje, se calhar , ainda continua o calor dos trinta graus. Talvez amanhã e tudo. Mas já é Outono avançado e, por muito bom que esteja, é certo que só pode acabar mal.
Assim é com o grande amor. Nunca pode acabar bem. Mesmo que ambos morram ao mesmo tempo, num desastre, será sempre uma tragédia. Assim é com todos os amores que temos: morremos enquanto amamos. Morre quem amamos e, ao mesmo tempo, quem nos amava.
A noção que se tem de tudo ser temporário é sempre fraquinha, acabamos sempre por ser surpreendidos, apanhados.
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Mas, no fundo de fadas do nosso coração, durante o calor e o vento de sul, espeamos que este Outubro seja diferente, um mês de praia , para nos pagar os dias de praia que perdemos. Pensar no fim do amor é uma dor escusada. É perder tempo. Quando acaba, precisamos de toda a dor que tivermos.»
Excerto de artigo de MEC, Público de hoje.