terça-feira, 14 de abril de 2009

De Handel, a ópera Alcina

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Regresso a Paulo Freire" sem pão, não poderá haver instrução"!



Só ontem à noite tive notícia da passagem dos agentes da governação pelas nossas escolas esvaziadas do seu verdadeiro miolo!
Tornou-se concerteza um pãozinho mole mais fácil de comer…


Quanto ás crianças a passar fome… elas sempre existiram nas nossas escolas!
Hoje está fortemente acentuada ,porque o leque de desemprego é absolutamente assustador! Mas leva-me a crer ,que está a atingir nìveis que a história me ensinou serem comuns em tempos de muito triste memória e que nós não queríamos de regresso...
São várias as razões que levam os pais a não alimentar conscientemente os filhos.
- a ausência de dinheiro no sentido amplo da carência
- as prioridades para o que desejam para as suas crianças e para si próprios, não passarem por alimentação simples , económico ,o que não traria efeitos devastadores para a saúde das mesmas se posta em prática… Mas isso são problemas sociais muito mais profundos que ainda estão por resolver!

Já nos anos 90, quando dava aulas num bairro histórico de Lisboa, as crianças tinham problemas graves de subnutrição, sobretudo as que estavam com as mães em casa…
Então nós, num jogo“faz de conta”, quando as crianças chegavam, com os nós dos dedos , batíamos-lhes na cabeça , cheirávamos, pois o cheiro do que tivessem comido, viria na nossa mão…. Era um momento mágico este o da adivinhação!
Ficavam surpreendidas… como é que as professorinhas “descobriam”…”um pacote de batatas fritas”.” um bolicau e uma coca-cola”…como refeição…
Claro, que o consolo máximo, era completar a refeição com as boas sandoscas e fruta que a boa Maria do Carmo arranjava, numa “multiplicação” milagrosa dos suplementos alimentares que a autarquia já na época oferecia `as crianças.
Este é só um pequeno apontamento , pois tantos há com fundamentações mais profundas de uma situação que eu não queria que continuasse a estigmatizar as crianças deste meu país! Algumas delas filhos de pais que foram meus alunos....
Que adultos aí virão?

Mal-me-quer, bem-me-quer, muito, pouco ou nada...